Colunista Marcos Marinho

  • ASFALTO PARA SÃO TOMÉ

    08/09/2021

    Há anos percorro as terras de Alagoa Nova, onde tenho amigos, muitos dos quais desde quando Otávio Leite Sobrinho (Tavinho) governava o Município.

    E neste último final de semana tive a alegria de voltar à área, primeiro abraçando Dona Margareth, da bodega ao lado do restaurante do saudoso Bianão onde me abasteço com a melhor ‘brejeira’ da região, e depois indo papear com Paulo e Nilma, no Pesque-Pague São João no Distrito de São Tomé.

    Por lá já andei com Tavinho, Asfóra, Burity, Maranhão, Ivaldo Morais, com Kléber filho de Ivaldo que foi prefeito duas vezes quando o seu cunhado Vitalzinho - com quem também andei muito no pedaço – articulou tomar o mandato do prefeito-amigo Luciano ‘Mamão’.

    Para minha alegre surpresa, cheguei a São Tome agora em via asfaltada, um primor de estrada que o governador João Azevedo acaba de concluir e que deveria ter sido inaugurada oficialmente no Dia da Pátria, mas vai ficar pra outra data.

    A obra, segundo apurei, foi um tento do deputado federal Gervásio Maia Filho (Gervasinho), com quem acabei me encontrando lá no Pesque-Pague, na companhia do prefeito Francinildo, o jovem que derrotou Aquino - filho de Tavinho - e que está botando a prefeitura outra vez em ordem.

    Gervasinho tem correspondido, em ações, aos votos que os alagoanovenses o deram e o indaguei sobre o boato de que não tentaria a reeleição, optando por buscar retorno à Assembléia Legislativa, Casa que presidiu anos atrás.

    Além de desmentir o boato, garantiu que avalia aumentar a votação, dado ao trabalho arrojado que vem empreendendo em Brasília para ajuda aos Municípios onde a população o acolhe, como dá exemplo Alagoa Nova. 

  • EU E CÁSSIO

    23/08/2021

    Uma transação penal, ato corriqueiro cotidianamente celebrado entre partes conflitantes que encontraram a via judicial para acerto de litígios dando à Justiça boa economia processual ao evitar audiências de instrução, oitivas de testemunhas, oferta de razões finais nos autos e demais possíveis consequências, como recursos para instâncias superiores, possíveis embargos de execução e outras filigranas usuais em penosos e elásticos processos que, mais das vezes acabam por cair em vala de prescrição, frustrando o direito de quem dele se acredita detentor, foi motivo de muita festa semana passada aqui na Paraíba, conforme relato do vigilante Tião Lucena em seu - esse sim - festejado blog.

    As partes - este colunista e o ex-senador Cássio Cunha Lima - achamos por bem conciliar a demanda, proposta por Cássio, e esta teria sido a razão para coleguinhas da mídia na Capital e em Campina Grande, segundo Lucena, bombarem a festa como se o feito fosse algo extra-terrestre.

    Essa festa a mim não incomodou, pois previsível a repercussão do ato.

    Eu e Cássio nunca fomos à barra dos tribunais, mesmo que para ele eu continue sendo o seu grande algoz. Um homem, à sua ótica revelada à conciliadora leiga da audiência, que o persegue, e à sua família, há mais de três décadas.

    Confesso que fiquei surpreso com tal revelação, mas pude logo entender que o que Cássio classifica de perseguição é parte viva do meu labor. “Eu faço jornalismo”, tive oportunidade de dizer a ele na ocasião, até para barrar outras investidas suas já que aquela era uma audiência de CONCILIAÇÃO e não uma INSTRUÇÃO processual, onde qualquer advogado como ele deveria saber que, aí sim, é que poderia o mérito da causa vir a ser discutido amplamente.

    Fui até mais adiante ao informar-lhe que minhas críticas a ele, ou a qualquer outro homem  público, seja da sua ou de outra ilustre família, foram e serão sempre pontuais. Nada, portanto, que me seja cavalo de batalha ou que eu me alegre em fazê-las, ou ainda mais: que sejam exclusivamente dirigidas ao seu clã.  

    Dei-lhe um único e atual exemplo: as tantas matérias positivas que o portal APALAVRA publica sobre o trabalho do seu filho Pedro, exemplar deputado federal paraibano que tem exercido o mandato na Câmara Federal de forma brilhante e que, por ser um Cunha Lima, atentando-se para o que vislumbra Cássio, deveria estar sendo enxovalhado pelo nosso jornal.

    Mas é compreensível a ira do ex-senador. Minha perseguição, ou melhor, o meu trabalho jornalístico, de fato há anos incomoda o homem público que foi reprovado vergonhosamente na última eleição para o Senado da República.   

    Assim aconteceu com os seus malfeitos na SUDENE, com o dinheiro voador no edifício Concorde, com a famosa “pulada de cerca” que seu então secretário de Comunicação Solon Benevides quis passar à opinião pública que a loura no pagode que lhe tascou beijo na boca - mesmo tendo contracheque do Estado sem retribuição laboral - era apenas uma eleitorazinha de meio de rua...  

    E outras ‘perseguições’ mais...

    Mas, deixemos tudo isso agora pra lá. Aquela nota de retratação eu autorizei Cássio a mandar seu advogado redigir. E nela só mexi para retirar o pedido de PERDÃO, que substituí por DESCULPAS, melhor amoldado à situação.

    De sorte, que a interpretação que derem a ela fique por conta do entendimento de quem  a leu.

    É justo informar a festeiros e não festeiros que a coluna que incomodou Cássio permanece nos anais d’APALAVRA e do Google. A Justiça não mandou deletar e o curioso que quiser acessá-la basta entrar na grade de colunistas, rolar a barra na minha coluna e ir até o dia 10.11.2020.

    Nosso encontro - a audiência - foi virtual. Cássio em Brasília, eu em Itaporanga, após visitar primo da minha mulher que tivera alta hospitalar depois de intubado e se curou da COVID-19.

    A conciliadora leiga, após ler a coluna que Cássio julga eu o tenha caluniado e difamado, propôs que eu pagasse ao ex-senador um salário mínimo como indenização. O advogado dele rejeitou o valor e lançou outra proposta, que eu achei elevada para os cofres do nosso portal e já me preparava para dizer que preferia dar andamento ao processo quando Cássio pediu a palavra e avisou que de mim não queria “nenhum tostão”, que estava com pressa por que tinha outro compromisso virtual em instantes e desejava “acabar logo com isso”.

    Nominou a APAE, a Casa da Criança Dr. João Moura e o Instituto São Vicente de Paula para serem receptadores dos valores e fechamos o acordo em seis salários mínimos, dois para cada instituição.

    Ao sair, Cássio avisou que dera entrada em uma outra ação contra este colunista, o que deveria ter dito antes porque aí eu requereria a juntada das duas peças para fazermos uma única transação, que seria o mais correto.

    Agora, aguardar a notificação e me preparar para uma audiência presencial, onde olho no olho poderemos ver quem persegue quem.  

    Voltarei ao tema!

  • NOTA DE RETRATAÇÃO PÚBLICA

    13/08/2021

    José Marcos Marinho Falcão, diretor-geral e colunista do Jornal A Palavra, conforme acordo homologado pelo Juizado Especial Criminal da Comarca de Campina Grande, nos autos do processo nº 0831311-81.2020.8.15.0001, vem retratar-se por injúrias, calúnias e difamações propagadas contra o Sr. Cássio Cunha Lima, em coluna de minha autoria, disponibilizada nesse espaço no dia 10/11/2020.

    No texto publicado, utilizei por diversas vezes expressões consideradas por ele ofensivas a sua honra, e contribuí desse modo com a difusão de informações inverídicas, em postura frontalmente contrária à ética exigida pelo bom jornalismo.

    Ciente disso, retiro todas as acusações caluniosas vociferadas contra o político paraibano, por extrapolarem os limites da crítica legítima e não se coadunarem com os fatos conhecidos, e que foram proferidas detratando a sua imagem de homem público.

    Os abusos por mim perpetrados impuseram-me, legitimamente, o dever de indenizar ao Sr. Cássio Cunha Lima, que prontamente decidiu doar os valores que lhe seriam destinados a instituições de caridade, com as quais sempre esteve compromissado: a APAE, o Instituto São Vicente de Paulo e a Casa da Criança Dr. João Moura.

    Reitero, publicamente, meu pedido de desculpas ao Sr. Cássio Cunha Lima, por todos os danos que ele entende injustamente eu causei a ele e sua família, e também aos meus estimados leitores, por ter oferecido jornalismo parcial e desinformativo, me comprometendo a não tornar a cometer as lastimáveis críticas.

    José Marcos Marinho Falcão 

    Diretor-geral do Jornal A Palavra

  • Tony Ribeiro, homem-exceção

    03/08/2021

    O Tribunal de Contas do Estado (TCE) acaba de dar um excelente atestado de idoneidade gerencial ao presidente do CondePrev, meu dileto amigo Tony Ribeiro, o que pelo menos para mim não é motivo de nenhuma surpresa, quando se confere que isto representa uma grata exceção no enodoado atual Governo de Karla Pimentel.  

    Tony tem uma linhagem diferente e um berço muito honrado. Seu saudoso pai, o ex-prefeito Themistocles Ribeiro, não maculou a história do Município como outros o fizeram e tem o nome inserido de modo exponencial nos anais do Conde.

    Idoneidade moral e ética ele já tem há anos, exatamente por herança familiar...

