Colunista Marcos Marinho

  • TIO TONICO...

    16/06/2021

    Tio Tonico estava bem de saúde, até que sua esposa, tia Marocas, a pedido de sua filha Totinha, disse:  

    - “Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico”.  

    - “Para quê, estou me sentindo muito bem!”

    E vangloriava-se: tenho saúde de ferro. Trabalhei mais de 32 anos no Banco do Brasil, fui fiscal da CREAI, picado duas vezes por cobra cascavel nos sertões piauiense e cearense...  

    E continuava: passei vinte anos, alienadamente, sob uma ditadura militar e meu maior interesse era o serviço bancário. Trabalhei sábados e domingos, sem prorrogação, para atualizar as tarefas e enfrentar as segundas-feiras folgado. “E agora você vem com essa de que a prevenção deve ser feita quando ainda me sinto saudável? Mas, tudo bem, vou fazer o que pedes”, disse tio Tonico.  

    Então meu tio Tonico foi ver um médico.  

    O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse. Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar.  

    Então receitou: comprimidos Atorvastatina para o colesterol, Losartan para o coração e hipertensão, Metformina para evitar diabetes, Polivitaminas para aumentar as defesas, Norvastatina para a pressão, Desloratadina para alergia.  

    Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.  

    Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas. Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomados antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado. Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.  

    Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.  

    Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando. Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saía mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.  

    Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de Cliente Preferencial, um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.  

    Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico. Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite.  

    Como estava com uma pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina, a cada 12 horas, durante 10 dias.  

    Apareceram fungos e herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.  

    Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interações médicas.  

    Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal, náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.  

    Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.  

    - “Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse o médico, enquanto prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg.  

    E como titio estava com dor nas articulações deu Diclofenac.  

    Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP. Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.  

    Contratou uma cuidadora, o que parecia o mais indicado para a situação. Ele já não enxergava muito bem e ela, a cuidadora, lia para ele as bulas, correspondências, etc.  

    Foi quando a serventuária recém-contratada leu para ele a triste notícia de que o BET acabou, a contribuição previdenciária voltou a ser cobrada e o Empréstimo Simples foi suspenso.  

    Resultado: tio Tonico morreu.  

    No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmacêutico.  

    Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.  

    Como a pensão da tia Marocas ficou uma merda, a cuidadora foi dispensada, mas como era diarista, levou a tia Marocas à justiça. Tia Marocas ficou com dívidas...e as prestações da TV 71 polegadas que Tio Tonico havia comprado no grupo WALMART onde FELIPÃO é garoto propaganda...

    OS COLEGAS DO TIO TONICO ESPERAM A VEZ, JÁ COM O PÉ NA COVA.

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    Fonte: BIP do DESED do Banco do Brasil.

  • Os que chutam Campina!

    14/06/2021

    Vergonhosamente, via de regra - com  honrosas e raríssimas exceções - políticos forjados em Campina Grande sempre dão as costas para a cidade, embora continuem dela dependendo na hora de contar votos para manutenção dos seus status.

    O mais recente caso a surpreender incautos é o de Veneziano Vital do Rego (MDB), que ao ver-se flagrado tomando vacina contra a COVID-19 em Cabedelo acabou retirando a máscara que, no seu caso, há anos é inerente ao corpo.

    O ex-cabeludo confessou ser agora homem da beira do mar, com mansão na praia de Camboinha onde a água de coco sempre será mais gostosa que aquelas fétidas do Açude Velho...

    O pai de Veneziano, Antonio Vital do Rego, encabeça o rol das exceções e foi quase tudo na política mas nunca mudou domicílio residencial, tendo o seu lar-doce-lar na rua João Moura como templo inamovível do seu histórico de vida.   

    Outro apaixonado de Campina, o tribuno Raymundo Asfóra, sequer se dava ao direito eventual - mesmo em campanhas com comícios varando a madrugada - de dormir em João Pessoa. O Sol até podia raiar, mas só cerrava os olhos quando a porteira da Granja Uirapuru na beirada de Bodocongó lhe fosse aberta para o repouso sagrado.

    Aluízio Afonso Campos é outro exemplo a ser inserido nas exceções. Tinha apartamento na badalada Vieira Souto, ponto nobre do Rio de Janeiro, mas por lá periodicamente só ficava quando ia cumprir compromissos profissionais, e isto para não ter de pagar hotel. Quando deputado federal, praticamente toda semana voltava para seu refúgio no Ligeiro, nas terras que deixou como herança para a Universidade Estadual da Paraíba.

    O contrário disso ocorre com Cássio Cunha Lima, que até a Granja Santana (morada oficial do governador do Estado) recusou quando se tornou gestor do Estado e preferiu comprar suntuoso apartamento de cobertura, em bairro nobre, d’onde as fugidas para a night por helicóptero jamais poderiam despertar curiosidade dos súditos... Ainda hoje, as preferencias de moradia do ‘menino de Ronaldo’ continuam sendo Brasília, Rio de Janeirto e João Pessoa.

    Até doutor Damião e a sua excelentíssima consorte, a doutora Vice-governadora Lígia Feliciano, cederam aos encantos da Capital paraibana e moram na praia do Bessa. Campina Grande, porque o protocolo exige, só em visitas oficiais...

    Ney Suassuna, nem falar. É da Barra da Tijuca e ces’t fini… Em comum com Campina Grande, infelizmente, só a data de nascimento – 11 de outubro.

    Aguinaldo Ribeiro e a mana Daniella nem de morada em Campina precisam, pois se abrigam na granja do pai em Lagoa Seca quando há a necessidade de ficarem um tempinho a mais por estas acolhedoras e teimosas paragens.

    Menos cotados como Wellington Roberto & Filhos, Ricardo Barbosa, Pedro Cunha Lima e outros, parecem mesmo se sentirem desconfortáveis quando a agenda lhes obriga a respirar os ares da Borborema.

    Lamenta-se, pois, que essa espécie de forasteiros enrustidos ainda encontre abraço do povo da cidade que abandonam assim, como cachorro em fim de vida jogado à própria sorte, mas ainda desse mesmo povo se socorre na hora em que chegam para trocar dinheiro sujo por voto na calada das noites frias do Beco do Califon, do Buraco da Gia, do baixo Pedregal...  

    Poderiam estes, pelo menos, fazer como fazia Ronaldo Cunha Lima, que mesmo doente nunca cedeu aos caprichos da mulher e dos filhos para largar a casa que era dele na Agamenom Magalhães, no aprazível Alto Branco onde tinha a imensa alegria de receber amigos e eleitores, mais das vezes com todos dividindo uma bicada da melhor cachaça da região.

    Fico por aqui...

  • O ‘catarro‘ de Alexandre e seu medo da palmatria

    20/05/2021

    Covardia e insensatez integram a ‘batida de pino’ com a qual o vereador-Líder do Governo Bruno Cunha Lima na Câmara Municipal de Campina Grande, Alexandre do Sindicato (PSD), tenta se sair da deplorável situação em que se encontra depois de infectar o microfone da tribuna do Parlamento-mirim com o vírus da ignorância, que há anos o acompanha, e com o despreparo que cada dia mais apresenta ter no desempenho de tão honroso cargo.

    Na condição de parlamentar, Alexandre - que era ‘de Didi’ e adotou ‘do Sindicato’ – não rejeitou apenas o nome de família, mas como prova a cada vez que busca holofotes, tem rejeitado de modo muito acelerado o respeito que o eleitor tinha e que certamente por isso lhe mandou, já pela terceira vez, para representá-lo na Casa Félix Araújo.

    Negando a importância da vacinação em massa da população brasileira como forma única de se exterminar a pandemia do coronavírus, e isso em discurso na mais solene e elevada tribuna do Município, o Líder governista ao invés de dar exemplo, dá vergonha e enxovalha pelo menos três sagradas instituições campinenses: o povo, em especial o seu eleitor, o Poder Executivo que lhe confiou a liderança na Câmara, e o próprio Poder onde tem assento.

    Na “nota de esclarecimento” que ontem ainda correu a mandar para os meios de comunicação do Estado, alarmado que ficou com a imediata e negativa repercussão do vômito, Alexandre se revela “surpreso”, censura os meios de comunicação por terem focado apenas “um trecho” do seu destrambelho e com inigualável despudor explica que “estava sendo irônico”.

    Ora, vejam só, fazer ironia naquela tribuna onde já brilharam com a decência que hoje lhe falta, luminares como Anézio Leão, Ronaldo Cunha Lima, Mário Araújo, Noaldo Dantas, Félix Araújo Filho, Márcio Rocha, Vital do Rego Filho, Lindaci Medeiros, Antonio de Carvalho Souza, João Dantas, Romero Rodrigues, Cozete Barbosa e outros mais, para não estendermos aqui a nominata dos valorosos filhos da terra que nunca sequer chamuscaram a flâmula varonil do Poder Legislativo local, é querer brincar com a inteligência popular.

    A nota pós-discurso do vereador não significa nada, a não ser medo, e tampouco se empresta a corrigir seu descalabro.

    A Alexandre cabe uma única providência: pedir desculpas, de joelhos perante a tribuna, e renunciar a  liderança que não mais lhe cabe, por ter cravado o punhal da intolerância nas costas dos que, como o prefeito Bruno Cunha Lima, a ele confiaram tão destemida missão.

    Como disse em João Pessoa o confrade Heron Cid, o voo cego de Alexandre além de inoportuno, sob o ponto de vista científico, racional e até primário, expôs a bancada da qual ainda lidera e o próprio Governo que também ainda representa.

    Vir limpando a boca suja dizer que sua exposição “foi deturpada” é querer continuar cultuando o desprezo que tem pelo povo, mas que agora flagrado no passo em falso busca se inocentar feito menino treloso acuado no canto da parede com medo da palmatória corretiva da mãe vigilante.

    No mais, como genialmente pontuou Heron Cid, “o resto é conversa fora, como chá de hortelã e limão galego, no máximo serve para ele expelir catarro ideológico”.

  • O punhal de Bruno, contra Campina!

