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Politica

UNIÃO DE CÍCERO E PEDRO É UM PROJETO PARA RECONDUZIR VENEZIANO AO SENADO

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O encontro realizado ontem (30/01/2026) em Campina Grande, oficializando o apoio de Pedro Cunha Lima a candidatura de Cícero Lucena, formou um palanque repleto de incoerências, chancelado por um pacto ininteligível para o eleitor comum, deixando-o confuso com as esdrúxulas e obscuras “misturas de cores”, num momento (nacional) que predomina a radicalização das ideologias. Desde 2018, no país só existem a esquerda e a direita. Centro ou Centrão, é um espaço ocupado por sequazes oportunistas, que só enxergam seus umbigos. Megalomaníacos capazes de venderem a própria mãe.

O compromisso de Pedro Cunha Lima com Veneziano Vital do Rêgo em 2022 foi um acordo entre Clãs, com cláusulas desconhecidas e sem aval ou conhecimento da população. Após ser derrotado para o governo no primeiro turno, amargando a lanterna ou 4º lugar na disputa, Veneziano alinhou-se e fez campanha pró Pedro Cunha Lima. Cícero Lucena foi adversário de ambos. Votou em João Azevedo nos dois turnos. Nilvan Ferreira e o Pastor Sérgio Queiroz honraram suas posições e levaram um Cunha Lima a vencer pela primeira vez na capital, com 58,11% ou 71.217 votos. Nocautearam João Azevedo e Cícero Lucena, levando-os a uma derrota acachapante.

Empenhado em sua reeleição para o Senado, Veneziano Vital do Rêgo se antecipou e avançou no acordo de 2024, apoiando a reeleição do prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima. A “coerência” ficou restrita aos limítrofes da Rainha da Borborema. Veneziano esteve permanentemente ao lado de Bruno, Pedro e Cássio. Mas, se absteve de subir nos palanques da Capital. Um comandado por Marcelo Queiroga e o Pastor Sérgio Queiroz (direita), outro por Cícero e João (esquerda).

Tudo estaria às mil maravilhas, se não fosse o comportamento extravagante do próprio senador Veneziano – escudeiro mor de Lula e do PT em Brasília – defensor intransigente do governo da esquerda radical, fenômeno excêntrico que causa perplexidade até nas proeminentes figuras históricas da legenda, como Gleisi Hoffmann, Jaques Wagner; Randolfe Rodrigues e Maria do Rosário. Paradoxalmente, pertence aos quadros do MDB, sigla que abriga o prefeito da maior cidade do país, presidido por Baleia Rossi, aliado da direita e do bolsonarismo em São Paulo.

Pedro Cunha Lima, numa posição ambígua, está com um pé dentro e outro fora. Por que não aceitou ser o vice de Cícero Lucena, nem o primeiro suplente de Veneziano Vital do Rêgo? Uma derrota desta chapa encerra prematuramente sua carreira política. Em 2022, usando habilidade e linguagem tergiversa, iludiu a maioria dos seus eleitores com um discurso que aparentava ser direita. Não pediu votos para Bolsonaro, e nem “colou” em Nilvan Ferreira, terceiro colocado no ranking. Todo o Clã Cunha Lima votará discretamente em Veneziano, como primeiro ou segundo voto para o Senado. Quanto ao alquimista, não unirá todo o grupo.

Cícero Lucena estagnou nas pesquisas desde novembro de 2025. Oscila entre 28%, 33% e 35%, dependendo da “metodologia” aplicada pelo Instituto que realiza estas pesquisas. Lucas no mesmo ritmo, pendura-se numa gangorra, ora com 14%, 16% e 20%. Efraim Morais, três ou quatro pontos atrás, no seu encalço. Cícero para assegurar antecipadamente sua presença no segundo turno, tem que cravar 40%. Efraim Morais basta alcançar 33%. E Lucas com o governo, parte do PT e João Azevedo? Irão tirar votos de quem? Da direita é impossível. O ataque frontal será contra as tropas de Cícero Lucena. Para Pedro e Veneziano, a campanha se encerrará no primeiro turno. Se Cícero superar o primeiro obstáculo, estará só. Não terá o apoio de Lucas – caso tropece – muito menos de Efraim Morais, se não chegar no segundo momento do pleito.

Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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