    Chamado a dirigir a Previdência Social do Conde, onde inclusive por conta da sua discrição e inegável competência sofre o “fogo amigo” integrado por labaredas acesas pela leva de incompetentes da gestão, segue o seu trabalho firme, forte e aprumado que acaba por despertar ciúmes que a isso ele sequer dá ouvidos e olhares.

    No Relatório Quadrimestral do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) divulgado nesta segunda-feira (02), ficou oficialmente demonstrado que a atual gestão do Instituto de Previdência do município - o CondPrev - está em situação de superávit orçamentário de janeiro a abril de 2021, com receitas arrecadadas maiores que as empenhadas no período.

    Os números apresentados pelo presidente da Corte de Contas, conselheiro Fernando Rodrigues Catão, tem base nos dados dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e neles estão apenas 27 Municípios da Paraíba.  

    De fora, com números deficitários, estão o Governo do Estado e vários outros importantes Municípios paraibanos, inclusive o de Campina Grande, cuja Previdência Social (o IPSEM) outrora dava bom exemplo de gestão.

    Portanto, alvíssaras para Tony e para o seu sensível e indormido labor no CondePrev, a servir de necessário exemplo para os demais apêndices do destrambelhado Governo de Dona Karlinha...  

    Tony Ribeiro, a propósito, destaca que além de incluir o Conde em superávit orçamentário no primeiro quadrimestre de 2021, o Instituto de Previdência municipal está mantendo os seus pagamentos em dia, cumprindo o calendário estabelecido e já com a primeira parcela do 13º salário quitada desde o mês de abril

    E isso não é pouco!

    Basta saber que inadimplência em Regime Previdenciário negativa crédito para todo o Município, impedindo a contratação de financiamentos e/ou assinatura de convênios principalmente junto a órgãos governamentais do Estado e da União. Ou seja, em palavras mais acessíveis ao leitor comum: se Tony não faz o dever de casa bem feito, como agora disso  o TCE lhe concede diploma, babau tia Chica... Tudo ficaria muito mais difícil para Karla governar!

    Meses atrás procurei saber de Tony sobre insuflados comentários jogados na mídia local, que chegaram até a redação do nosso portal APALAVRA por gente lotada em estratégico gabinete da prefeitura, dando conta de que ele havia dito em emissoras de rádio que as finanças do instituto só dariam - no máximo - dois anos para pagar aos aposentados e pensionistas.

    No bojo da “intriga” que se fez contra Tony estavam narrativas falaciosas da ex-prefeita Márcia Lucena de que havia deixado R$ 9 milhões em caixa no CondePrev, fortuna que os intrigantes insistiam em supor que o filho de Themistocles estouraria nos dois anos a que se referiu.

    E o próprio Tony me mandou na ocasião oportuna e didática explanação, que divido alguns trechos agora com o meu leitor:

    01 – “Primeiro, é de bom alvitre que se diga que não foi a gestão dela (de Márcia Lucena) quem deixou absolutamente nada, mas sim a gestão do ex-presidente Nório Guerra, uma vez que o CondePrev é uma autarquia municipal”.

    02 – “Ao que segue, o CondePrev fechou o ano de 2020, sob gestão de Nório Guerra, com exatos R$ 9.738.801,92 (nove milhões, setecentos e trinta e oito mil, oitocentos e um Reais e noventa e dois centavos). Importante destacar que esse valor foi alcançado, pois no final da gestão de Márcia Lucena ela adiantou repasses e parcelamentos do mês de janeiro, manobra contábil que aumentou significativamente esse valor, e assim ser usado como propaganda politiqueira por ela”.

    03 – “O que falei durante minha entrevista foi que esse “dinheiro em caixa” não significa que o CondePrev estaria livre de todos os problemas, pois o valor deixado apenas garantia ao CondePrev a capacidade de se manter sozinho por dois anos, e esse fato pode ser constatado de forma matemática simples: a folha do CondePrev hoje é de aproximadamente 434 milhões, se multiplicarmos esse dinheiro por 24 meses, teríamos algo próximo de 10 milhões de reais”.

    04 – “Falei isso, e reafirmo, dentro de um contexto de que aquilo que a ex-gestora usa como propaganda é nada mais nada menos que uma falácia”.

    05 – “No entanto, um canalha picareta de cofres públicos, que acha ser jornalista formador de opinião na cidade, porém não tem nem formação, nem capacidade e muito menos caráter para isso, pinçou um pequeno trecho do que falei para tentar me atingir, não percebendo ele, talvez por ignorância, burrice ou até mesmo excesso de má fé, que foi importante levantar esse tema, pois joga por terra mais uma falácia da gestão anterior que propagandeava os valores deixados em caixa como se aquilo fosse algo que estaria sendo a salvação de todos, mas hoje veio à tona que não é”.

    06 – “A repercussão do trecho cortado e exposto fora do contexto pelo canalha picareta de cofres públicos, e aqui quero deixar bem claro meu total respeito àqueles que fazem a mídia da nossa cidade e do nosso estado, e que esse sujeito não faz parte, e se fizesse envergonharia a todos pelo seu modus operandis, acabou chegando até a trupe que comandou a prefeitura nos últimos quatro anos ao ponto do ex-procurador da prefeitura compartilhar um áudio nas mídias sociais se explicando sobre o fato”.

    07 – “Aqui gostaria de agradecer o áudio do ex-procurador, que foi muito claro ao dizer que o CondePrev não terá falta de recursos se continuar havendo os repasses de contribuições e parcelamentos, como vem acontecendo desde o primeiro mês da gestão da prefeita Karla Pimentel à frente da Prefeitura Municipal de Conde. Assim, o ex-procurador deixou claro que basta saber de matemática para entender que tudo vai andar bem, se continuar havendo os repasses, caso contrário, o CondePrev não consegue se sustentar por mais de dois anos. Simples, como uma conta de somar. Só tenho uma ressalva na fala do ex-procurador, pois ele afirmou que a ex-prefeita havia parcelado débitos pretéritos, quando na verdade ela RE-parcelou parcelamentos já existentes e ainda aumentou esses débitos com dívidas dos seus primeiros meses de gestão, mas isso o ex-procurador jamais vai falar, pois é característica daquela turma que o Conde disse não nas urnas trabalhar com meias-verdades”.

    Agradeci a atenção de Tony e guardei seu material para ocasião oportuna, que agora é chegada.

    Tony reiterou também que o programa de investimentos da autarquia que dirige, junto com os repasses feitos pela gestão Karla Pimentel, está garantindo todos os pagamentos em dia, com os reajustes legais, antecipação da primeira parcela do 13º, divulgação de calendário anual de pagamento e ainda esse superávit financeiro atestado mpelo TCE.

    E ele fecha os esclarecimentos de forma amplamente objetiva:

    “Pois, se fossemos contar apenas com o que havia ficado em caixa, como falei anteriormente, o CondePrev não se sustentaria sozinho por mais de dois anos. No entanto, e apenas para finalizar, sei que nossa gestão à frente do CondePrev, sempre baseada na verdade dos fatos e na transparência com a coisa pública, vem repercutindo positivamente e está apoiada numa base fruto da confiança que me foi dada por Karla Pimentel, pois sou consciente que essa minha relação com ela e com a coisa pública causa incômodos em algumas pessoas que por falta de capacidade, competência e credibilidade, jamais conseguirão ter envergadura moral dentro da cidade”.

    Não precisa dizer mais nada!

  • QUEM TEM AQUILO...

    30/07/2021

    Quem quiser que entenda como história da carochinha... Mas a verdade sobre esse formal apoio do PSDB de Cássio e Pedro Cunha Lima a Romero Rodrigues é muito simples e se encaixa perfeitamente naquele velho adágio popular segundo o qual quem tem aquilo tem medo.

    Eu explico: quatro meses atrás o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, que é do PSD presidido por Romero e foi eleito em primeiro turno a partir da avassaladora aceitação do Governo que o matuto de Galante geria, entrou na onda do primo Cássio e incentivou Pedro a tirar licença na Câmara Federal dando lugar ao inexpressivo Rafafá para assim poder ficar solto na buraqueira e costurar apoios com prefeitos e lideranças municipalistas para se cacifar candidato ao Governo do Estado, a vaga que Romero corre atrás.

    O golpe até que andava bem, mas no começo desta semana uma entrevista do Presidente Jair Bolsonaro ao Sistema Arapuan de Comunicação, dizem que costurada nos bastidores por Romero, melou tudo.

    Bolsonaro não economizou palavras para elogiar Romero e foi muito mais além para afirmar que seu candidato na Paraíba é o ex-prefeito campinense e cest’fini.

    Da boca de Bolsonaro saiu o que o fogo amigo de Romero jamais imaginaria ouvir assim com tanta antecedência: que o homem é APAIXONADO por ele.

    Ocorre que por tras dessa iluminada deciaração de Bolsonaro enchendo a bola de Romero exuite uma mensagem pra lá de cifrada que Cássio e sua troupe incendiária logo captaram: a de que o Presdidente da República pode arrebatar das mão cassistas os cargos que ele e seu amado fiho tem no Governo da República, principalmente o de Superintendente da SUDENE, ocupado pelo marido da sua filha Marcela, que o cunhado Pedro levou para Bolsonaro nomear.

    Portanto, não foi outra a razão de Cássio e Pedro se curvarem às pretensões políticas de Romero: Medo de perderem a SUDENE e outros penduricalhos que ganharam na estrutura de Bolsonaro.

    E é isso aí mesmo: quem tem aquilo, tem medo sim senhor.