    18/05/2021

    Quando entregou as chaves do Palácio do Bispo a Bruno Cunha Lima em janeiro deste ano, após elegê-lo prefeito de Campina Grande sem precisar de turno suplementar, Romero Rodrigues deixou a  prefeitura com índice de aprovação acima de 80%, inédito na história do Município.

    Na solenidade de posse o ex-prefeito foi mais aplaudido que o sucessor, o que não chegou a surpreender ninguém porque naquela ocasião também estava sendo anunciada a sua decisão de sair em 2023 candidato ao Governo do Estado para botar Campina Grande mais uma vez dentro do Palácio da Redenção.

    Ao seu lado, anestesiado ainda pelo extraordinário feito, o novo alcaide era só sorrisos e deslumbramento, garantindo publicamente a Romero que seria seu “cabo eleitoral” número um, o que não poderia ser diferente.

    Bom lembrar que no começo de 1989, em igual gesto a este de Romero, Ronaldo Cunha Lima entregou ao filho Cássio as mesmas chaves e recebeu, do prefeito empossado e do povo de Campina Grande, aplauso farto ao anunciar-se decidido a enfrentar as urnas estaduais e conquistar o direito de governar a Paraíba no Palácio da Redenção, sonho enfim realizado.

    Assim como Romero, o poeta ficaria dois anos sem mandato...  

    E, sem caneta na mão, como bem registram os anais da História - aqui e alhures -, político tem a mesma aparência e força que um risco n’água!  

    Sem falar na fraquíssima memória do eleitor, especialmente aquele chegado aos mimos que o Poder oferta.

    É certo, e Bruno acaba de atestar isso ao acostar-se ao quesito INGRATIDÃO, que o Grupo Cunha Lima não tem mais a organização de outrora, quando vivo Ronaldo e o vivo do filho davam as ordens no terreiro.  

    O marido de Glória deu sorte porque a Constituição cidadã de Ulysses Guimarães viu inserir oportunisticamente em artigo das suas Disposições Transitórias o direito de um filho suceder a um pai, caixinha de sapatos que coube sem apertos e sem folgas os dois pés que coladinhos, mais na frente, com eles Ronaldo veio a ser plantado em tumba do Monte Santo.

    Cássio-prefeito foi, sim, o grande responsável pelo empuxo da candidatura do genitor.  

    Deu-lhe régua, compasso e muito mais: assessoria qualificada, ambiente de trabalho, instrumentos de logística e todo o referencial da prefeitura campinense para que ele, sem disfarces e o carisma que lhe era peculiar, pavimentasse com sucesso o caminho da viagem que acabou por levar sua alcova para a Granja Santana.

    Com Romero, que deu azar, até aqui o andor que deveria carregar o santo ainda não deu as caras.

    E não apareceu, é forçoso constatar, por MALDADE! Que é mais perversa que TRAIÇÃO, ambas bastante usuais e presentes no dicionário da maioria desses políticos de pouca faixa etária da nova geração que se amparam tão somente no sobrenome familiar para a corrida em busca dos píncaros da glória.  

    Mas, e o que até aqui tem feito o neto de Ivandro, em sociedade (conluio seria uma palavra muito forte) com o filho de Ronaldo, para ajudar Romero na possibilidade - muito palpável, alias - de catapultar Campina Grande ao Poder central do Estado?

    Miná-lo, sem dó nem piedade, com inveja e como se inimigos fossem!

    Nunca também é demais lembrar que Romero elegeu Bruno sem contar com nenhum tiquinho de ajuda de Cássio, ainda atordoado pela falta dos votos que lhe deixariam mais oito anos no Senado e que por muito pouco não tirou a volta do filho para a Câmara Federal.

    Vamos lá, então:

    Bruno Cunha Lima já não discursa pontuando Romero-candidato e na velocidade de supersônico, onde na condição de Criatura passou a ver o Criador como um qualquer que nada lhe dera, de foice na mão direita caminha – também à jato – para lhe decepar o crânio.

    Já anunciou com voz grossa de ‘Chefete’ que além desse tal de Romero o agrupamento que lhe dá vivas também conta com outros BONS NOMES e que até lá o que se mostrar melhor em pesquisas e em trabalho de cooptação eleitoral, ganhará seu apoio e seu trabalho.  

    Ou seja: Romero Rodrigues, sem mandato, que se vire...  

    E como Romero é RODRIGUES e não CUNHA LIMA e esse “Rodrigues” serviu apenas para elevá-lo à condição de Chefe do Executivo, cargo que jamais alcançaria não fosse o obstinado labor do matuto de Galante, já botou Cássio CUNHA LIMA e Bruno CUNHA LIMA na ‘cola’ do seu benfeitor, numa inominável e despudorada punhalada.

    Diz a ética e a gratidão - política e alguns políticos não apreciam cultuar - que o certo no caso do prefeito de Campina Grande era fazer exatamente o contrário: desestimular quaisquer investidas que lhe fossem apresentadas para puxar o tapete do CRIADOR.

    Mas...  

    Nosso Bruno fez-se DEUS. Vê-se onipotente, não escuta a ninguém, salvo dois ou três dos meninos que botou para correr campo ao seu lado aplaudindo-o até nos mal feitos, infelizmente o que mais ocorre nessa sua atribulada gestão, e Romero se tiver disposição que se cuide!

    Teria sido dele, com compulsória assessoria de Cássio, a ideia de pedir que Pedro Cunha Lima largasse por quatro meses o mandato parlamentar para aproveitar o tempo ocioso e viajar às bases do interior garantindo aos prefeitos que é candidato (ele ou o pai) ao Governo e não se fala mais nisso.  

    Essa empreitada ingrata mesmo que não vingue, acaso as reconhecidas invencibilidade e habilidade política de Romero, até agora incontestáveis e inabaláveis, não enxote os três, na última das hipóteses dará prejuízo ao ex-prefeito porque terá o grupo dividido a começar pelo suplente que Bruno botou em exercício, o colorido, insosso e folclórico Rafafá, cuja inexistência de escrúpulos o levará, por óbvias razões, a se postar inimigo declarado de Romero em Campina Grande, mesmo que sua meia dúzia de votos não importe em decisão de pleito estadual.

    Outra coisa, antes que eu volte ao tema: por enquanto as punhaladas no lombo de Romero só beneficiam João Azevedo.  

    E Campina Grande,  by by tia Chica!

  • A JORNALISTA BAIANA

    13/05/2021

    Dona Fátima Cardoso é baiana, aportou no Conde dizendo ter militado nos melhores órgãos de imprensa da terra de Mãe Menininha do Gantois e convenceu meu amigo jornalista-pastor Caco de Jacumã que era “tampa”.  

    Acabou sendo escolhida como primeira presidente da Associação de Imprensa do Conde (AIC), entidade da qual ainda sou sócio, mas que na prática não existe mais, ou melhor, não vale nada a não ser para arrumar sinecuras, como a que ela própria ganhou na nova gestão do Conde, que apoiou na campanha eleitoral escancarando vergonhosamente a porta da sua casa para servir de comitê político, onde precariamente está instalada a AIC.

    Já botei minha carteira de sócio à disposição da entidade, exatamente por me envergonhar de como a mesma tem sido conduzida. E comigo fazem coro alguns bons nomes da imprensa do Conde, dentre os quais Caco, idealizador da AIC e, por infelicidade de escolha ou de falta de opção, deu as chaves da entidade para quem não tem a menor ética para com elas ficar.

    Que Dona Fátima Cardoso preste serviços a Karla Pimentel e a idolatre, tudo bem. Terá mesmo que fazer jus à merreca mensal que lhe dão. Mas que, pelo menos se a vergonha na cara permitir, não bote a AIC também a serviço da bonita prefeita do local. Deveria, como manda os bons costumes e a boa ética, ter ao menos se licenciado da presidência.

    Faço esse rápido comentário para dizer que também me envergonhei hoje ao ver em grupos de ZAP do Conde um texto da “jornalista-assessora” dizendo que a tal gestão ‘UM NOVO TEMPO’ está fazendo a diferença no Conde, diferentemente da anterior de Márcia Lucena, porque tem uma Defesa Civil (sic!!!) que alerta a população e lhe garante bem estar e  segurança.

    Não quero nem me reportar à condição dela nessa nota onde o Português é trucidado e onde até a amiga crase é chutada como se fosse um apêndice de m..... na língua-Pátria, deixando isso para o nobre leitor analisar.  

    E, antes que eu me esqueça, registrar que por isso também continuo tendo pena de Karla Pimentel.

    Ela não merece assessoria dessas!

  • VEREADOR DO TIRO AO ALVO

    10/05/2021

    Eleito pelo DEM em Campina Grande, o vereador Valdeny Santana tinha tudo para desempenhar um mandato acima da média, considerando o baixíssimo nível do atual colegiado, não muito diferente do anterior considerado o pior da História.

    Ele até que se esforçou para mostrar isso nas primeiras entrevistas, demarcando bom terreno ao avisar das suas pautas desenvolvimentistas voltadas para a criação de emprego e renda.

    Bancário, servidor do Banco do Brasil, Valdeny tem cancha para esse debate.

    Mas derivou dele, depois de empossado, embevecido que está com a enganosa certeza de que o mandato veio para ser eterno, o que continua sendo um ledo engano para todos aqueles que, como ele, assim imaginam.  

    À falta do que fazer em plenário ou fora dele, nesses tempos difíceis da pandemia do coronavírus, o jovem edil anda agora na contramão de sí mesmo e seu mandato deixou de ser dele ou do povo, para simplesmente não mais existir.

     Bancário e bolsonarista, Valdeny está aprendendo tiro ao alvo

    Valdeny Santana (C. Grande)

    Mas nada a ver, entretanto, com a ação que corre na Justiça Eleitoral que pode tirá-lo da cadeira precocemente por ilícitos partidários investigados em relação à cota de gênero no processo eleitoral em que saiu vitorioso.

    Valdeny, pelo menos para mim que o conheço desde quando ele competentemente assessorava João Dantas ao tempo em que exercí o mandato de vereador, é um bom rapaz, bem antenado e com uma visão bastante nítida do que vem a ser um Poder Legislativo municipal.

