LULA DECLAROU GUERRA A REDE GLOBO: UM ERRO QUE PODE CUSTAR SUA TENTATIVA DE REELEIÇÃO
A visita de Lula ontem a cidade de Ipatinga-MG – como candidato a reeleição – era um evento que se resumiria na tarefa de pedir votos e energizar sua militância, incentivando ocuparem as ruas nesta reta final de campanha, mantendo seu perfil “visual” de forte competidor. O discurso – para convencer prováveis indecisos presentes na mobilização – seria voltado para destacar as realizações de sua gestão e reforçar as promessas de expansão dos seus programas sociais. Encerraria com o “vamos à vitoria”. Dever cumprido. Entretanto, alguém pôs uma casca de banana propositalmente, para que ele escorregasse. Caiu, e ainda não se sabe a extensão das escoriações.
No momento mais melindroso da campanha, restando apenas nove dias para a eleição, um candidato não pode falar tudo que pensa sem antes refletir sobre os efeitos e consequências de suas palavras ou desabafos. Totalmente fora de contexto – talvez ainda sob os efeitos da ressaca de sua sabatina no dia anterior levada ao ar pela TV Globo – Lula partiu para atacar a emissora e seus dirigentes, por terem almoçado com o candidato Flávio Bolsonaro, antes de sua sabatina ontem 16/10/2026. Perdeu o controle e movido pela “ciumeira”, acusou a emissora de revanchismo por ter proibido as Betes no Brasil, ato que causou um grande prejuízo ao conglomerado de comunicação, que já havia celebrado contratos bilionários para patrocinar seus eventos esportivos. A ansiedade o impediu de esperar um mesmo convite, talvez antes do debate da Globo, no dia 23/10/2026.
Martelando mais pregos em seu caixão, o líder petista mentiu e se fez de vítima, alegando que a Globo não o perdoou por ter mandado prender o golpista Daniel Vorcaro (?). Então foi ele quem determinou a PF a enjaular o larápio? Insinuou que a família Marinho estava envolvida nos golpes de Daniel Vorcaro.
Esqueceu Lula que ele próprio recebeu o ex-banqueiro, fora da agenda em Palácio, acompanhado pelo ex-Ministro Ricardo Lewandowski, Guido Mantega; Rui Costa e o indicado para presidir o Banco Central, Gabriel Galípolo, ocasião que o aconselhou a não vender o banco a André Esteves. O problema seria resolvido após a saída de Roberto Campos Neto.
Lula não tem resistência para suportar vinte minutos diários de “porradas” no Jornal Nacional, durante cinco dias consecutivos. Gastos fora do orçamento, 370 bilhões em programas eleitoreiros, crise da saúde; queimadas na Amazônia; Lulinha, Careca do INSS, Roberta Luchsinger – lobista que ele disse não conhecer e a chamou de pilantra – na sabatina realizada antes do primeiro turno. Vorcaro, negociando um filme para Lula, pagando 30 milhões por fora, e o acerto com João Vaccari Neto – o eterno tesoureiro do PT da confiança de Lula – para captar 10 bilhões dos Fundos de Pensões da Caixa, BB, Correios; Petros, dentre outras Estatais.
Lula foi ingrato com o sistema Globo e emudeceu mais de uma dezena de jornalistas militantes, que diariamente douram a pílula do seu governo em dois horários exclusivos, só para endeusá-lo: Estúdio I e Central Globo News. Natuza Neri, Flávia Oliveira; Valdo Cruz; Miriam Leitão; Ana Flor; Gerson Camarotti, Otávio Guedes; Fernando Gabeira, com alguns contrapontos, para fugir um pouco do exagero, nas intervenções lúcidas de Merval Pereira e Malú Gaspar.
Se não existir um “infiltrado” colado no governo, incentivando-o ao erro, a única justificativa é a idade e um processo de demência, semelhante ao de Joe Biden.
Lula nunca brigou com a mídia. A cobertura da Globo na Operação Lava-Jato o levou a cadeia. Ele perdoou, ou respeitou o papel do jornalismo. Ao sair da prisão, todos se juntaram para derrubar Bolsonaro e levá-lo de volta à presidência. Montaram um consórcio com apoio até do Poder Judiciário.
Segundo um adágio popular, “o mundo gira, e às vezes capota”. Tímido e sem contatos com a grande mídia, Flávio Bolsonaro apostando em Deus e apegado à sua inabalável fé, receberá (indiretamente) de presente o apoio de todo o sistema que compõe a grande imprensa profissional.
A reação da Globo é inevitável. Sob pena de prevalecer as palavras de Lula que insere os “Marinhos” como oportunistas e trambiqueiros, sócios beneficiários do maior escândalo financeiro da história do país. Esqueceram de avisar a Lula que existem três atos sem volta: “a flecha desferida, a palavra proferida e a oportunidade perdida”. Nem um pedido formal de desculpas minimiza os efeitos nefastos das acusações de Lula. Tarde demais.