  • NOTA ‘TOINHO SOUZA‘

    17/07/2021

    Segue nota enviada à coluna pelo ex-tesoureiro do MDB da Paraíba, Antonio Souza:

    REPONDO A VERDADE

    Olá, amigos do MDB na Paraíba.

    Sobre notícias veiculadas em Portais de Internet de nosso Estado, e em grupos de WhatsApp, inclusive os do MDB, devo informar, que:

    1. Em momento algum, houve da parte do Sen Veneziano, hostilidade à minha continuidade no MDB;

    2. Quando do prematuro falecimento de nosso querido amigo Sen José Maranhão, Pres Estadual do MDB, em 08/02/2021, dois dias após seu sepultamento, estive com Gov Roberto Paulino, no MDB, ele como substituto imitai, já que era o primeiro vice-presidente da legenda, que só iria ficar no MDB, até a conclusão da Prestação de Contas do presidente José Maranhão, e encaminhar ao TSE e à Receita Federal.

    3. Falei também com o Sen Veneziano, o mesmo que falei com Gov Roberto Paulino, que já havia dado minha colaboração ao partido, onde comecei em 1974, em São Paulo, quando era estudante universitário, depois vim Paraíba, conheci José Maranhão, e fui seu Consultor Particular, durante 40 anos, e deixei quando de sua morte. Lamentei muito, pois era um amigo, um irmão!

    4. Fiquei surpreso no dia de hoje, quando vi nossos companheiros de partido de todo Estado, Mn preocupados, dizendo que o Sen Veneziano havia passado uma rasteira no principal aliado de José Maranhão, “Antônio Souza”.

    5. Devo afirmar, que não houve nada disso. Sei por outras pessoas amigas, que um espertalhão do partido, disse ao Senador Veneziano, que eu estava articulando formar uma chapa para enfrentar ele na direção do partido.

    6. Talvez por uma amizade que nutrimos há anos, inclusive trabalhei prestando Consultoria em Gestão Publica, por quatro anos em sua gestão à frente da Prefeitura de Campina Grande, ele sequer trouxe a mim esse problema.

    7. Outro motivo é que eu disse a ele que, desde que tive um infarto do miocárdio, vinha pedindo ao Sen Maranhão, para colocar outra pessoa na tesouraria, em meu lugar. O Sen vinha relutando, mas era meu Desiderato, cuidar de administrar meu modesto patrimônio, e cuidar da minha saúde.

    8. Quero agradecer, primeiro à Deus, ao saudoso Sen Maranhão, meu amigo, de tantas lutas em benefício do partido, a todos os filiados do MDB de todo estado, pelo carinho, e a amizade que desfrutei e desfruto no momento, e dizer aos amigos filiados que, não há, nem houve, nenhuma hostilidade à minha pessoa, por qualquer membro da família “Vital do Rego”, todos meus amigos!

    9. Lembrar que me orgulho muito de militar no partido, desde 1974, estudante universitário, em São Paulo, em plena ditadura, e o maior orgulho foi presidir o Diretório Estadual da Paraíba, por dois mandatos, 2009/2010; 2011/2012; por absoluta generosidade do Sen José Maranhão, e também pelos filiados de todo Estado.

    Obrigado a todos, sem, exceção .

    Por fim, agradecer à Des. Fátima Maranhão, esposa do Senador e seus filhos que sempre me devotaram um tratamento de membros da família!

  • NOSSAS HIENAS...

    16/07/2021

    Nossos três ilustres senadores – Veneziano Vital do Rego, Nilda Gondim e Daniella Ribeiro – avançaram ontem sobre a destinação do Orçamento do País como hienas e o resultado aí está: R$ 5,7 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, ou seja, dinheiro tirado do pobre suor do contribuinte para custear as suas sempre milionárias tentativas de se manterem no Poder.

    Na Câmara Federal não foi diferente a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), onde os quase seis bilhões de reais foram carimbados para valer no pleito do ano que vem. Dos 12 deputados que a Paraíba tem no colegiado sete foram favoráveis, dos votaram contra e três se esconderam.

    Aguinaldo Ribeiro, Efram Morais Filho, Rafafá (o suplente de Pedro Cunha Lima em exercício), Julian Lemos, Hugo Motta, Leonardo Gadelha e Wilson Santiago disseram sim.

    Frei Anastácio e Gervásio Maia Filho cravaram não.

    Wellington Roberto, Damião Feliciano e Edna Henriques, na espreita, optaram por não pisar no plenário.  

    TRAIÇÃO NA FERVURA


    Veneziano Vital do Rego já tem a primeira desculpa para justificar a esperada traição a João Azevedo, dada como ‘favas contadas’ até mesmo pelos saudáveis pombinhos de João Pinta Cega na Praça da Bandeira: a derrocada de Galego do Leite da presidencia estadual do PODEMOS.

    E quem viver, verá!

    PALAVRA AFIADA

    Atendendo a honrosos convite do meu amigo multimídia Kennedy Sales estou participando do seu ‘Canal Livre’ diariamente com o “palavra afiada’, onde faço breve registro das últimas ocorrências políticas do Estado.

    Ocorrências POLÍTICAS. Favor não confundir com ocorrências POLICIAIS.

    A FUNDAÇÃO DE ROBSON DUTRA  

    Aquinhoado com robusta emenda parlamentar do Orçamento da União pelo senador Veneziano Vital do Rego para a Fundação Rubens Dutra Segundo, ora em estado de hibernação, o ex-deputado estadual Robson Dutra está felicíssimo, mas ainda assim se mantém num silencio sepulcral depois que a Justiça o impediu de levar à frente a disputa por uma cadeira na Casa Félix Araújo por supostos ilícitos cometidos exatamente quando Veneziano era prefeito de Campina Grande e o nomeou secretário de Ação Social.

    Com dinheiro farto, espera-se que a Fundação ressuscite, desaloje a Universidade que locou as suas instalações e volte a fazer exames laboratoriais pelo SUS para as camadas mais carentes da cidade.

    COICE NO TESOUREIRO

    Meu dileto amigo Antonio Souza, contador dos melhores que eu conheço e Tesoureiro até ontem do MDB da Paraíba, partido que inclusive chegou a presidir em tempos idos, levou um COICE do atual presidente da legenda, o senador Veneziano Vital do Rego, que lhe botou pra fora de modo brutal e desnecessário.  

    Toinho era uma das colunas de sustentação do partido, espécie de cláusula pétrea da Casa, e seu trabalho ético e árduo não se dava apenas pela sólida lealdade e amizade com o saudoso José Maranhão, mas exatamente por sua espetacular competência, que não foi levada agora em consideração quando trocado por Daniel Chianca, notório entregador de recados do ex-cabeludo.

    Lamentável!

  • A DEGOLA DE GALEGO DO LEITE

    15/07/2021

    Não deram ao ex-vereador Galego do Leite, agora ex-presidente do PODEMOS estadual, sequer o direito dele estrebuchar...

    Sua cabeça foi degolada sem julgamento, aviso prévio ou algum pedido de misericórdia, que necessariamente deveria ter sido feito pelos seus padrinhos Veneziano Vital do Rego e Ana Cláudia, a quem ele dedica – ou dedicava até ontem - uma fidelidade pra lá de canina.

    Na nota aonde deu notícia à imprensa da sua saída extemporanea, Galego não faz nenhum agradecimento – nem sequer referência - à presidente nacional do PODEMOS, a deputada federal por São Paulo, Renata Abreu, com quem dez dias atrás posou para fotografias após juras de amor eterna ao partido.

    Ao contrário, mostra na nota ressentimento quando diz que havia um acordo prévio de que quaisquer eventuais mudanças só ocorreriam após as definições a respeito de alterações ou não, da atual legislação eleitoral.

    A nota de Galego também não faz nenhuma menção a Ana Cláudia ou a Veneziano, o que significa que até fidelidade canina tem lá os seus limites...  

    Agora o PODEMOS da Paraíba está sob a presidência do advogado Junior Pires, que é secretário executivo do PROCON de João Pessoa e foi indicado à Executiva Nacional por Cícero Lucena, o prefeito da Capital, que assim se robustece partidariamente falando.  

    Já Veneziano, que falava pelas esquinas que a esposa Ana Cláudia poderia deixar o PODEMOS para engrossar as fileiras do MDB, sai amiudado depois dessa bordoada.

  • João e Bruno ou JOÃO X BRUNO?

    08/07/2021

    João Azevedo e Bruno Cunha Lima se encontram hoje no Palácio da Redenção, em João Pessoa, e isso em terra de gente civilizada não é nada demais. Aliás, sequer daria notícia de jornal.

    Porque o certo é que governador e prefeito, institucionalmente, sempre se encontrem para resolver as questões rotineiras que interessam à população que eles, por força do voto popular, governam.

    Mas, estamos nos referindo a pessoas civilizadas, que priorizem o espírito público, que façam política como sacerdócio como explicava décadas atrás um homem de grande civilização - Ronaldo Cunha Lima -, nada a ver com o sobrinho-neto de agora que virou gestor da mesma prefeitura que ele brilhantemente administrou.

    Na verdade, o sóbrio exemplo do poeta nunca foi seguido à risca pelos seus sucessores. O filho Cássio deu o pior exemplo quando, desejoso de iniciar tratativas com o então governador José Maranhão passou a detratá-lo insistentemente, inibindo qualquer iniciativa que resultasse em um encontro dos dois. E era o que Cássio queria: dizer ao povo de Campina Grande que o governador odiava a cidade e nem sequer recebia seu maior mandatário...