    Por isso, diferentemente da grande maioria dos colegas de Casa, é o único dos novatos a não poder errar. Porque conhece bem do riscado e teria que dar exemplos e aulas aos leigos que ganharam assento nesta atual legislatura.

    Lamentavelmente, não é o que vem acontecendo!

    Valdeny largou a “toga” de vereador para transformar-se em “papagaio de pirata” de Bruno Cunha Lima, o alcaide que passou a idolatrar como maior santo do céu e da terra, para variar chamando-o de mito!

    Bolsonarista depravado, quero dizer DECLARADO, o parlamentar esquece que não foi para isso que o seu eleitorado lhe botou na Câmara. Ou mais: que não foi exatamente, ao que se sabe e salvo segredos de alcova, Bruno Cunha Lima quem lhe deu os votos necessários para lá chegar!

    Valdeny pode dar um freio nas vaidades, inerentes a quem não se mostra humildemente apto para a envergadura do exercício pleno de um mandato parlamentar.

    Acaso o DEM em Campina Grande não venha a ser alvejado pela afiada espada da justiça, degolando o seu mandato, há tempo para ele pensar nele e nele se programar...

    Precisa também se assessorar de gente qualificada; de escutar mais velhos; de elevar os braços a Deus e em juramento secreto garantir que trabalhará para o povo e não para sí tão somente.

    O resto virá por osmose!

    Fiz este preâmbulo elástico assim para censurá-lo, mas CENSURA amiga. Espécie de corretivo que muita gente que lhe arrodeia tem medo de dar.

    Ontem, em espécie de coroamento às avessas, Valdeny postou foto sua nas redes sociais com arma em punho. Achou que estava abafando!

    Talvez, quem sabe, para imitar o vereador pessoense Tarcísio Jardim, do PATRIOTAS, que em debate durante sessão virtual da Câmara da Capital fez questão de mostrar um revólver, que na mesa botou junto a uma Bíblia.

    Tarcísio rebatia na ocasião críticas feitas ao presidente Jair Bolsonaro, de quem igual a  Valdeny, é fã juramentado. Policial e professor de tiro, Tarcísio Jardim argumentou que um “homem de bem armado é o temor do homem ruim”.

    O ato de Jardim é lastimável e mais ou menos compreensível; o de Valdeny, além disso é reprovável e inoportuno!

    Jardim acalorava-se no debate em confronto a colega que insultava Bolsonaro e seu gesto, em apoio ao que soltava dos lábios, pode ser até tolerado por duas razões: primeiro, por ter formação militar e, em assim sendo – mesmo estando por enquanto vereador – erroneamente a arma continua sendo instrumento de trabalho. E em segundo lugar, porque nunca de ninguém escondeu a paixão que nutre pelo Chefe da Nação - um ardoroso defensor da Pátria armada.

    O caso de Valdeny é o oposto, primeiro porque mostra que seu rosto de menino bonzinho sempre camuflou o fervor que agora revela por arma de fogo. E depois porque ao postar o treino de tiro ao alvo em redes sociais consente a necessidade de portar arma como escudo para prováveis investidas, tendo na Câmara Municipal abrigo e refúgio.

    Pensará o nobre edil por acaso que a imunidade parlamentar existe para tais situações?  

    Lá em João Pessoa, na tentativa de diminuir o impacto da arma de Tarcísio Jardim exibida em sessão ordinária, o presidente Dinho Dowsley (AVANTE) contemporizou que o colega não tinha feito ameaça a qualquer pessoa durante o seu discurso e que tão somente rebatia críticas de que apoiadores de Bolsonaro, como ele, usam uam Bíblia de dia e uma arma à noite.

    Sem censura explícita ao vereador, o presidente da Casa Napoleão Laureano pediu ao colegiado para que os ânimos fossem acalmados e sentenciou sem muito convencimento que os membros da Casa que dirige majoritariamente defendem “o debate justo e pacífico”.

    O caso de Jardim foi reforço de argumento; o de Valdeny pura ostentação. E embora um e outro sejam vergonhosos e intoleráveis, pesa mais sobre o campinense essa volúpia de mostrar ao eleitorado que, aprendendo a atirar, a arma dos seus sonhos como assim aconselha o ídolo do Palácio do Planalto lhe fara mais homem  que os demais  vereadores.

    Mas é interessante que o presidente Marinaldo Cardoso, com a humilde elegância dos seus gestos de ponderado legislador, desarme Valdeny o quanto antes – da arma em punho e do noviço espírito bélico!

    De minha parte, um único pedido ao aluno de Bolsonaro: “volte a trabalhar, porque tiro ao alvo não cola mais nem em parque de diversão”.

  • SEFIN-CG: Outra grata exceo

    06/05/2021

    Notinha pontual na minha última coluna neste portal elogiando ação do secretário de Saúde Felipe Reul, com quem cruzei em posto de saúde cedinho da manhã na periferia da cidade, abriu o sinal vermelho na Prefeitura Municipal de Campina Grande, e isso é muito bom.

    Escrevi sobre “inutilidades humanas” que o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) acostou à sua equipe, ressaltando que Reul faria parte de “três ou quatro” auxiliares egressos da gestão de Romero Rodrigues que estariam salvando a máquina que o neto de Ivandro ainda não conseguiu azeitar.

    Sobre o monte de falhas - e de incompetentes - da atual gestão municipal campinense escreverei aqui mesmo mais à frente...

    Será minha contribuição inicial para que Bruno consiga deslanchar, desejo de todos os que moramos neste chão abençoado por Deus que vez por outra vê poderosos eleitos pelo povo darem bobeira.  

    A turma recrutada por Bruno para tocar a Secretaria de Finanças (SEFIN), por exemplo, se auto-intitula “neófita”, mas não é. Nela, por exemplo, dá show o meu contador e amigo Emannuel Nascimento, homem do valoroso portal ‘Retalhos Históricos de Campina Grande’, espaço cibernético de ouro em nossas paragens.

    Claro que não botei a carapuça nessa meninada da SEFIN, louvável exceção na bancada que entrou com Bruno na administração municipal em janeiro.  

    O querido Emannuel está ocupando a Diretoria Financeira da Secretaria de Finanças, em time capitaneado por Gustavo Braga e Felipe Gadelha, titular e adjunto, respectivamente.

    E foi Emannuel, lastreado na confiança recíproca que fermenta a nossa amizade, quem me deu notícia dos avanços da Pasta. Fazendo, como ele explicitou, a “defesa dos resultados de uma secretaria historicamente fadada a ser o destino final pra onde jazia as despesas efetuadas das demais secretarias da administração direta e algumas autarquias, muitas delas sem encontrar sua quitação”.

    A equipe está lutando com as poucas armas que tem para mudar a cara nefasta da SEFIN, “e estamos conseguindo resultados”, me confidenciou.

    Segundo Emannuel, hoje os pagamentos são condicionados à prática do planejamento, exigindo que todos os secretários lhes apresente previsão de gastos com base na LOA, fazendo com que os gestores passem a dar importância à peça orçamentária como instrumento de planejamento, permitindo, inclusive, que também a secretaria se beneficie com essa prática, quando busca evitar que sejam pegos de forma desprevenida por uma enxurrada de despesas de forma inadvertida.

    A arrecadação do IPTU em relação ao ano de 2020 foi batida, com a campanha e metodologia utilizada na política de desconto e na cobrança deste ano.

    A Pasta já está provisionando de forma efetiva uma conta bancária com recursos para garantir certo conforto quando precisar honrar a folha do décimo terceiro salário dos servidores. E -complementa ele – “praticamente todos os dias revisamos nossa planilha de fluxo de receitas e despesas, demandando pagamentos de forma a diminuir o prazo médio de recebimento por parte dos fornecedores, com vistas a fazer com que a Prefeitura deixe de ser considerada má pagadora e reconquiste o poder de barganha com os serviços e comércio local”.

    Emannuel faz questão, ao seu modesto modo de dizer as coisas, que são poucos resultados, ainda, mas “a considerar que nossa equipe é quase toda neófita, considero grandes conquistas”.

    E conclui: “Diante dos parcos recursos próprios, é com práticas gerenciais que vamos tocando a execução do erário, de forma que possamos suportar o financiamento da máquina administrativa na atual gestão”.

    Da minha parte só resta dar-lhes - Emannuel, Gustavo e Felipe - efusivos parabéns!

    E que a boa semente frutifique, espalhando ramos pelos penduricalhos da gestão.

  • CAMINHO PARA KARLA

    05/05/2021

    Que Karla tem feito até aqui um trabalho sofrível enquanto prefeita do Conde, isso não é desconhecido por ninguém. Que tem enfrentado dramas pessoais e pancadas até dentro de casa, é outra coisa igualmente não desconhecida.  

    Ela é jovem, embora já bem rodada nas agruras da vida...

    Tem curso superior em área do Direito das mais espinhosas...

    Se elegeu por sobre pau e pedra, mas com votação incontestável...

    E sobre os seus ombros pesa uma responsabilidade onde os fatos mostram que ainda não teria força suficiente para segurar...  

    Mas, tem pela frente mais de três anos e meio de Governo para botar nos eixos a locomotiva que imagina ser o Conde. Portanto, não pode mais falhar e alguém tem que ajudá-la a entender isso, sob pena de desastre coletivo.

    Por isso, o problema é gigante: quem se atreverá a botar-lhe o guiso?

    E a assim andar a carruagem, vai continuar apanhando da oposição e daqueles que de fato amam e querem fazer grande o Conde, mas é inconcebível que seres abjetos, dotados de nenhuma expressão ética, pessoal ou familiar, que a ela se acostaram para ganhar benesses, comecem agora a cuspi-la.

    Acho que uma urgente poda desgalhando esses pústulas das suas saias possa vir a ser a alternativa que resta para a construção de um atalho que lhe deixe governar bem.

    Outro caminho mesmo, por enquanto, não há!

    DERRETIMENTO POLÍTICO


    Influente e discretíssmo nome do Conde me relata que o secretário de Administração, “um tal de Rodrigo Trigueiro”, vem afundando a parte administrativa e que quase todos os travamentos administrativos recaem sobre ele.

