NABOR WANDERLEY FOI TRAÍDO: NO MUNDO POLÍTICO NÃO EXISTEM MILAGRES NEM COINCIDÊNCIAS
Mário Puzzo, renomado escritor norte-americano, personagem que se tornou um dos mais brilhante roteirista de Hollywood (anos setenta), através da trilogia “O Poderoso Chefão” – obra inspirada nas histórias dos Mafiosos Frank Costello e Carlo Gambino – revelou um legado do submundo do crime, resumido numa frase comum, para justificar as traições (com mortes e extermínios) mancomunadas através de conspirações (entre eles mesmos) nas brigas pelo poder. “Não é nada pessoal, são apenas negócios”. Puzzo também registrou, que “Políticos, Polícia e Justiça”, disfarçadamente se acobertam, e andam todos juntos. Porém, não se misturam.
O companheiro Marcos Marinho, postou ontem uma matéria sobre a desconexão entre a Chapa de João Azevedo e seu parceiro Nabor Wanderley. Marinho estranhou o fatídico resultado da baixa performance da coordenação da campanha de Nabor na Rainha da Borborema, a cargo de Tertuliano e Renan Maracajá. Ouvimos de uma fonte do Republicanos, que a campanha de Nabor Wanderley – na história recente dos últimos pleitos na Paraíba – foi a única que nada faltou, e tudo sobrou. Não tinha piso, nem teto para os pedidos, bem acima da média de seus concorrentes. Todos foram atendidos, e com uma advertência: “se faltar, venha buscar, caro é a derrota”.
Como não existe crime perfeito, a curiosidade nos levou a analisar os números, sob outro prisma. Tudo ficou muito claro, ao recordarmos uma conversa com o veterano Wilson Santiago, quinze dias antes do dia “D”. Ao indagarmos sobre as probabilidades da eleição de Nabor, sem rodeios respondeu que seria o primeiro no Estado. Sertão, Cariri, Curimataú, Vale do Piancó e Brejo Paraibano, os “Tracking” conferiam vitória folgada de Nabor, puxando João. Mas, restava uma pendência: resolver Campina Grande (seu entorno) e João Pessoa. Nos dois maiores colégios eleitorais do Estado, em sua opinião (olhômetro), haviam muitos “Caciques” e poucos Índios.
A eleição de Veneziano Vital do Rêgo foi um pedido pessoal de Lula a João Azevedo, que sempre mendigou por sua atenção, e apostava na reeleição do presidente em primeiro turno. Prometeram-lhes um Ministério, preço da traição a Nabor. Em Campina Grande, João Azevedo obteve 119.584 votos, “colados” com Veneziano que superou sua maior votação de todos os tempos na Capital do Trabalho: 116.826 sufrágios. Estes números nunca apareceram em pesquisas, nem nos tracking dos núcleos coordenadores das campanhas. Achamos que nem o próprio Veneziano – no primeiro momento – não acreditou no resultado. Era impossível!
Nas últimas disputas majoritárias na “terrinha”, o Cabeludo em 2004/2008 atingiu pouco mais de 106 mil votos. Caiu para cerca de 56 mil, contra Romero Rodrigues em 2016. Em seguida (Senado 2018), chegou a 74.485, com a imprescindível ajuda de Ney Suassuna. Para o governo do Estado em 2022, foi o último colocado. Humilhado nas urnas, perdeu para Pedro Cunha Lima, Nilvan Ferreira e João Azevedo. Sua votação encolheu para 48.390 votos. Como explicar o milagre 2026? Nabor Wanderley, companheiro de João Azevedo, amargou 38.874, último colocado, perdendo para Major Fábio, a sua frente com 44.138. André Gadelha, companheiro de Veneziano, passou apenas de 10 mil votos. Cícero Lucena, o candidato a governador de Vené, esbarrou em 9.934 votos. Todos estão rindo, e debochando do “otário” Nabor. Deu “munição” a João, para eleger Veneziano. Pagou os dois lados, e os votos não apareceram nas urnas. Até o esperto Aguinaldo Ribeiro, foi enganado e vítima da rasteira. Jamais trairia seu amigo Hugo, nem permitiria sua irmã Daniella, ex-campeã de votos em Campina Grande, submeter-se a tamanho vexame.
No resultado de João Pessoa, apareceram as “digitais do crime”. João Azevedo recebeu 227.192 votos. Veneziano Vital do Rêgo, 148.913, perdendo apenas para Marcelo Queiroga, com 172.758. João provavelmente deixou para Nabor, 99.789. Estes votos são reinvidados pelo prefeito Léo Bezerra, e mais de 15 vereadores da Capital. Veneziano deixou para André Gadelha, apenas 14.444. Veneziano obteve mais de 64 mil votos de maioria, sobre o seu candidato a governador Cícero Lucena – que lhes deu um palanque – e ficou emperrado nos 80.502 votos, resultado inimaginável.
Toda conspiração é objeto de profundo estudo, cálculos meticulosos e riscos previsíveis. Não existem improvisos. Nonato Bandeira, tem como livro de cabeceira, a Arte da Guerra, do Chinês filósofo, estrategista e General Sun Tzu. Cuidou de criar o campo da batalha perfeito. Sun Tzu derrotou exércitos, sem um único ataque direto ou frontal.
Por que Daniella Ribeiro, não foi escolhida para primeira suplência de João Azevedo? Designaram-na para ficar ao lado de Nabor, tirando do palanque o prefeito Bruno Cunha Lima. Nonato, obcecado por enterrar politicamente Ricardo Coutinho, cobrou de Veneziano que o abandonasse. Ricardo votou e se empenhou em 2022 na campanha de Veneziano. Ana Cláudia, sua esposa, andava em Campina Grande pedindo votos para Jhonny Bezerra. Ambos foram derrotados, e ficou patente que a votação de Vené, não foi fruto de sua força política. Dos 116.826 votos obtidos em Campina Grande, só conseguiu transferir para sua esposa, Ana Cláudia, 8.233 sufrágios. Dos 974.550 em todo o Estado, Ana Cláudia não se elegeu. Ficou na lanterna com apenas 15.874.