    Veneziano fez o mesmo, embora não tenha sobrenome Cunha Lima. Para ele, Ricardo Coutinho era pior que a Geni de Chico Buarque de Holanda. Mas, ainda assim Ricardo abriu sua agenda e o recebeu com a dignidade de um estadista. A célebre audiência foi marcada por um fato extraordinário, quando o governador não somente garantiu convênios para ajudar o filho de Vital a governar Campina como dele exigiu, em espécie de puxão de orelhas,  que abandonasse a demagogia dos discursos bem trabalhados e melhorasse os indicadores sociais do Município, todos abaixo da média estadual.

    De cabeça baixa, Veneziano voltou à serra da Borborema e só veio procurar Ricardo Coutinho lá na frente e se rasgando em elogios, para dele ganhar uma cadeira no Senado da República.

    Com Romero Rodrigues a coisa foi mais ou menos da mesma forma. No primeiro ano de seu Governo considerava Ricardo Coutinho um  santo governador, pois eram aliados políticos. Mas bastou Cássio romper com Ricardo que a pancada do bombo mudou.

    Sobrou outra vez para quem? Para o coitado do filho lesamente enganado de Campina Grande.

    E agora com o “coronelzinho” Bruno Cunha Lima o script é o mesmo. Mete-se a peia no governador para dá-lo como inimigo da cidade e pede-se audiência para vê-la negada e assim realimentar o discurso contra o Chefe do Estado.   

    Dessa vez, porém, o tiro saiu pela culatra. João recebe Bruno, deve mostrar a ele o que o Governo do Estado tem executado para a Rainha da Borborema e o mais só o  tempo dirá.

    Eu, de minha parte, e acho que todo mundo de Campina Grade e alhures, esperamos que o neto de Ivandro Cunha Lima volte à serra CIVILIZADO.  

    Só não sei se estou a pedir demais!

  • ADEUS (DE NOVO) JUNHO

    23/06/2021

    Jamais pensei que republicaria este artigo que escrevi ano passado quando a pandemia do coronavírus chegou para esmagar-nos e ao Maior São João do Mundo.

    ADEUS, JUNHO!

    E Junho morreu este ano em Campina Grande.

    Foi sufocado pela falta de ar, enforcado na decisão política e econômica que a força do novo Coronavírus instituiu por aqui e alhures...

    Não teve sequer direito a sepultamento sete palmos abaixo da terra, como se faz por essas bandas com qualquer Júnior do Beco do Califon, da Cachoeira, do Zepa ou do Pedregal.

    Junho não foi cremado naquele ritual divinamente esplêndido que o pessoal do cemitério de Arimatéia Rocha prepara, ao som de harpa e violino, para defuntos da elite.

    E os santos dele - os do mês junino - nem lembrados ou convidados para o velório foram.

    Santo Antonio livrou-se de casar balzaquianas; São Pedro, ocupado na tarefa de encher o açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), aliviou-se do fardo dessas anuais cobranças que lhe endereçam os miseráveis da seca no Sertão.

    Menos mal!

    Junho morreu sozinho, sem que o povo da terra d’O Maior São João do Mundo pudesse ouvir-lhe o último ‘ai’.

    Lá na UTI dos gravetos em que foi jogado o fogo lhe consumiu as entranhas e a história.

    E assim ficou fácil juntar seus restos – as cinzas onde outrora o milho assava em suas crepitantes fogueiras.

    Sem Junho Campina Grande perde gigante parte do seu brilho, da sua representatividade nacional.

    Fica cotó perante o trade turístico global...

    Pamonhas e canjicas, milho cozido ou assado, xerém e munguzá, cuscuz de milho e jerimum com leite, cadê tanta esperada fartura?

    E nem a bacia de quentão na beira da fogueira tem mais este ano...

    Junho fez voar com suas cinzas meu ‘peido de véia’, as cobrinhas e buscapés, os traques da meninada e os chuveiros prateados.

    Balão, nem pensar. Muito menos dançar forró no pé da serra nem quadrilha de anarriê.

    É triste, é mal, é difícil viver sem Junho.

    É essa orfandade tirana que a gente vai lembrar pro resto das nossas vidas.

    Com choro e sem velas, porque nada de Junho nos restou, a não ser isso mesmo: saudade!  

    Segue sozinho, Junho amado, que nós vamos ficando por aqui entrincheirados sob as saias e as camas da cidade tentando escapar desse ‘bixim’ com nome de cerveja importada que à jato tenta acabar com a raça humana.

    Vade retro, Coronavírus!!!

  • TIO TONICO...

    16/06/2021

    Tio Tonico estava bem de saúde, até que sua esposa, tia Marocas, a pedido de sua filha Totinha, disse:  

    - “Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico”.  

    - “Para quê, estou me sentindo muito bem!”

    E vangloriava-se: tenho saúde de ferro. Trabalhei mais de 32 anos no Banco do Brasil, fui fiscal da CREAI, picado duas vezes por cobra cascavel nos sertões piauiense e cearense...  

    E continuava: passei vinte anos, alienadamente, sob uma ditadura militar e meu maior interesse era o serviço bancário. Trabalhei sábados e domingos, sem prorrogação, para atualizar as tarefas e enfrentar as segundas-feiras folgado. “E agora você vem com essa de que a prevenção deve ser feita quando ainda me sinto saudável? Mas, tudo bem, vou fazer o que pedes”, disse tio Tonico.  

    Então meu tio Tonico foi ver um médico.  

    O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse. Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar.  

    Então receitou: comprimidos Atorvastatina para o colesterol, Losartan para o coração e hipertensão, Metformina para evitar diabetes, Polivitaminas para aumentar as defesas, Norvastatina para a pressão, Desloratadina para alergia.  

    Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.  

    Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas. Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomados antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado. Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.  

    Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.  

    Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando. Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saía mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.  

    Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de Cliente Preferencial, um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.  

    Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico. Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite.  

    Como estava com uma pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina, a cada 12 horas, durante 10 dias.  

    Apareceram fungos e herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.  

    Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interações médicas.  

    Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal, náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.  

    Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.  

    - “Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse o médico, enquanto prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg.  

    E como titio estava com dor nas articulações deu Diclofenac.  

    Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP. Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.  

    Contratou uma cuidadora, o que parecia o mais indicado para a situação. Ele já não enxergava muito bem e ela, a cuidadora, lia para ele as bulas, correspondências, etc.  

    Foi quando a serventuária recém-contratada leu para ele a triste notícia de que o BET acabou, a contribuição previdenciária voltou a ser cobrada e o Empréstimo Simples foi suspenso.  

    Resultado: tio Tonico morreu.  

    No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmacêutico.  

    Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.  

    Como a pensão da tia Marocas ficou uma merda, a cuidadora foi dispensada, mas como era diarista, levou a tia Marocas à justiça. Tia Marocas ficou com dívidas...e as prestações da TV 71 polegadas que Tio Tonico havia comprado no grupo WALMART onde FELIPÃO é garoto propaganda...

    OS COLEGAS DO TIO TONICO ESPERAM A VEZ, JÁ COM O PÉ NA COVA.

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    Fonte: BIP do DESED do Banco do Brasil.

  • Os que chutam Campina!

    14/06/2021

    Vergonhosamente, via de regra - com  honrosas e raríssimas exceções - políticos forjados em Campina Grande sempre dão as costas para a cidade, embora continuem dela dependendo na hora de contar votos para manutenção dos seus status.

    O mais recente caso a surpreender incautos é o de Veneziano Vital do Rego (MDB), que ao ver-se flagrado tomando vacina contra a COVID-19 em Cabedelo acabou retirando a máscara que, no seu caso, há anos é inerente ao corpo.

    O ex-cabeludo confessou ser agora homem da beira do mar, com mansão na praia de Camboinha onde a água de coco sempre será mais gostosa que aquelas fétidas do Açude Velho...

    O pai de Veneziano, Antonio Vital do Rego, encabeça o rol das exceções e foi quase tudo na política mas nunca mudou domicílio residencial, tendo o seu lar-doce-lar na rua João Moura como templo inamovível do seu histórico de vida.   

    Outro apaixonado de Campina, o tribuno Raymundo Asfóra, sequer se dava ao direito eventual - mesmo em campanhas com comícios varando a madrugada - de dormir em João Pessoa. O Sol até podia raiar, mas só cerrava os olhos quando a porteira da Granja Uirapuru na beirada de Bodocongó lhe fosse aberta para o repouso sagrado.

    Aluízio Afonso Campos é outro exemplo a ser inserido nas exceções. Tinha apartamento na badalada Vieira Souto, ponto nobre do Rio de Janeiro, mas por lá periodicamente só ficava quando ia cumprir compromissos profissionais, e isto para não ter de pagar hotel. Quando deputado federal, praticamente toda semana voltava para seu refúgio no Ligeiro, nas terras que deixou como herança para a Universidade Estadual da Paraíba.

    O contrário disso ocorre com Cássio Cunha Lima, que até a Granja Santana (morada oficial do governador do Estado) recusou quando se tornou gestor do Estado e preferiu comprar suntuoso apartamento de cobertura, em bairro nobre, d’onde as fugidas para a night por helicóptero jamais poderiam despertar curiosidade dos súditos... Ainda hoje, as preferencias de moradia do ‘menino de Ronaldo’ continuam sendo Brasília, Rio de Janeirto e João Pessoa.

    Até doutor Damião e a sua excelentíssima consorte, a doutora Vice-governadora Lígia Feliciano, cederam aos encantos da Capital paraibana e moram na praia do Bessa. Campina Grande, porque o protocolo exige, só em visitas oficiais...