    Me informa que o secretário nunca exerceu nenhum cargo administrativo de tanta responsabilidade como esse do Conde. O máximo que exerceu foi a Secretaria de Esportes e Lazer na prefeitura de João Pessoa, o que não se compara nem de longe com uma gestão do tamanho de um Município feito o Conde.  

    Mas, acontece que ele ganhou a confiança de Karla num determinado grau que hoje ela escuta mais a ele que a alguns outros que até bem pouco tempo eram ouvidos.

    E isso acaba irremediavelmente refletindo no campo político.  

    Fazendo algumas ressalvas, diz que o principal problema hoje na gestão condense é exatamente a Pasta da Administração, onde tem muita responsabilidade concentrada num local só, e então como o ocupante da secretaria não teria experiência suficiente, nem capacidade para entender a complexidade do Conde, isso vem se tornando uma bola de neve administrativa e paradoxalmente um derretimento político.

    Foi só.

    A ‘ANDORINHA’ DE BRUNO CUNHA LIMA

    Para felicidade de Bruno Cunha Lima (PSD), cujo trabalho na prefeitura de Campina Grande ainda não brotou em face mesmo de inutilidades humanas que recrutou para lhe servir e aconselhar, a máquina administrativa municipal campinense conta com dois ou três secretários, egressos do tempo de Romero Rodrigues, que por enquanto fazem alguma diferença e salvam parcialmente o desastre gerencial até aqui do neto de Ivandro.  

    Um desses nomes é Felipe Reul, imberbe advogado que titula a Pasta da Saúde e dá um show nesses tempos de pandemia.  

    Hoje mesmo cedinho da manhã cruzei com ele na UBS do Cruzeiro, por trás do Raul Córdula, fiscalizando de surpresa o trabalho operoso das turmas que comanda.  

    Arregaçar as mangas como ele fez, deixando o conforto do ar refrigerado do Gabinete para atestar in loco a movimentação da sua gente já é um grande feito, a ser seguido pelo resto da meninada que continua apenas deslumbrada com os seus cargos.

    Infelizmente, como ensina o adágio popular, uma andorinha só não faz verão!

    RONALDINHO CUNHA LIMA

    Fonte nota 10 deste escriba revela que Ronaldo Cunha Lima Filho, o ex-vice prefeito de Campina Grande irmão mais velho de Cássio Cunha Lima, vai disputar uma das vagas na Assembléia Legislativa da Paraíba ano que vem. O objetivo é um só: tomar a vaga do primo Moaci Rodrigues, cujo mandato tem sido vergonhoso para a família.

    DALTON DEPUTADO

    Outra definição no mundo político do Estado dá conta de que a família Gadelha já bateu martelo para que Dalton - o talentoso Chanceler da Unifacisa – dispute uma das vagas da Câmara dos Deputados. Da disputa, ficarão de fora em 2022 Marcondes e Leonardo, pai e filho que nas duas últimas eleições foram derrotados.

    LENILDO NA 101 FM

    Um dos últimos ases da mídia campinense a se manter “vivo” na radiofonia, o jornalista Lenildo Ferreira, que largou a Chefia de Reportagem da Campina FM dias atrás, vai ancorar programa ao meio dia na Cariri FM nas próximas semanas assim que os novos transmissores da emissora estiverem a todo vapor.

  • Eu, RC e os cabelos que caam

    19/04/2021

    Chegar aos oitenta anos de vida com cara - ou cabelos - de cinquenta não é mesmo para qualquer um...

    E é o que hoje acontece com Roberto Carlos, o “Rei” da música popular brasileira.

    Seu parceiro-mor, amigo e irmão camarada Erasmo Carlos, que o diga: também octogenário, continua vivo, mas com cara de velho, cabelos de velho, dores de velho...  

    Normal!

    Anormal é Roberto Carlos, oitentão, ostentar quase a mesma pose daquele playboy que preferia as curvas da estrada de Santos, se refrescava à sombra de um flamboyant na primavera e com toda a fé que sempre mostrou ter continuar dizendo ao mundo, e a Jesus Cristo, que “eu estou aqui”.  

    Bem lá atrás ousou - e se arrependeu - mandar tudo p’ro inferno.

    Mas não é necessariamente do aquecimento dele no inverno - inspirando-se no inferno - que quero falar neste 19 de maio de 2021 quando o filho de Lady Laura comemora oito décadas de uma exemplar e iluminada vida.

    Apenas constatar que Jesus Cristo lhe ouviu e, por isso ou mais ainda para a alegria de todos nós seus fãs, que esse detalhe tão pequeno deles dois lhe autoriza de fato também a aplaudirmos o seu auto elogio de que “esse cara sou eu!”.

    Conheci Roberto Carlos há quase cinco décadas aqui mesmo em Campina Grande, mais precisamente no andar de cobertura do Hotel Ouro Branco, na tarde da véspera do seu primeiro show na cidade.

    Recebeu-nos, a mim e às saudosas e amadas amigas Sevy Nunes e Ana Luíza Rodrigues, com largo e fraterno sorriso no rosto e um papo descontraído que tanto nos emocionou que Aninha e a elegante e indefectível colunista social do nosso Jornal da Paraíba despiram-se da condição de jornalistas para simplesmente transformarem-se em tietes da majestade.

    O carisma de RC também me contagiou, é óbvio, mesmo porque naquela vez Roberto Carlos não recebeu mais ninguém da imprensa de Campina Grande. E a mim, em socorro à tietagem exclusiva de Ana e Sevy ao Rei, restou a condição profissional de, assim, entrevistá-lo para a ampla reportagem que publicamos no dia seguinte - o do show.

    Quem se der ao interessante trabalho de procurar nos arquivos de Ida Steinmuller no Instituto Histórico de Campina Grande as matérias do Jornal da Paraíba daquela época sobre a passagem de Roberto por Campina Grande vai encontrar surpresas, uma delas interessantíssima que nos remete ao hoje desses oitenta anos do Rei.

    Mexi, em um tópico da reportagem publicada no dia do show, com a vaidade da eminência que nos visitava, um detalhe (também pequeno entre nós dois) que certamente veio ajudá-lo a cuidar das madeixas e evitar que elas, como eu avistei já naquela época, continuassem a abrir caminho para uma futura careca brilhosa igualzinha à que hoje adorna a ‘paisagem’ de Erasmo Carlos.  

    Se pela minha matéria ou não, o fato é que eu dei valorosa contribuição para que o “Rei” pudesse enfim chegar hoje aos 80 com cara e cabelos de 50.

    Aliás, que a Paraíba e o Brasil jamais esqueçam:  Campina Grande é Campina Grande, né não?

  • Levando o meu eu...

    05/04/2021

    Abrir a cada dia as redes sociais tem sido muito doloroso.

    Antes, tinha-se a alegria de curtir datas natalícias, postar momentos felizes, compartilhar emoções!

    Hoje, em tempos tenebrosos da pandemia do coronavírus, só se consegue destampar obituários...

    Meu amigo Ubiratan Cirne, por exemplo, especializou-se ao lado de Márcio Rangel nessa fantasmagórica editoria – a das mortes, sobretudo aquelas motivadas pela COVID-19.

    No caso pessoal de Bira louve-se a prestação gratuita de serviços que ele fornece 24 horas por dia às diversas redações espalhadas pela Paraíba publicando gráficos, boletins e estatísticas de mortes, de curas, de vacinação, etc., e isso de cada centímetro de chão da maioria de Municípios do Estado.  

    Mas não é exclusivamente sobre essas particularidades do mundo dantesco da COVID-19 que venho aqui me manifestar. Já nos bastam Bira, Rangel e a Rede Globo para deixar todo mundo antenado contando números de caixões de defuntos e de covas rasas Brasil afora...

    Coincidência ou não foi no perfil de Ubiratan Cirne hoje cedinho antes de passar escova nos dentes que eu tive conhecimento da morte, por infarto agudo e felizmente não por COVID-19, do meu dileto amigo de priscas eras Josusmá Coelho Viana - o marido da bela e saudosa Julimary, o genro querido do também saudoso gráfico Julio Costa, o pai de Flávio, o mano estimado de Josirene, o homem que teve pulso e coragem de botar um jornal para funcionar em Campina quando Campina se envergonhava de ver o seu ‘Diário da Borborema’ rodar na gráfica de ‘O Norte’, em João Pessoa...

    Josusmá não foi apenas um amigo, tampouco um simples patrão. Classificá-lo de pai seria exagero, porque ninguém substituiria o amor e os cuidados que ‘Seu Ovídio Marinho’ dispensou a este seu filho caçula até expelir-se em suspiro de adeus.

    Mas que ele emparedou no afago, nas gentilezas e no projetar da minha carreira profissional, isso a história jamais apagará; nem a minha total gratidão.

    Josusmá foi divisor de águas na minha existência, sim senhor!

    Eu jovem mal completados os 18 anos de idade, contratado pelo ‘Diário da Borborema’ após aprovação em concorrido exame cuja avaliação passava pelo crivo dos ases da época, dentre eles Epitácio Soares e Fernando Wallack, não conhecia Josusmá e nem o que ele representava na história do Brasil...

    No DB este “foca” dava os seus primeiros passos e - modéstia à parte - em menos de seis meses cobrindo Câmara Municipal e Gabinete do Prefeito (naquela época não existiam os press-releases que hoje entopem as redações facilitando a vida dos repórteres) saltei do baixo para o alto clero da mídia local.

    Certa manhã um ilustre vereador - acho que o sisudo Major Rafael - me chamou a um canto de parede lá no prédio da Casa Félix Araújo da Maciel Pinheiro e me avisou que Josusmá tinha pedido a ele para me avisar que o procurasse, pois queria me conhecer se possível “ainda hoje”.

    Quem danado é Josusmá? Onde encontrá-lo? Encabulado, não tive coragem de perguntar isso ao major.

    E não lembro se recorrí a Vespaziano Ramalho ou a Luiz Aguiar quando voltei para a redação do DB investigando quem era a criatura. Recordo apenas que não foi preciso muito trabalho, porque a Gráfica Julio Costa era parede e meia com o prédio do Diário e Josusmá também já tinha deixado na portaria um recado para que eu o procurasse.  