    Ney Suassuna, nem falar. É da Barra da Tijuca e ces’t fini… Em comum com Campina Grande, infelizmente, só a data de nascimento – 11 de outubro.

    Aguinaldo Ribeiro e a mana Daniella nem de morada em Campina precisam, pois se abrigam na granja do pai em Lagoa Seca quando há a necessidade de ficarem um tempinho a mais por estas acolhedoras e teimosas paragens.

    Menos cotados como Wellington Roberto & Filhos, Ricardo Barbosa, Pedro Cunha Lima e outros, parecem mesmo se sentirem desconfortáveis quando a agenda lhes obriga a respirar os ares da Borborema.

    Lamenta-se, pois, que essa espécie de forasteiros enrustidos ainda encontre abraço do povo da cidade que abandonam assim, como cachorro em fim de vida jogado à própria sorte, mas ainda desse mesmo povo se socorre na hora em que chegam para trocar dinheiro sujo por voto na calada das noites frias do Beco do Califon, do Buraco da Gia, do baixo Pedregal...  

    Poderiam estes, pelo menos, fazer como fazia Ronaldo Cunha Lima, que mesmo doente nunca cedeu aos caprichos da mulher e dos filhos para largar a casa que era dele na Agamenom Magalhães, no aprazível Alto Branco onde tinha a imensa alegria de receber amigos e eleitores, mais das vezes com todos dividindo uma bicada da melhor cachaça da região.

    Fico por aqui...

  • O ‘catarro‘ de Alexandre e seu medo da palmatória

    20/05/2021

    Covardia e insensatez integram a ‘batida de pino’ com a qual o vereador-Líder do Governo Bruno Cunha Lima na Câmara Municipal de Campina Grande, Alexandre do Sindicato (PSD), tenta se sair da deplorável situação em que se encontra depois de infectar o microfone da tribuna do Parlamento-mirim com o vírus da ignorância, que há anos o acompanha, e com o despreparo que cada dia mais apresenta ter no desempenho de tão honroso cargo.

    Na condição de parlamentar, Alexandre - que era ‘de Didi’ e adotou ‘do Sindicato’ – não rejeitou apenas o nome de família, mas como prova a cada vez que busca holofotes, tem rejeitado de modo muito acelerado o respeito que o eleitor tinha e que certamente por isso lhe mandou, já pela terceira vez, para representá-lo na Casa Félix Araújo.

    Negando a importância da vacinação em massa da população brasileira como forma única de se exterminar a pandemia do coronavírus, e isso em discurso na mais solene e elevada tribuna do Município, o Líder governista ao invés de dar exemplo, dá vergonha e enxovalha pelo menos três sagradas instituições campinenses: o povo, em especial o seu eleitor, o Poder Executivo que lhe confiou a liderança na Câmara, e o próprio Poder onde tem assento.

    Na “nota de esclarecimento” que ontem ainda correu a mandar para os meios de comunicação do Estado, alarmado que ficou com a imediata e negativa repercussão do vômito, Alexandre se revela “surpreso”, censura os meios de comunicação por terem focado apenas “um trecho” do seu destrambelho e com inigualável despudor explica que “estava sendo irônico”.

    Ora, vejam só, fazer ironia naquela tribuna onde já brilharam com a decência que hoje lhe falta, luminares como Anézio Leão, Ronaldo Cunha Lima, Mário Araújo, Noaldo Dantas, Félix Araújo Filho, Márcio Rocha, Vital do Rego Filho, Lindaci Medeiros, Antonio de Carvalho Souza, João Dantas, Romero Rodrigues, Cozete Barbosa e outros mais, para não estendermos aqui a nominata dos valorosos filhos da terra que nunca sequer chamuscaram a flâmula varonil do Poder Legislativo local, é querer brincar com a inteligência popular.

    A nota pós-discurso do vereador não significa nada, a não ser medo, e tampouco se empresta a corrigir seu descalabro.

    A Alexandre cabe uma única providência: pedir desculpas, de joelhos perante a tribuna, e renunciar a  liderança que não mais lhe cabe, por ter cravado o punhal da intolerância nas costas dos que, como o prefeito Bruno Cunha Lima, a ele confiaram tão destemida missão.

    Como disse em João Pessoa o confrade Heron Cid, o voo cego de Alexandre além de inoportuno, sob o ponto de vista científico, racional e até primário, expôs a bancada da qual ainda lidera e o próprio Governo que também ainda representa.

    Vir limpando a boca suja dizer que sua exposição “foi deturpada” é querer continuar cultuando o desprezo que tem pelo povo, mas que agora flagrado no passo em falso busca se inocentar feito menino treloso acuado no canto da parede com medo da palmatória corretiva da mãe vigilante.

    No mais, como genialmente pontuou Heron Cid, “o resto é conversa fora, como chá de hortelã e limão galego, no máximo serve para ele expelir catarro ideológico”.

  • O punhal de Bruno, contra Campina!

    18/05/2021

    Quando entregou as chaves do Palácio do Bispo a Bruno Cunha Lima em janeiro deste ano, após elegê-lo prefeito de Campina Grande sem precisar de turno suplementar, Romero Rodrigues deixou a  prefeitura com índice de aprovação acima de 80%, inédito na história do Município.

    Na solenidade de posse o ex-prefeito foi mais aplaudido que o sucessor, o que não chegou a surpreender ninguém porque naquela ocasião também estava sendo anunciada a sua decisão de sair em 2023 candidato ao Governo do Estado para botar Campina Grande mais uma vez dentro do Palácio da Redenção.

    Ao seu lado, anestesiado ainda pelo extraordinário feito, o novo alcaide era só sorrisos e deslumbramento, garantindo publicamente a Romero que seria seu “cabo eleitoral” número um, o que não poderia ser diferente.

    Bom lembrar que no começo de 1989, em igual gesto a este de Romero, Ronaldo Cunha Lima entregou ao filho Cássio as mesmas chaves e recebeu, do prefeito empossado e do povo de Campina Grande, aplauso farto ao anunciar-se decidido a enfrentar as urnas estaduais e conquistar o direito de governar a Paraíba no Palácio da Redenção, sonho enfim realizado.

    Assim como Romero, o poeta ficaria dois anos sem mandato...  

    E, sem caneta na mão, como bem registram os anais da História - aqui e alhures -, político tem a mesma aparência e força que um risco n’água!  

    Sem falar na fraquíssima memória do eleitor, especialmente aquele chegado aos mimos que o Poder oferta.

    É certo, e Bruno acaba de atestar isso ao acostar-se ao quesito INGRATIDÃO, que o Grupo Cunha Lima não tem mais a organização de outrora, quando vivo Ronaldo e o vivo do filho davam as ordens no terreiro.  

    O marido de Glória deu sorte porque a Constituição cidadã de Ulysses Guimarães viu inserir oportunisticamente em artigo das suas Disposições Transitórias o direito de um filho suceder a um pai, caixinha de sapatos que coube sem apertos e sem folgas os dois pés que coladinhos, mais na frente, com eles Ronaldo veio a ser plantado em tumba do Monte Santo.

    Cássio-prefeito foi, sim, o grande responsável pelo empuxo da candidatura do genitor.  

    Deu-lhe régua, compasso e muito mais: assessoria qualificada, ambiente de trabalho, instrumentos de logística e todo o referencial da prefeitura campinense para que ele, sem disfarces e o carisma que lhe era peculiar, pavimentasse com sucesso o caminho da viagem que acabou por levar sua alcova para a Granja Santana.

    Com Romero, que deu azar, até aqui o andor que deveria carregar o santo ainda não deu as caras.

    E não apareceu, é forçoso constatar, por MALDADE! Que é mais perversa que TRAIÇÃO, ambas bastante usuais e presentes no dicionário da maioria desses políticos de pouca faixa etária da nova geração que se amparam tão somente no sobrenome familiar para a corrida em busca dos píncaros da glória.  

    Mas, e o que até aqui tem feito o neto de Ivandro, em sociedade (conluio seria uma palavra muito forte) com o filho de Ronaldo, para ajudar Romero na possibilidade - muito palpável, alias - de catapultar Campina Grande ao Poder central do Estado?

    Miná-lo, sem dó nem piedade, com inveja e como se inimigos fossem!

    Nunca também é demais lembrar que Romero elegeu Bruno sem contar com nenhum tiquinho de ajuda de Cássio, ainda atordoado pela falta dos votos que lhe deixariam mais oito anos no Senado e que por muito pouco não tirou a volta do filho para a Câmara Federal.

    Vamos lá, então:

    Bruno Cunha Lima já não discursa pontuando Romero-candidato e na velocidade de supersônico, onde na condição de Criatura passou a ver o Criador como um qualquer que nada lhe dera, de foice na mão direita caminha – também à jato – para lhe decepar o crânio.

    Já anunciou com voz grossa de ‘Chefete’ que além desse tal de Romero o agrupamento que lhe dá vivas também conta com outros BONS NOMES e que até lá o que se mostrar melhor em pesquisas e em trabalho de cooptação eleitoral, ganhará seu apoio e seu trabalho.  

    Ou seja: Romero Rodrigues, sem mandato, que se vire...  

    E como Romero é RODRIGUES e não CUNHA LIMA e esse “Rodrigues” serviu apenas para elevá-lo à condição de Chefe do Executivo, cargo que jamais alcançaria não fosse o obstinado labor do matuto de Galante, já botou Cássio CUNHA LIMA e Bruno CUNHA LIMA na ‘cola’ do seu benfeitor, numa inominável e despudorada punhalada.

    Diz a ética e a gratidão - política e alguns políticos não apreciam cultuar - que o certo no caso do prefeito de Campina Grande era fazer exatamente o contrário: desestimular quaisquer investidas que lhe fossem apresentadas para puxar o tapete do CRIADOR.

    Mas...  

    Nosso Bruno fez-se DEUS. Vê-se onipotente, não escuta a ninguém, salvo dois ou três dos meninos que botou para correr campo ao seu lado aplaudindo-o até nos mal feitos, infelizmente o que mais ocorre nessa sua atribulada gestão, e Romero se tiver disposição que se cuide!

    Teria sido dele, com compulsória assessoria de Cássio, a ideia de pedir que Pedro Cunha Lima largasse por quatro meses o mandato parlamentar para aproveitar o tempo ocioso e viajar às bases do interior garantindo aos prefeitos que é candidato (ele ou o pai) ao Governo e não se fala mais nisso.  

    Essa empreitada ingrata mesmo que não vingue, acaso as reconhecidas invencibilidade e habilidade política de Romero, até agora incontestáveis e inabaláveis, não enxote os três, na última das hipóteses dará prejuízo ao ex-prefeito porque terá o grupo dividido a começar pelo suplente que Bruno botou em exercício, o colorido, insosso e folclórico Rafafá, cuja inexistência de escrúpulos o levará, por óbvias razões, a se postar inimigo declarado de Romero em Campina Grande, mesmo que sua meia dúzia de votos não importe em decisão de pleito estadual.

    Outra coisa, antes que eu volte ao tema: por enquanto as punhaladas no lombo de Romero só beneficiam João Azevedo.  

    E Campina Grande,  by by tia Chica!

  • A JORNALISTA BAIANA

    13/05/2021

    Dona Fátima Cardoso é baiana, aportou no Conde dizendo ter militado nos melhores órgãos de imprensa da terra de Mãe Menininha do Gantois e convenceu meu amigo jornalista-pastor Caco de Jacumã que era “tampa”.  

    Acabou sendo escolhida como primeira presidente da Associação de Imprensa do Conde (AIC), entidade da qual ainda sou sócio, mas que na prática não existe mais, ou melhor, não vale nada a não ser para arrumar sinecuras, como a que ela própria ganhou na nova gestão do Conde, que apoiou na campanha eleitoral escancarando vergonhosamente a porta da sua casa para servir de comitê político, onde precariamente está instalada a AIC.

    Já botei minha carteira de sócio à disposição da entidade, exatamente por me envergonhar de como a mesma tem sido conduzida. E comigo fazem coro alguns bons nomes da imprensa do Conde, dentre os quais Caco, idealizador da AIC e, por infelicidade de escolha ou de falta de opção, deu as chaves da entidade para quem não tem a menor ética para com elas ficar.

    Que Dona Fátima Cardoso preste serviços a Karla Pimentel e a idolatre, tudo bem. Terá mesmo que fazer jus à merreca mensal que lhe dão. Mas que, pelo menos se a vergonha na cara permitir, não bote a AIC também a serviço da bonita prefeita do local. Deveria, como manda os bons costumes e a boa ética, ter ao menos se licenciado da presidência.

    Faço esse rápido comentário para dizer que também me envergonhei hoje ao ver em grupos de ZAP do Conde um texto da “jornalista-assessora” dizendo que a tal gestão ‘UM NOVO TEMPO’ está fazendo a diferença no Conde, diferentemente da anterior de Márcia Lucena, porque tem uma Defesa Civil (sic!!!) que alerta a população e lhe garante bem estar e  segurança.

    Não quero nem me reportar à condição dela nessa nota onde o Português é trucidado e onde até a amiga crase é chutada como se fosse um apêndice de m..... na língua-Pátria, deixando isso para o nobre leitor analisar.  

    E, antes que eu me esqueça, registrar que por isso também continuo tendo pena de Karla Pimentel.

    Ela não merece assessoria dessas!

  • VEREADOR DO TIRO AO ALVO

    10/05/2021

    Eleito pelo DEM em Campina Grande, o vereador Valdeny Santana tinha tudo para desempenhar um mandato acima da média, considerando o baixíssimo nível do atual colegiado, não muito diferente do anterior considerado o pior da História.

    Ele até que se esforçou para mostrar isso nas primeiras entrevistas, demarcando bom terreno ao avisar das suas pautas desenvolvimentistas voltadas para a criação de emprego e renda.

    Bancário, servidor do Banco do Brasil, Valdeny tem cancha para esse debate.

    Mas derivou dele, depois de empossado, embevecido que está com a enganosa certeza de que o mandato veio para ser eterno, o que continua sendo um ledo engano para todos aqueles que, como ele, assim imaginam.  

    À falta do que fazer em plenário ou fora dele, nesses tempos difíceis da pandemia do coronavírus, o jovem edil anda agora na contramão de sí mesmo e seu mandato deixou de ser dele ou do povo, para simplesmente não mais existir.

     Bancário e bolsonarista, Valdeny está aprendendo tiro ao alvo

    Valdeny Santana (C. Grande)

    Mas nada a ver, entretanto, com a ação que corre na Justiça Eleitoral que pode tirá-lo da cadeira precocemente por ilícitos partidários investigados em relação à cota de gênero no processo eleitoral em que saiu vitorioso.

    Valdeny, pelo menos para mim que o conheço desde quando ele competentemente assessorava João Dantas ao tempo em que exercí o mandato de vereador, é um bom rapaz, bem antenado e com uma visão bastante nítida do que vem a ser um Poder Legislativo municipal.

    Por isso, diferentemente da grande maioria dos colegas de Casa, é o único dos novatos a não poder errar. Porque conhece bem do riscado e teria que dar exemplos e aulas aos leigos que ganharam assento nesta atual legislatura.

    Lamentavelmente, não é o que vem acontecendo!

    Valdeny largou a “toga” de vereador para transformar-se em “papagaio de pirata” de Bruno Cunha Lima, o alcaide que passou a idolatrar como maior santo do céu e da terra, para variar chamando-o de mito!

    Bolsonarista depravado, quero dizer DECLARADO, o parlamentar esquece que não foi para isso que o seu eleitorado lhe botou na Câmara. Ou mais: que não foi exatamente, ao que se sabe e salvo segredos de alcova, Bruno Cunha Lima quem lhe deu os votos necessários para lá chegar!

    Valdeny pode dar um freio nas vaidades, inerentes a quem não se mostra humildemente apto para a envergadura do exercício pleno de um mandato parlamentar.

    Acaso o DEM em Campina Grande não venha a ser alvejado pela afiada espada da justiça, degolando o seu mandato, há tempo para ele pensar nele e nele se programar...

    Precisa também se assessorar de gente qualificada; de escutar mais velhos; de elevar os braços a Deus e em juramento secreto garantir que trabalhará para o povo e não para sí tão somente.

    O resto virá por osmose!

    Fiz este preâmbulo elástico assim para censurá-lo, mas CENSURA amiga. Espécie de corretivo que muita gente que lhe arrodeia tem medo de dar.

    Ontem, em espécie de coroamento às avessas, Valdeny postou foto sua nas redes sociais com arma em punho. Achou que estava abafando!

    Talvez, quem sabe, para imitar o vereador pessoense Tarcísio Jardim, do PATRIOTAS, que em debate durante sessão virtual da Câmara da Capital fez questão de mostrar um revólver, que na mesa botou junto a uma Bíblia.

    Tarcísio rebatia na ocasião críticas feitas ao presidente Jair Bolsonaro, de quem igual a  Valdeny, é fã juramentado. Policial e professor de tiro, Tarcísio Jardim argumentou que um “homem de bem armado é o temor do homem ruim”.

    O ato de Jardim é lastimável e mais ou menos compreensível; o de Valdeny, além disso é reprovável e inoportuno!

    Jardim acalorava-se no debate em confronto a colega que insultava Bolsonaro e seu gesto, em apoio ao que soltava dos lábios, pode ser até tolerado por duas razões: primeiro, por ter formação militar e, em assim sendo – mesmo estando por enquanto vereador – erroneamente a arma continua sendo instrumento de trabalho. E em segundo lugar, porque nunca de ninguém escondeu a paixão que nutre pelo Chefe da Nação - um ardoroso defensor da Pátria armada.

    O caso de Valdeny é o oposto, primeiro porque mostra que seu rosto de menino bonzinho sempre camuflou o fervor que agora revela por arma de fogo. E depois porque ao postar o treino de tiro ao alvo em redes sociais consente a necessidade de portar arma como escudo para prováveis investidas, tendo na Câmara Municipal abrigo e refúgio.

    Pensará o nobre edil por acaso que a imunidade parlamentar existe para tais situações?  

    Lá em João Pessoa, na tentativa de diminuir o impacto da arma de Tarcísio Jardim exibida em sessão ordinária, o presidente Dinho Dowsley (AVANTE) contemporizou que o colega não tinha feito ameaça a qualquer pessoa durante o seu discurso e que tão somente rebatia críticas de que apoiadores de Bolsonaro, como ele, usam uam Bíblia de dia e uma arma à noite.

    Sem censura explícita ao vereador, o presidente da Casa Napoleão Laureano pediu ao colegiado para que os ânimos fossem acalmados e sentenciou sem muito convencimento que os membros da Casa que dirige majoritariamente defendem “o debate justo e pacífico”.

    O caso de Jardim foi reforço de argumento; o de Valdeny pura ostentação. E embora um e outro sejam vergonhosos e intoleráveis, pesa mais sobre o campinense essa volúpia de mostrar ao eleitorado que, aprendendo a atirar, a arma dos seus sonhos como assim aconselha o ídolo do Palácio do Planalto lhe fara mais homem  que os demais  vereadores.