    Finalzinho da tarde arrodeei e Seu Júlio - alto, gordo e de pouca conversa - me atendeu no balcão da gráfica.  

    - “Seu Josusmá, eu sou Marcos Marinho”, estendi a mão cumprimentando-o.

    - “Josusmá sou eu não, é meu genro, mas ele já foi prá casa”, avisou ampliando o meu fora e aumentando a minha encabulação.

    Me desculpei e nem pude dar meia volta, que ele abriu a portinha do balcão e me puxou para dentro da recepção.

    - “Você né o repórter? É pra tu trabalhar aqui no Jornal da Paraíba que ele quer que já comece amanhã?”, desembrulhou-se fazendo meu queixo cair literalmente. Aí pegou o telefone e me botou na linha com o genro.  

    E eu tremendo...

    Ora, deixar o DB, meu primeiro e suado emprego conquistado com méritos próprios, não estava escrito nas estrelas...  

    E nem eu era doido!

    Pedi um “até depois de amanhã”, tempo em que eu iria consultar alguns amigos, o pessoal de casa e meu irmão mais velho, Ismael, que havia sido demitido dias antes da secretaria de redação do DB. Mas Josusmá logo me desmobilizou ao informar que Ismael iria trabalhar no novo jornal e que já teria aceitado a missão ao lado de Nilo Tavares, William Tejo, José Levino, Vespaziano Ramalho, Robério Maracajá, Chico Maria e outros nomes de relevo daquele tempo.

    Não restou outra alternativa para mim, a não ser pedir demissão sem cumprir aviso-prévio pois as linotipos e a impressora que Josusmá foi comprar em Mossoró, de um jornal que deixou de funcionar, já chegavam dia seguinte a Campina Grande e a previsão do Jornal da Paraíba circular era de trinta dias.

    O JP virou nossa família e Josusmá um irmão mais velho.

    Foi ele o grande impulsionador da minha história profissional. Me mandou para Recife fazer estágio no ‘Jornal do Commercio’ e aprender diagramação. Quando voltei, recebi convite para trabalhar no ‘Diário de Pernambuco’ e recusei por aconselhamento de Josusmá e a contragosto do mano Ismael, que irritado me indagou: “Vai não, né? Tu já visse jogador de futebol de Campina ser convocado para a seleção? Mas de Pernambuco, tem!”.   

    Meses depois Josusmá me mandou para o Rio de Janeiro fazer estágio em ‘O Dia’  e em ‘A Notícia’, os jornais de maior circulação do País, mais exemplares que O Globo, por exemplo.

    Foram esses pontapés de Josusmá que me fizeram homem e - outra vez, modéstia à parte -conceituado no que me ensinou a fazer!

    A sua morte, portanto, não apenas me enche de luto e saudades, mas carrega com ele um pedação do meu eu!

  • POR QUE SOIS TO MEDROSOS?

    12/03/2021

    “Ao34 entardecer…” (Mc 4,35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares.

    Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados “vamos perecer” (cf. 4,38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

    Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro...

    E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir).

    Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4,40).

    Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: “Mestre, não Te importas que pereçamos?” (4,38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: “Não te importas de mim”.

    É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De fato, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

    A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os  nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de “empacotar” e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente “salvadores”, incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

    Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.  

    “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Hoje, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: “Acorda, Senhor!”. “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti.

    Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: “Convertei-vos…”. “Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração” (Jl 2,12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros.  

    E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, timo espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras,  trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: “Que todos sejam um só” (Jo 17,21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração!

    Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras. “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

    O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42,3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

    Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

    “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria hoje de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e nunca adoece, e deixemos sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: “Não tenhais medo!” (Mt 14,27).

    E nós, juntamente com Pedro, “confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós” (cf. 1 Ped 5,7).

  • SAUDADES DE VAV...

    05/03/2021

    Ele não esperou pela COVID e antecipou a viagem. Acho que foi sabedoria, porque Vavá (Ariosvaldo) jamais se acostumaria a usar máscaras e era da sua índole não ficar muito tempo dentro de casa.

    O mundo dele era o meio da rua...  

    Acordava, tomava uma xícara de café quente, comia um taco de cuscuz quando tinha e se danava p’ro mundo.

    Jogar conversa fora, como aqui a gente diz no Nordeste, era sua pauta.

    E dar risadas, gozar a vida e da vida...

    Acho que a COVID não gostou da pressa dele. Iria maltratá-lo, judiar dele como tem judiado de tantos por esse mundo afora.

    Mas Vavá - ou Seu Ari, como apreciava também de ser chamado - até na hora de ir-se foi sábio. Sabedoria matuta, de sertanejo forte que não se dobra nem com a seca e nem com a miséria que ela provoca.

    Hoje, cinco de março, o calendário marca um ano da morte de Vavá, o pai de Márcia, sogro meu então por esse particular.

    Deixou saudades?  

    Penso que sim, apesar de que em vida somente os seus defeitos eram vistos e ampliados, o que o fazia sofrer de um modo único, muitíssimo pessoal, e por isso mesmo invisível aos olhos e espíritos dos que o maltrataram tanto.

    Mas isso é passado e aos que tiveram remorso o bonde já passou, que é sempre assim nessa vida de tantas futilidades e de tanta gente ruim.

    Por isso, permanece altiva a máxima de que QUER SER BOM, MORRA.

    Vavá morreu!

    Mas eu, pelo menos, o tinha como um homem bom em vida mesmo.

    Por isso hoje, logo cedo, rezei para ele um Padre Nosso, a milenar oração que talvez ninguém nunca o tenha ensinado a soletrar.

    Saudades de tu, grande Vavá! 

  • O Vereador e minha lmpada

    17/02/2021

    Legislar em causa própria não é prática que se recomende. Sobretudo quando a coisa é pública, exigindo por isso mesmo olhar coletivo.

    Já exerci o mandato de Vereador em Campina Grande e pautei minhas ações por esse prisma: tudo para os outros e nada para mim. Quem pagava os meus subsídios eram ‘os outros’, daí...

    E outra coisa: nunca busquei, enquanto parlamentar, amigos para interferir por pleitos pessoais. Meus problemas são meus e quem tem que resolvê-los, óbvio, sou eu!

    Mas ontem, aqui em Carapibus onde findo o feriadão do Carnaval sem Momo, dei-me ao usufruto de abrir uma exceção urgente e necessária para resolver um ‘nadica’ de problema na minha rua, coisa insignificante do ponto de vista gerencial de uma prefeitura, mas que por inacreditáveis e longos sete meses não teve solução, apesar do meu pedido e dos pedidos dos vizinhos ao órgão municipal competente.

    São três os postes, com lâmpadas, que iluminam o pedaço de rua e exatamente o que fica em frente à minha casa queimou a lâmpada, reinando a escuridão aqui por todo esse tempo.

    Eu já envergonhado com os olhares enviesados dos vizinhos, que com carradas de razão supunham que a não reposição da lâmpada devia-se à ‘birra’ que a ex-prefeita Márcia Lucena supostamente tinha comigo, por questões políticas ou pessoais, o que eu acredito não tenha sido o caso, e já que o portal da prefeitura não informa a quem recorrer na atual gestão para pedir reposição de equipamentos na iluminação pública, socorri-me do amigo Fabiano Medeiros, a quem por bom tempo o serviço esteve sob sua responsabilidade na última administração, para ver se ele informava o número do telefone do setor.

    E foi ele, Fabiano, a minha salvação. “Liga pra Cassol, que ele manda ligar na hora...”, sugeriu-me na certeza de que o nosso comum amigo, hoje vereador na cidade pelo MDB, e homem prático e objetivo, daria conta de tão DIFÍCIL missão. Ainda ponderei: “E isso lá é coisa pra gente ter que incomodar um Vereador?”.

    Passei um ZAP prá Cassol ainda meio envergonhado, avisando que desculpasse o atrevimento, pois sabia que a pauta dele tinha outras prioridades... E que eu queria apenas saber o número do telefone.  

    Não deu nem cinco minutos e o nobre gaúcho-amigo já retornou com a providência: “Tira foto do número do poste e manda a localização que a lâmpada já já será trocada”, sentenciou. Em meia hora o carrinho da prefeitura estava no poste e a lâmpada veio finalmente clarear nosso pedaço.

    Faço esse registro incomum, porque é preciso ressaltar que na gestão pública quando se quer trabalhar se trabalha. E que a burocracia não existe, a não ser tão somente na hora do ente público decidir procrastinar as coisas.

    Claro que trocar lâmpadas não é função de Vereador, mas o gesto de Cassol, despido de vaidades e ciente de que é SERVIDOR PÚBLICO, falou mais alto, o que a mim e nem a Fabiano surpreendeu.

    Aliás, Cassol tem sido a mais agradável das surpresas nesse recanto onde a política partidária é mais suja que papel higiênico após o uso.

    Obrigado, Vereador! Voltarei em breve com as notícias da sua indormida e operosa ação parlamentar!

  • Rita, Letcia, Severina Xique Xique...

    11/02/2021

    Não sou crítico de nada... Quiçá de música!

    Lá atrás no velho Jornal da Paraíba ainda ensaiei fazer críticas sobre cinema, mas deixei a empreitada - bem cumprida, aliás - com Humberto de Campos e sua musa Ana Luíza Rodrigues. Os dois eram cinéfilos apaixonados e eu, que sequer consigo assistir uma fita até final, porque o sono me deita, obviamente recolhi o sonho à insignificância do meu tamanho e falta de disposição.

    Até hoje Globoplay, Netflix, HBO, o raio que o parta, não me apetecem. E de filmes, leio sinopses para ficar informado, quando muito!

    Mas hoje abro uma exceção para tentar criticar música. Ou melhor: gosto musical.

    O que as rádios tocam por aí é de dar dó. Um lixo de endoidecer qualquer um, reflexo, penso eu, dessa mediocridade educacional do País. Também, em uma terra onde em vez de discursar o Presidente da República relincha...

    E lembrar que eu, e a juventude da minha época, assistíamos como disciplina curricular aulas de canto na rede pública de ensino! Sabíamos ler as pautas musicais, aplicar os Do, Re, Mi... Que saudades de Dona Dadá (Dalvanira Gadelha), nossa professora de música no Estadual da Prata.

    Ainda hoje assobio muito bem!

    E garanto que meu ouvido permanece apurado para as boas letras, hoje em desuso no País, lamentavelmente.

    Porque, concorde comigo o leitor, ‘Rita’ ou ‘Letícia’ é música lá que se cante?  

    Na verdade, não é de hoje que nome de mulher dá enredo a letra musical... Mas havia bom  gosto, mesmo em se tratando de sentidos dúbios, como por exemplo ‘Severina Xique Xique’, aquela que Genival Lacerda avisava ter comprado uma butique para a vida melhorar.

    Ou ‘Carolina”, de Chico Buarque de Holanda; ou ‘Rita’, do mesmo mestre, nada a ver com a  Rita da facada de agora.

    É doloroso, pois, constatar que aquela ‘Rita’ não teria levado apenas “seu sorriso, seu assunto, seu retrato, seu trapo”, e também “um bom disco de Noel”.  

    A ‘Rita’ de Chico, além e apesar de tudo, “deixou mudo o violão”. Mas continua dando alegria aos nossos ouvidos.

    Entretanto, Essa RITA piegas que invade as nossas emissoras como ultraje ao bom senso e ao bom gosto é uma ofensa à juventude que não ouve mais Chico, Elis Regina, Raul Seixas, Fagner, Zé Ramalho... E que se submete cumplicemente à lavagem cerebral que fatalmente tem jogado todos à sarjeta da vida.

    E volto a Chico de ‘Olê, olá’: “Não chore ainda não/ Que eu tenho um violão/ E nós vamos cantar”.  

    Será que ainda vamos? Porque é cantando que se preenche o vazio deixado pela infelicidade, embora trate-se isso, porém, de uma ilusão: essa felicidade está condenada a durar não mais que os três, quatro ou cinco minutos de uma canção boa. Por isso ele queria “E um samba tão imenso/ Que eu às vezes penso/ Que o próprio tempo/ Vai parar para ouvir”.

    ‘Letícia” e seu mototaxista... ‘Rita’ a perdoar seu corno em troca da retirada de um BO...

    Isso é amor, paixão, novos tempos ou safadeza?

    Algum crítico musical me socorra, viu professor Flávio Guimarães?

    Só para ajudar, comparemos as ‘RITAS’:

    A DE HOJE

    Sua ausência tá fazendo mais estrago

    Que a sua traição, lê-lê-lê-lê

    Minha cama dobrou de tamanho

    Sem você no meu colchão

     

    Seu perfume tá impregnado nesse quarto escuro

    Que saudade desse cheiro de cigarro e desse álcool puro

    Rita, eu desculpo tudo

     

    Ôh, Rita, volta, desgramada!

    Volta, Rita, que eu perdoo a facada

    Ôh, Rita, não me deixa

    Volta, Rita, que eu retiro a queixa

     

    Ôh, Rita, volta, desgramada!

    Volta, Rita, que eu perdoo a facada

    Ôh, Rita, não me deixa

    Volta, Rita, que eu retiro a queixa

     

    Sua ausência tá fazendo mais estrago

    Que a sua traição, lê-lê-lê-lê

    Minha cama dobrou de tamanho

    Sem você no meu colchão

     

    Seu perfume tá impregnado nesse quarto escuro

    Que saudade desse cheiro de cigarro e desse álcool puro

    Rita, eu desculpo tudo

     

    Ôh, Rita, volta, desgramada!

    Volta, Rita, que eu perdoo a facada

    Ôh, Rita, não me deixa

    Volta, Rita, que eu retiro a queixa

     

    Ôh, Rita, volta, desgramada!

    Volta, Rita, que eu perdoo a facada

    Ôh, Rita, não me deixa

    Volta, Rita, que eu retiro a queixa

     
    A DE CHICO BUARQUE  


    A Rita levou meu sorriso

    No sorriso dela

    Meu assunto

    Levou junto com ela

    E o que me é de direito

    Arrancou-me do peito

    E tem mais

     

    Levou seu retrato

    Seu trapo

    Seu prato

    Que papel!

     

    Uma imagem de São Francisco

    E um bom disco de Noel

     

    A Rita matou nosso amor

    De vingança

    Nem herança deixou

    Não levou um tostão

    Porque não tinha não

    Mas causou perdas e danos

     

    Levou os meus planos

    Meu pobres enganos

    Os meus vinte anos

    O meu coração

     

    E além de tudo

    Me deixou mudo

    Um violão

     

    A Rita levou meu sorriso

    No sorriso dela

    Meu assunto

    Levou junto com ela

    E o que me é de direito

    Arrancou-me do peito

    E tem mais

     

    Levou seu retrato

    Seu trapo

    Seu prato

    Que papel!

     

    Uma imagem de São Francisco

    E um bom disco de Noel

     

    A Rita matou nosso amor

    De vingança

    Nem herança deixou

    Não levou um tostão

    Porque não tinha não

    Mas causou perdas e danos

     

    Levou os meus planos

    Meu pobres enganos

    Os meus vinte anos

    O meu coração

     

    E além de tudo

    Me deixou mudo

    Um violão

  • Eu choro por Z!

    09/02/2021

    Não fui da “cozinha” do Senador José Maranhão, mas na casa dele no Altiplano do Cabo Branco, e mesmo lá no apartamento funcional em Brasília, ele só me recebia pela cozinha...  

    Em João Pessoa, acho que apenas uma vez entrei pelo portão frontal, aberto para receber Trocolly Júnior, com quem eu estava no momento.

    É esse Zé, meu amigo desde quando Raymundo Asfóra a ele me apresentou na Capital da República, que hoje encerra seu ciclo de vida longa no mundo dos justos e - raro isso - onde se portava com singular altivez.

    A pequenina Paraíba se reduz, com a morte de Maranhão, a quase nada.

    Pouco terei a dizer sobre o querido amigo, porque a redundância alcançaria meu gesto.

    Hoje portais, rádios e televisões já expõem nos seus mais nobres espaços a trajetória do senador, seu vasto currículo e – principalmente - a bondade e a elegância com as quais ele sempre se portou nos embates do dia-a-dia em favor da sua gente.

    Nunca ví Maranhão com cara de tristeza, insônia, mal estar...

    A pose de ESTADISTA nunca foi pose; era marca! Aliás, da Paraíba foi o único estadista que eu até aqui tive o prazer de conhecer.

    Em Brasília, ele deputado federal e eu assessor parlamentar de Asfóra (cargo hoje equivalente a Chefe de Gabinete), o assessorei na parte de imprensa, tempo em que solidificamos nossa amizade e eu pude avaliar o tamanho da humildade que carregava e os gestos largos que produzia em favor do povo amado da sua amada terra.

    O Nordeste era foco do seu mandato e no Congresso Nacional daquela época tenho certeza que ninguém mais do que ele entendia as agruras da região e trabalhava intensamente para mudar o caos quase perene de tão imenso e glorioso pedaço de Brasil.

    Maranhão foi na essência da palavra um DEPUTADO e um SENADOR NORDESTINO e a região a ele deve vitórias ousadas, sem que se fale na sua voz firme e presente na hora de desconstituir preconceitos e pequenez de insanos técnicos da burocracia estatal.

    Como governador da Paraíba, foi um gigante nos três mandatos e sua obra aí está dando testemunho do amor que nutria pelo chão que pisou com galhardia invulgar.

    Quando soube da morte de Asfóra, me ligou ainda cedo antes de vir para o sepultamento do amigo convidando para que eu voltasse ao Planalto para chefiar o seu gabinete. Com tristeza, recusei, por já ter-me fixado em João Pessoa com filhos pequenos que de mim exigiam cuidados de pai e de mãe.

    Mais tarde, eleito Senador da República, exigiu que eu integrasse a sua assessoria e à minha revelia assinou o ato, que precisou ser anulado porque, para assumir a missão primeiro o presidente do Senado teria que oficiar ao presidente do TRT da Paraíba, aonde eu passara a ser servidor do quadro efetivo, solicitando minha cessão funcional, o que veio a acontecer e eu, durante os oito anos do mandato dele, tive o privilégio de ajudá-lo a trabalhar pela Paraíba, interrompendo o vínculo apenas durante os anos em que exercí o mandato de Vereador em Campina Grande.  

    Zé me tratava também por “querido”, tratamento comum que dispensava a quem considerava amigo de verdade, daqueles que entrava e saía da sua casa pela porta da cozinha!

    Saudade dói demais e eu fico por aqui, porque nessa fase da vida onde o Alzheimer ronda a minha porta, o choro é fácil fácil...

  • EU E GENIVAL LACERDA

    08/01/2021

    Não fui amigo de Genival Lacerda. Fui fã, igual a milhares de nordestinos que se alegravam com as suas mungangas e singulares trejeitos regionais.

    Mas ao longo dos anos chegamos a trocar, vez por outra, algumas palavras.

    A primeira foi no Distrito dos Mecânicos, onde na verdade nos conhecemos através da intermediação carinhosa do nosso comum amigo Inajá, mecânico de mão cheia e homem de brios.

    Carro velho, levei-o a Inajá para uma troca de velas e chegando à oficina lá estava Genival sentado num banquinho de ferro ao lado do seu vistoso Monza – o carro dos endinheirados da época.

    Inajá me recebeu cordial como sempre, mas antes de abrir o capô do veículo virou-se pra Genival e tascou: “tu conhece Marcos Marinho não?”.

    No meio da rua a cara do artista sempre foi fechada, ao contrário do que acontecia nos palcos. E assim ele ouviu Inajá, mas fez que não tava nem aí...

    Inajá retrucou, querendo talvez me botar no mesmo nível de importância de Genival: “...né Marcos Marinho da Correio, Genival, tu não escuta não?”.