    Mas é interessante que o presidente Marinaldo Cardoso, com a humilde elegância dos seus gestos de ponderado legislador, desarme Valdeny o quanto antes – da arma em punho e do noviço espírito bélico!

    De minha parte, um único pedido ao aluno de Bolsonaro: “volte a trabalhar, porque tiro ao alvo não cola mais nem em parque de diversão”.

  • SEFIN-CG: Outra grata exceção

    06/05/2021

    Notinha pontual na minha última coluna neste portal elogiando ação do secretário de Saúde Felipe Reul, com quem cruzei em posto de saúde cedinho da manhã na periferia da cidade, abriu o sinal vermelho na Prefeitura Municipal de Campina Grande, e isso é muito bom.

    Escrevi sobre “inutilidades humanas” que o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) acostou à sua equipe, ressaltando que Reul faria parte de “três ou quatro” auxiliares egressos da gestão de Romero Rodrigues que estariam salvando a máquina que o neto de Ivandro ainda não conseguiu azeitar.

    Sobre o monte de falhas - e de incompetentes - da atual gestão municipal campinense escreverei aqui mesmo mais à frente...

    Será minha contribuição inicial para que Bruno consiga deslanchar, desejo de todos os que moramos neste chão abençoado por Deus que vez por outra vê poderosos eleitos pelo povo darem bobeira.  

    A turma recrutada por Bruno para tocar a Secretaria de Finanças (SEFIN), por exemplo, se auto-intitula “neófita”, mas não é. Nela, por exemplo, dá show o meu contador e amigo Emannuel Nascimento, homem do valoroso portal ‘Retalhos Históricos de Campina Grande’, espaço cibernético de ouro em nossas paragens.

    Claro que não botei a carapuça nessa meninada da SEFIN, louvável exceção na bancada que entrou com Bruno na administração municipal em janeiro.  

    O querido Emannuel está ocupando a Diretoria Financeira da Secretaria de Finanças, em time capitaneado por Gustavo Braga e Felipe Gadelha, titular e adjunto, respectivamente.

    E foi Emannuel, lastreado na confiança recíproca que fermenta a nossa amizade, quem me deu notícia dos avanços da Pasta. Fazendo, como ele explicitou, a “defesa dos resultados de uma secretaria historicamente fadada a ser o destino final pra onde jazia as despesas efetuadas das demais secretarias da administração direta e algumas autarquias, muitas delas sem encontrar sua quitação”.

    A equipe está lutando com as poucas armas que tem para mudar a cara nefasta da SEFIN, “e estamos conseguindo resultados”, me confidenciou.

    Segundo Emannuel, hoje os pagamentos são condicionados à prática do planejamento, exigindo que todos os secretários lhes apresente previsão de gastos com base na LOA, fazendo com que os gestores passem a dar importância à peça orçamentária como instrumento de planejamento, permitindo, inclusive, que também a secretaria se beneficie com essa prática, quando busca evitar que sejam pegos de forma desprevenida por uma enxurrada de despesas de forma inadvertida.

    A arrecadação do IPTU em relação ao ano de 2020 foi batida, com a campanha e metodologia utilizada na política de desconto e na cobrança deste ano.

    A Pasta já está provisionando de forma efetiva uma conta bancária com recursos para garantir certo conforto quando precisar honrar a folha do décimo terceiro salário dos servidores. E -complementa ele – “praticamente todos os dias revisamos nossa planilha de fluxo de receitas e despesas, demandando pagamentos de forma a diminuir o prazo médio de recebimento por parte dos fornecedores, com vistas a fazer com que a Prefeitura deixe de ser considerada má pagadora e reconquiste o poder de barganha com os serviços e comércio local”.

    Emannuel faz questão, ao seu modesto modo de dizer as coisas, que são poucos resultados, ainda, mas “a considerar que nossa equipe é quase toda neófita, considero grandes conquistas”.

    E conclui: “Diante dos parcos recursos próprios, é com práticas gerenciais que vamos tocando a execução do erário, de forma que possamos suportar o financiamento da máquina administrativa na atual gestão”.

    Da minha parte só resta dar-lhes - Emannuel, Gustavo e Felipe - efusivos parabéns!

    E que a boa semente frutifique, espalhando ramos pelos penduricalhos da gestão.

  • CAMINHO PARA KARLA

    05/05/2021

    Que Karla tem feito até aqui um trabalho sofrível enquanto prefeita do Conde, isso não é desconhecido por ninguém. Que tem enfrentado dramas pessoais e pancadas até dentro de casa, é outra coisa igualmente não desconhecida.  

    Ela é jovem, embora já bem rodada nas agruras da vida...

    Tem curso superior em área do Direito das mais espinhosas...

    Se elegeu por sobre pau e pedra, mas com votação incontestável...

    E sobre os seus ombros pesa uma responsabilidade onde os fatos mostram que ainda não teria força suficiente para segurar...  

    Mas, tem pela frente mais de três anos e meio de Governo para botar nos eixos a locomotiva que imagina ser o Conde. Portanto, não pode mais falhar e alguém tem que ajudá-la a entender isso, sob pena de desastre coletivo.

    Por isso, o problema é gigante: quem se atreverá a botar-lhe o guiso?

    E a assim andar a carruagem, vai continuar apanhando da oposição e daqueles que de fato amam e querem fazer grande o Conde, mas é inconcebível que seres abjetos, dotados de nenhuma expressão ética, pessoal ou familiar, que a ela se acostaram para ganhar benesses, comecem agora a cuspi-la.

    Acho que uma urgente poda desgalhando esses pústulas das suas saias possa vir a ser a alternativa que resta para a construção de um atalho que lhe deixe governar bem.

    Outro caminho mesmo, por enquanto, não há!

    DERRETIMENTO POLÍTICO


    Influente e discretíssmo nome do Conde me relata que o secretário de Administração, “um tal de Rodrigo Trigueiro”, vem afundando a parte administrativa e que quase todos os travamentos administrativos recaem sobre ele.

    Me informa que o secretário nunca exerceu nenhum cargo administrativo de tanta responsabilidade como esse do Conde. O máximo que exerceu foi a Secretaria de Esportes e Lazer na prefeitura de João Pessoa, o que não se compara nem de longe com uma gestão do tamanho de um Município feito o Conde.  

    Mas, acontece que ele ganhou a confiança de Karla num determinado grau que hoje ela escuta mais a ele que a alguns outros que até bem pouco tempo eram ouvidos.

    E isso acaba irremediavelmente refletindo no campo político.  

    Fazendo algumas ressalvas, diz que o principal problema hoje na gestão condense é exatamente a Pasta da Administração, onde tem muita responsabilidade concentrada num local só, e então como o ocupante da secretaria não teria experiência suficiente, nem capacidade para entender a complexidade do Conde, isso vem se tornando uma bola de neve administrativa e paradoxalmente um derretimento político.

    Foi só.

    A ‘ANDORINHA’ DE BRUNO CUNHA LIMA

    Para felicidade de Bruno Cunha Lima (PSD), cujo trabalho na prefeitura de Campina Grande ainda não brotou em face mesmo de inutilidades humanas que recrutou para lhe servir e aconselhar, a máquina administrativa municipal campinense conta com dois ou três secretários, egressos do tempo de Romero Rodrigues, que por enquanto fazem alguma diferença e salvam parcialmente o desastre gerencial até aqui do neto de Ivandro.  

    Um desses nomes é Felipe Reul, imberbe advogado que titula a Pasta da Saúde e dá um show nesses tempos de pandemia.  

    Hoje mesmo cedinho da manhã cruzei com ele na UBS do Cruzeiro, por trás do Raul Córdula, fiscalizando de surpresa o trabalho operoso das turmas que comanda.  

    Arregaçar as mangas como ele fez, deixando o conforto do ar refrigerado do Gabinete para atestar in loco a movimentação da sua gente já é um grande feito, a ser seguido pelo resto da meninada que continua apenas deslumbrada com os seus cargos.

    Infelizmente, como ensina o adágio popular, uma andorinha só não faz verão!

    RONALDINHO CUNHA LIMA

    Fonte nota 10 deste escriba revela que Ronaldo Cunha Lima Filho, o ex-vice prefeito de Campina Grande irmão mais velho de Cássio Cunha Lima, vai disputar uma das vagas na Assembléia Legislativa da Paraíba ano que vem. O objetivo é um só: tomar a vaga do primo Moaci Rodrigues, cujo mandato tem sido vergonhoso para a família.

    DALTON DEPUTADO

    Outra definição no mundo político do Estado dá conta de que a família Gadelha já bateu martelo para que Dalton - o talentoso Chanceler da Unifacisa – dispute uma das vagas da Câmara dos Deputados. Da disputa, ficarão de fora em 2022 Marcondes e Leonardo, pai e filho que nas duas últimas eleições foram derrotados.

    LENILDO NA 101 FM

    Um dos últimos ases da mídia campinense a se manter “vivo” na radiofonia, o jornalista Lenildo Ferreira, que largou a Chefia de Reportagem da Campina FM dias atrás, vai ancorar programa ao meio dia na Cariri FM nas próximas semanas assim que os novos transmissores da emissora estiverem a todo vapor.

  • Eu, RC e os cabelos que caíam

    19/04/2021

    Chegar aos oitenta anos de vida com cara - ou cabelos - de cinquenta não é mesmo para qualquer um...