    O ‘estalo’ deu certo e o ranzinza Seu Vavá mexeu alguns músculos faciais e abriu a boca: “E eu num sei, esse fela da puta né aquele que lasca Cássio todo dia?”, encerrou o papo já em pé e com cara de brabo.

    O cumprimentei com um sorriso meio amarelo e pedi que Inajá se apressase no serviço, que eu tinha ainda uma viagem a João Pessoa naquele dia.

    Enquanto o bom Inajá mexia no motor, Genival começou a puxar conversa comigo e terminamos batendo um papo de mais de uma hora sobre amenidades e ele dizendo da importância de Inajá na sua vida e porque estava alí na oficina: “se ele souber que eu vim de Recife e não apareci pra lhe ver, é capaz de se intrigar”, avisou como prova de que a amizade deles dois era sólida e inquebrável.

    De outra feita nos encontramos entre a feira de flores e a de peixe, aqui em Campina Grande, numa sexta feira lá pelas dez da manhã. Tava arrodeado de feirantes, todo mundo sorrindo com suas presepadas se agarrando com um rolo de fumo. Eu fiz que não vi e já ia embora quando ele me avistou e foi logo perguntando aos gritos: “ei, tu tem ido lá naquele fresco? Diga que me viu não, que eu já tô indo viajar”.

    Referia-se, obviamente, a Inajá. Deu-me um tapa de cumprimento nas costas e eu garanti que nada diria ao mecânico amigo nosso.

    N’outras vezes que conversamos sempre foi na oficina de Inajá. A última delas eu já Vereador de Campina Grande e ele me dizendo da admiração que nutria por Cássio Cunha Lima, ao tempo em que protestava porque eu não tinha o mesmo sentimento pelo filho de Ronaldo e Glória.

    Ainda tentei convencê-lo de que nada tinha de pessoal pelo seu ilustre amiguinho e ele: “prá cima de mim, é? Isso é coisa de política, eu sei!”.

    E foi só.

    Vai com Deus, gigante GENIVAL!

  • Pipoca por Pimentel !!!

    18/12/2020

    Foram tantos os descalabros proferidos pela presidente Ivonete Ludgério (PSD) na sessão ordinária híbrida de ontem da Câmara Municipal de Campina Grande, ferindo e insultando vereadores e jornalistas, que praticamente passou despercebida a “comovente” manifestação dela em relação a Pipoca, sua cadelinha de estimação.

    Ivonete principiou avisando aos pares sobre o alívio “muito grande” que dominava seu íntimo pelo fato - já desencantada com a possibilidade de reeleger-se presidente – de que a partir de  primeiro de janeiro irá “voltar a ser apenas mais uma vereadora que trabalha para quem votou nela e nos benefícios que vem para Campina Grande”, aproveitando para lembrar que esse sentimento de felicidade e de alívio só não era maior porque a sua cachorra, chamada Pipoca, está internada na Climed (clínica veterinária da cidade) com câncer e caberia a ela decidir nas próximas horas sobre mandar ou não sacrificá-la.

    - “Se não, eu estava plenamente feliz”, ponderou.

    É compreensível sem dúvidas, e até muito comovente, esse lamento da ilustre dama do nosso Poder Legislativo. Há muito tempo, cachorros e gatos tomaram lugar de entes queridos nas mansões da burguesia, fazendo vezes de filhos e de netos, de sorte que a dor do animal chega a tirar o sono e a tranquilidade - ou o alívio – dos donos, como vem a ser no caso o pranto de Ivonete relacionado a Pipoca no ocaso infeliz da existência.   

    Aliás, amar bichinhos de estimação não é privilégio de abastados ostentando os seus Poodles, Yokshires, Shitzus, Dálmatas e outras finas raças, mas também da pobreza que consegue ampara vira-latas e a eles devotar o mesmo amor que ricaços devotam aos seus caros e também fiéis companheiros.

    Por esse particular, nada mesmo a censurar à digna consorte de Manuel Ludgério...  

    O que merece grande censura, isto sim, é a insensibilidade e a falta de solidariedade cristã de Ivonete quando opta por realçar, na solenidade e inviolabilidade da maior tribuna do Município, o sofrimento de Pipoca em detrimento do calvário pelo qual está passando o seu colega Antonio Alves Pimentel Filho na UTI do hospital da UNIMED de João Pessoa, entre a vida e a morte acometido pelo mal do século – a COVID-19.

    Importante também registrar que ninguém na Câmara, ontem, mesmo dia em que a chorosa esposa de Toinho, Selda, pedia nas redes sociais que amigos orassem pelo marido, lembrou de rezar uma Ave Maria, um Padre Nosso que fosse, ou mesmo se prostar em um minuto de silêncio rogando a Deus pelo restabelecimento da saúde daquele que é o mais antigo vereador com assento no Legislativo local e, como poucos, tem uma folha larga de serviços a mostrar pela sua comunidade.

    Deus de fato sabe o que faz!

    Graças a ele, eu não sou mais Vereador de Campina Grande e, por essa singular razão, não tenho acesso à magna tribuna daquela Casa onde um dia com a força e a honra do amor que continuo dedicando a este abençoado chão derramei o meu suor e espalhei sem economia de trabalhos a minha lealdade a todos os conterrâneos.

    Com certeza, Pimentel teria a minha solidariedade, as minhas preces e a Câmara, por seu colegiado eletivo e pelo seu corpo funcional, se ajoelharia a meu pedido para pedir ao Criador a sua plena volta à vida.

    Lamentar apenas que Ivonete tenha seu coração mais dividido para Pipoca do que para Pimentel.

  • SIGILO DE FONTE - QUEBRA

    21/11/2020

    Recebí do confrade Giovanni Meirelles os seguintes esclarecimentos, sobre a “cabuetagem” feita por Walter Santos em sua direção:

    MINHA OUTRA VERSÃO DOS FATOS - ÉTICA PROFISSIONAL - VERDADE REAL E JORNALISMO INVESTIGATIVO - PAUTA DE NOTÍCIA OU BOATO DE INTERNET?

    Caro amigo Marcos, grande escriba, digno dos hieróglifos milenares eternizados pelos antigos papiros egípcios desde o "tempo antes do tempo", ou seja, o Zep-Tep dos mumificados faraós, anterior às pirâmides de Saccara, no planalto de Gizé, bem antes de terem sido construídas. Peço sua sacrossanta permissão para repor a verdade acerca de fatos envolvendo meu nome com um determinado noticiário sobre o empresário bem sucedido e ex-senador da República, José Gonzaga Sobrinho, mais conhecido como "Deca do Atacadão Rio do Peixe".

    Vejamos os fatos que a postagem do nosso querido confrade Walter Santos, proprietário do portal WSCom não citou, aqui mesmo neste espaço destinado a comentários dos seus inúmeros leitores, ou por mero desconhecimento ou por apuração descuidada. Recebi a confirmação do já citado episódio de duas fontes seguras que depois voltaram atrás a pedido da família, mas nunca revelei os nomes dessas duas pessoas, que continuarão sendo minhas fontes de confiança, que continua assegurada.

    Não fiz isso. Ao contrário de WS, que praticamente entregou minha cabeça numa bandeja de prata, como fez Salomé ao Rei Herodes da Judéia, mandando decapitar o profeta São João Batista, anunciador da vinda de Jesus Cristo, às margens do rio Jordão, na Palestina (atual Israel), eu garanti o sigilo jornalístico da fonte que me repassou originalmente a hipotética história do incidente.

    Não joguei ninguém às feras, muito menos faria isso com um colega de profissão, com o qual já trabalhamos juntos em vários locais, por muitos anos. WS deveria ter checado por seus próprios meios. Eu apenas tentei lhe ajudar, sugerindo o tal assunto como pauta de notícia em andamento.

    Eu acreditei em duas fontes. Uma de Campina Grande e outra de Cajazeiras. Ambos confirmaram. Tinha ainda no cenário da boataria, um áudio circulando nos grupos de Whatsapp e eu perguntei a vários amigos se a notícia procedia ou não, em tom investigativo, apenas do ponto de vista jornalístico. Queria saber se alguém reconhecia a voz do autor da mensagem gravada em tom de lamentação e proximidade familiar.

    Naquela mesma noite, soube que a Secretária de Deca tava desmentindo esse áudio veiculado pelo Zap, ao mesmo tempo em que obtive a confirmação de que o fato tinha sido "verdadeiro" por duas fontes seguras, cujos nomes jamais revelaria, sob hipótese alguma, principalmente com o objetivo de DELATAR OU CABUETAR. Isso fica muito feio para ser praticado por alguém que se auto-elogia de ser um ente privilegiado por ter acesso exclusivo a ALTAS FONTES...

    Ninguém publicou nada. Nem eu divulguei UMA LINHA SEQUER nas minhas redes sociais. Somente comentei com amigos de zap, pelo celular privado. Consolidado o desmentido, depois de me ter sido confirmado, o boato voltou atrás e se negou ser verdade, mas já era tarde demais. Walter Santos já tinha estampado a manchete no seu portal em tamanho escandaloso. Fotos imensas e letras garrafais.

    Pra VC ter uma idéia, eu nem cheguei a ver a primeira postagem do portal WSCOM. Só soube que Walter tinha publicado algo sobre o assunto, porque um amigo me encaminhou já o desmentido dele citando meu nome. Só então fiquei sabendo o teor da matéria que tinha sido veiculada na Internet. Exagero total. Sensacionalismo demais.

    Sempre na intenção de saber se de fato havia fundo de verdade ou não, nessa história toda, foi por isso que repassei pra Walter checar e ele se apressou em publicar. Tô fora disso. Meu desejo, sinceramente, é colocar um ponto final nessa história que está rendendo além do desnecessário. Meu respeitoso abraço a VC, extensivo a seus admiradores.

    Giovanni Emmanuel Silva Meireles

  • Contra Deca e contra o jornalismo

    20/11/2020

    Há anos vejo sendo crescentemente diminuída a credibilidade que, na Paraíba, alguns devotaram ao confrade Walter Santos, o homem do pioneiro portal WSCOM de João Pessoa, saudosa referência de boa leitura nos caminhos vastos da internet.

    Informação postada no site de WS era “prego batido e ponta virada” e a ninguém era dado o direito dela duvidar. Mentira por lá ou mesmo algo duvidoso que fosse - essa tal de Fake News de agora – jamais o buliçoso jornalista autorizaria publicar.

    Vê-se, portanto, que isto é mesmo coisa do passado...

    Hoje, Walter se superou ao ajoelhar-se diante de um advogado que atende Deca do Atacadão e mostrou um lado covarde e servil que uns já conheciam mas que outro tanto nunca imaginou que pudesse ser parte integrante do seu já alongado currículo.   

    Depois de abrir manchete deslavadamente mentirosa no seu portal sobre um suposto ato suicida de Deca, dado por ele como fato consumado, mas sem mostrar provas nem declarações testemunhais d’algum parente ou amigo do empresário a embasando, viu-se obrigado a deletar o texto quando o advogado o pressionou, mesmo que elegantemente, sobre a falsa e indigitada nota.

    Óbvio que Walter teve medo das consequências jurídicas que seu ato irresponsável ensejaria e logo tudo apagou, o que em si sanaria parcialmente o ‘mal entendido’, assim satisfazendo o que o causídico unicamente lhe pedira. Mas, totalmente despido - de pudor, de ética, de pouca vergonha - WS provocou um mal maior ao CABUETAR a sua fonte, como se assim passando a ela a culpa da infâmia do que publicou pudesse livrar a própria cara.

    A fonte identificada por Walter atende pelo nome de Giovane Meirelles, irrepreensível multimídia paraibano que já titulou, no Governo Maranhão I, a Secretaria de Estado da Comunicação Institucional, e já foi editor das melhores publicações desse Estado, dentre elas o jornal Correio da Paraíba e a revista Polytika, de Fabiano Gomes.

    WS retratou-se publicando o pedido do advogado em um escondido canto do seu portal - e não na mesma manchete onde a infâmia fora estampada - e em ‘Nota da Redação’ cometeu inominável crime contra o direito livre e soberano da sua profissão, assegurado pela Carta Magna do País, de nunca violar o sigilo da fonte.   

    “A informação sobre a internação de Deca do Atacadão foi repassada ao Portal WSCOM pelo renomado jornalista Giovani Meirelles. O Portal WSCOM é o veículo pioneiro do webjornalismo paraibano e mantém, há quase duas décadas, o compromisso com a verdade dos fatos. Pedimos desculpas ao empresário Deca do Atacadão, aos seus familiares e ao leitor pelo equívoco”, diz a sucinta e deplorável nota que o medroso WS certamente redigiu em genuflexa posição.

    Eu, enquanto jornalista profissional filiado à Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (FENAJ), me declaro envergonhado pela postura e pelo duplo crime praticado por Walter: contra Deca e seus familiares; e contra Giovanne, a quem rendo minha irrestrita solidariedade.

    É bom mesmo lembrar a WS que o sigilo da fonte jornalística é uma garantia constitucional prevista no art. 5º, inciso XIV, in fine, da Constituição Federal, e que por essa expressa determinação o jornalista não é obrigado a revelar a sua fonte.

    O bem jurídico protegido pelo legislador constituinte é a identidade da fonte da notícia, devendo ser compreendido não só a identidade dos indivíduos que abastecem os jornalistas com informações, mas também os materiais, os documentos, as gravações, os registros telefônicos e tudo o mais utilizado como elemento para a construção de uma notícia. A origem da informação pode envolver tanto pessoas como coisas e o o objetivo dessa tutela estatal é assegurar ao profissional de comunicação, bem como ao veículo difusor da informação, a possibilidade do desenvolvimento jornalístico sem interferência e com independência, o que WS aparenta querer destruir.

    Ensine-se ainda a Walter que o legislador constituinte, ao inserir o resguardo do sigilo da fonte logo após a garantia fundamental de acesso à informação, buscou reforçar o entendimento de que a preservação da identidade da fonte jornalística constitui elemento indispensável para a garantia de acesso da sociedade à informação e, sobretudo, do direito de a sociedade ser informada, sem interferência do Poder Público.

    A democracia não se efetiva com amarras à imprensa e a liberdade jornalística é condição imanente de qualquer Estado Democrático. O Brasil positivou essa condição política em seu Texto Constitucional, de modo que é preciso dizer a Walter Santos que há de se respeitar esses valores e que revelações da fonte, como agora feito por ele, constituem verdadeiro atentado à liberdade de expressão e à atividade jornalística.

    Na realidade, essa prerrogativa profissional qualifica-se como expressiva garantia de ordem jurídica, que, outorgada a qualquer jornalista em decorrência de sua atividade profissional, destina-se, em última análise, a viabilizar, em favor da própria coletividade, a ampla pesquisa de fatos ou eventos cuja revelação se impõe como consequência ditada por razões de estrito interesse público.

    A tutela especial da proteção ao sigilo da fonte constitui garantia ao desenvolvimento livre e independente da imprensa, na sua função principal que é revelar assunto de interesse público, representando uma via alternativa à versão oficial dos fatos.

    Esse valor democrático deve ser preservado e garantido pelos poderes constituídos, ainda que o profissional da imprensa venha a publicar notícias que desagradem as autoridades e eventualmente exponham as mazelas do setor público. Esse é um dos papéis de vigilância da imprensa. Os brilhantes trabalhos jornalísticos realizados no mundo somente foram possíveis pela proteção dada ao profissional de imprensa de não revelar a sua fonte, podendo ser citado como exemplo, dentre tantos outros, o caso Watergate, que culminou com a renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon.

    O gentil advogado de Deca poderia de logo acionar judicialmente o WSCOM e seu dirigente, mas preferiu pedir-lhe tão somente DELETAR a matéria. Não rogou para ele DELATAR a fonte e ao tê-la de bandeja necessariamente deverá ter entendido o que Walter, em nome de tirar o dele da seringa, disse: “...aciona Giovanne, que o problema não é meu; é dele!”.

    Que vergonha!!! 

  • PINGOS (ELEIES 2020)

    13/11/2020

    FORÇAS PARTIDÁRIAS - A Coligação de Ana Cláudia Vital (‘Novos Tempos, Novas Soluções’) é a que aglomera maior número de partidos. São sete ao todo: Podemos, PDT, Avante, DEM, Cidadania, PTB e Solidariedade.  

    A de Bruno Cunha Lima (‘Campina Rumo ao Futuro’) juntou seis agremiações: PSD, Republicanos, PSDB, PP, PROS e PSC.

    A coligação de Inácio Falcão (‘Campina Tem Jeito’) conta com três legendas: PCdoB, PT e MDB.

    A de Arhur Bolinha (‘Povo Forte, Cidade Livre’) conta apenas com dois partidos: PSL e PV.

    E a coligação encabeçada por Olímpio Rocha (‘Campina Merece ser Grande’) também tem apenas duas legendas: PSOL e PSB.  

    MAIS VOTADO (I)

    O vereador Rennan Maracajá, que em 2016 foi o mais votado do pleito em Campina Grande, caminha para repetir a dosagem, mesmo tendo sido condenado a mais de trinta anos de prisão por desvio de recursos da merenda escolar do Município, conforme apurou investigação no âmbito da Operação Famintos.    

    MAIS VOTADO (II)

    Eva Gouveia, conforme prognosticam todas as pesquisas até aquí realizadas em Campina Grande, dentre todos os mais de 400 candidados a vereador é o único nome com possibilidades reais de arrancar a ‘pole-position’ de Rennan Maracajá.

    COM BOLSONARO

    O PSL, que em tese continua sendo o partido do Presidente Jair Bolsonaro e que em Campina Grande registrou 37 candidatos a vereador este ano, projeta eleger dois edis, que seriam Olímpio Oliveira e o militar Julio César. A primeira suplencia estaria sendo disputada por Júnior do Estacionamento (tem apoio de Julian Lemos), Franklin Marinho, Felipe Félix e Bárbara Barros.

    EM QUEIMADAS

    Com apoio direto do prefeito e candidato à reeleição Carlinhos de Tião, é bem provável que a Câmara Municipal de Queimadas ganhe na próxima legislatura uma mulher, que viria a ser Vanessa de Deda de Dutra, cujo organizado trabalho em prol dos menos assistidos tem feito a diferença na atual campanha.

    NO CONDE

    O gaúcho Eduardo Cassol (MDB) é cotado no Conde como um dos candidatos a vereador que já poderia ir ao shopping comprar o terno de posse. Além de ter feito uma campanha propositiva e bem organizada, conta em seu favor também o livre trânsito que tem com todas as candidaturas majoritárias, em que pese seu ‘santinho’ continuar atrelado a Karla Pimentel.

    EM ALCANTIL

    Candidatos pelo PP em Alcantil, PB nas Eleições 2020

    O povo de Alcantil vai ter a feliz oportunidade, nestas eleições, de fazer justiça a uma figura exemplar que tem uma enorme folha de serviços prestados à comunidade e que já foi testada no Serviço Público desempenhando com competência e zelo cargos na área social, onde não apenas mostrou a excelência do seu vigoroso trabalho como distinguiu os mais necessitados de amor, carinho e uma palavra amiga em todas as horas. Me refiro à querida amiga Elisangela Costa, a quem eu daria meu voto com muito orgulho se tivesse domicílio eleitoral no seu rincão.  

    NÚMEROS NO CONDE

    Em 2016 Márcia Lucena foi eleita prefeita do Conde pelo PSB com 6.477 votos, representando 49,10% do eleitorado que compareceu às urnas. Ela derrotou o todo poderoso ‘coronel’ Aluízio Régis, que obteve 4.967 votos, totalizando 37,65% do apurado. O terceiro mais votado foi o supermercadista Júnior Rodrigues, com 1.294 votos, ou 9,81% do total.

    Votaram naquele ano 17.867 eleitores, mas os votos válidos somaram apenas 13.191, uma vez que 424 deles (2,37%) foram brancos e 4.552 (23,80%) foram anulados.

    Importante também registrar que a abstenção, considerada muito alta, atingiu 10,32% do eleitorado, ou seja, 2.055 eleitores.


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