    E é o que hoje acontece com Roberto Carlos, o “Rei” da música popular brasileira.

    Seu parceiro-mor, amigo e irmão camarada Erasmo Carlos, que o diga: também octogenário, continua vivo, mas com cara de velho, cabelos de velho, dores de velho...  

    Normal!

    Anormal é Roberto Carlos, oitentão, ostentar quase a mesma pose daquele playboy que preferia as curvas da estrada de Santos, se refrescava à sombra de um flamboyant na primavera e com toda a fé que sempre mostrou ter continuar dizendo ao mundo, e a Jesus Cristo, que “eu estou aqui”.  

    Bem lá atrás ousou - e se arrependeu - mandar tudo p’ro inferno.

    Mas não é necessariamente do aquecimento dele no inverno - inspirando-se no inferno - que quero falar neste 19 de maio de 2021 quando o filho de Lady Laura comemora oito décadas de uma exemplar e iluminada vida.

    Apenas constatar que Jesus Cristo lhe ouviu e, por isso ou mais ainda para a alegria de todos nós seus fãs, que esse detalhe tão pequeno deles dois lhe autoriza de fato também a aplaudirmos o seu auto elogio de que “esse cara sou eu!”.

    Conheci Roberto Carlos há quase cinco décadas aqui mesmo em Campina Grande, mais precisamente no andar de cobertura do Hotel Ouro Branco, na tarde da véspera do seu primeiro show na cidade.

    Recebeu-nos, a mim e às saudosas e amadas amigas Sevy Nunes e Ana Luíza Rodrigues, com largo e fraterno sorriso no rosto e um papo descontraído que tanto nos emocionou que Aninha e a elegante e indefectível colunista social do nosso Jornal da Paraíba despiram-se da condição de jornalistas para simplesmente transformarem-se em tietes da majestade.

    O carisma de RC também me contagiou, é óbvio, mesmo porque naquela vez Roberto Carlos não recebeu mais ninguém da imprensa de Campina Grande. E a mim, em socorro à tietagem exclusiva de Ana e Sevy ao Rei, restou a condição profissional de, assim, entrevistá-lo para a ampla reportagem que publicamos no dia seguinte - o do show.

    Quem se der ao interessante trabalho de procurar nos arquivos de Ida Steinmuller no Instituto Histórico de Campina Grande as matérias do Jornal da Paraíba daquela época sobre a passagem de Roberto por Campina Grande vai encontrar surpresas, uma delas interessantíssima que nos remete ao hoje desses oitenta anos do Rei.

    Mexi, em um tópico da reportagem publicada no dia do show, com a vaidade da eminência que nos visitava, um detalhe (também pequeno entre nós dois) que certamente veio ajudá-lo a cuidar das madeixas e evitar que elas, como eu avistei já naquela época, continuassem a abrir caminho para uma futura careca brilhosa igualzinha à que hoje adorna a ‘paisagem’ de Erasmo Carlos.  

    Se pela minha matéria ou não, o fato é que eu dei valorosa contribuição para que o “Rei” pudesse enfim chegar hoje aos 80 com cara e cabelos de 50.

    Aliás, que a Paraíba e o Brasil jamais esqueçam:  Campina Grande é Campina Grande, né não?

  • Levando o meu eu...

    05/04/2021

    Abrir a cada dia as redes sociais tem sido muito doloroso.

    Antes, tinha-se a alegria de curtir datas natalícias, postar momentos felizes, compartilhar emoções!

    Hoje, em tempos tenebrosos da pandemia do coronavírus, só se consegue destampar obituários...

    Meu amigo Ubiratan Cirne, por exemplo, especializou-se ao lado de Márcio Rangel nessa fantasmagórica editoria – a das mortes, sobretudo aquelas motivadas pela COVID-19.

    No caso pessoal de Bira louve-se a prestação gratuita de serviços que ele fornece 24 horas por dia às diversas redações espalhadas pela Paraíba publicando gráficos, boletins e estatísticas de mortes, de curas, de vacinação, etc., e isso de cada centímetro de chão da maioria de Municípios do Estado.  

    Mas não é exclusivamente sobre essas particularidades do mundo dantesco da COVID-19 que venho aqui me manifestar. Já nos bastam Bira, Rangel e a Rede Globo para deixar todo mundo antenado contando números de caixões de defuntos e de covas rasas Brasil afora...

    Coincidência ou não foi no perfil de Ubiratan Cirne hoje cedinho antes de passar escova nos dentes que eu tive conhecimento da morte, por infarto agudo e felizmente não por COVID-19, do meu dileto amigo de priscas eras Josusmá Coelho Viana - o marido da bela e saudosa Julimary, o genro querido do também saudoso gráfico Julio Costa, o pai de Flávio, o mano estimado de Josirene, o homem que teve pulso e coragem de botar um jornal para funcionar em Campina quando Campina se envergonhava de ver o seu ‘Diário da Borborema’ rodar na gráfica de ‘O Norte’, em João Pessoa...

    Josusmá não foi apenas um amigo, tampouco um simples patrão. Classificá-lo de pai seria exagero, porque ninguém substituiria o amor e os cuidados que ‘Seu Ovídio Marinho’ dispensou a este seu filho caçula até expelir-se em suspiro de adeus.

    Mas que ele emparedou no afago, nas gentilezas e no projetar da minha carreira profissional, isso a história jamais apagará; nem a minha total gratidão.

    Josusmá foi divisor de águas na minha existência, sim senhor!

    Eu jovem mal completados os 18 anos de idade, contratado pelo ‘Diário da Borborema’ após aprovação em concorrido exame cuja avaliação passava pelo crivo dos ases da época, dentre eles Epitácio Soares e Fernando Wallack, não conhecia Josusmá e nem o que ele representava na história do Brasil...

    No DB este “foca” dava os seus primeiros passos e - modéstia à parte - em menos de seis meses cobrindo Câmara Municipal e Gabinete do Prefeito (naquela época não existiam os press-releases que hoje entopem as redações facilitando a vida dos repórteres) saltei do baixo para o alto clero da mídia local.

    Certa manhã um ilustre vereador - acho que o sisudo Major Rafael - me chamou a um canto de parede lá no prédio da Casa Félix Araújo da Maciel Pinheiro e me avisou que Josusmá tinha pedido a ele para me avisar que o procurasse, pois queria me conhecer se possível “ainda hoje”.

    Quem danado é Josusmá? Onde encontrá-lo? Encabulado, não tive coragem de perguntar isso ao major.

    E não lembro se recorrí a Vespaziano Ramalho ou a Luiz Aguiar quando voltei para a redação do DB investigando quem era a criatura. Recordo apenas que não foi preciso muito trabalho, porque a Gráfica Julio Costa era parede e meia com o prédio do Diário e Josusmá também já tinha deixado na portaria um recado para que eu o procurasse.  

    Finalzinho da tarde arrodeei e Seu Júlio - alto, gordo e de pouca conversa - me atendeu no balcão da gráfica.  

    - “Seu Josusmá, eu sou Marcos Marinho”, estendi a mão cumprimentando-o.

    - “Josusmá sou eu não, é meu genro, mas ele já foi prá casa”, avisou ampliando o meu fora e aumentando a minha encabulação.

    Me desculpei e nem pude dar meia volta, que ele abriu a portinha do balcão e me puxou para dentro da recepção.

    - “Você né o repórter? É pra tu trabalhar aqui no Jornal da Paraíba que ele quer que já comece amanhã?”, desembrulhou-se fazendo meu queixo cair literalmente. Aí pegou o telefone e me botou na linha com o genro.  

    E eu tremendo...

    Ora, deixar o DB, meu primeiro e suado emprego conquistado com méritos próprios, não estava escrito nas estrelas...  

    E nem eu era doido!

    Pedi um “até depois de amanhã”, tempo em que eu iria consultar alguns amigos, o pessoal de casa e meu irmão mais velho, Ismael, que havia sido demitido dias antes da secretaria de redação do DB. Mas Josusmá logo me desmobilizou ao informar que Ismael iria trabalhar no novo jornal e que já teria aceitado a missão ao lado de Nilo Tavares, William Tejo, José Levino, Vespaziano Ramalho, Robério Maracajá, Chico Maria e outros nomes de relevo daquele tempo.

    Não restou outra alternativa para mim, a não ser pedir demissão sem cumprir aviso-prévio pois as linotipos e a impressora que Josusmá foi comprar em Mossoró, de um jornal que deixou de funcionar, já chegavam dia seguinte a Campina Grande e a previsão do Jornal da Paraíba circular era de trinta dias.

    O JP virou nossa família e Josusmá um irmão mais velho.

    Foi ele o grande impulsionador da minha história profissional. Me mandou para Recife fazer estágio no ‘Jornal do Commercio’ e aprender diagramação. Quando voltei, recebi convite para trabalhar no ‘Diário de Pernambuco’ e recusei por aconselhamento de Josusmá e a contragosto do mano Ismael, que irritado me indagou: “Vai não, né? Tu já visse jogador de futebol de Campina ser convocado para a seleção? Mas de Pernambuco, tem!”.   

    Meses depois Josusmá me mandou para o Rio de Janeiro fazer estágio em ‘O Dia’  e em ‘A Notícia’, os jornais de maior circulação do País, mais exemplares que O Globo, por exemplo.

    Foram esses pontapés de Josusmá que me fizeram homem e - outra vez, modéstia à parte -conceituado no que me ensinou a fazer!

    A sua morte, portanto, não apenas me enche de luto e saudades, mas carrega com ele um pedação do meu eu!


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