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Quando o Apito Vira Arma – Reflexões sobre Ego, Vingança e Poder Arbitrário

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A ideia para este artigo surgiu de uma conversa com o engenheiro e advogado Manuel Paiva, ocorrida hoje pela manhã no Café Aurora, na Praça da Bandeira, em Campina Grande. Entre goles de café e troca de ideias, falávamos sobre como algumas pessoas, ao ocuparem cargos de autoridade, perdem o senso de equilíbrio e agem movidas por emoções primitivas. O exemplo que veio à tona foi o de um juiz de futebol que, em vez de conduzir a partida com justiça, transforma o jogo em palco da sua vingança pessoal.

Quando o juiz deixa de apitar o jogo e passa a jogar contra
Imagine um árbitro que, ao se sentir desrespeitado por um jogador ou técnico, decide revidar não com cartões justos, mas com decisões absurdas, ignorando as regras do futebol. Ele expulsa jogadores sem motivo, marca pênaltis inexistentes, inverte faltas descaradamente — tudo para satisfazer seu desejo de punir. Nesse momento, ele deixa de ser árbitro e passa a ser algoz, mascarado de autoridade.

Mas o que se passa na mente de alguém que age assim?

Freud no campo: onde estão o id, o ego e o superego ? segundo mim ensinou hoje Manuel Paiva
Id negado, mas presente no subsolo
O id representa os desejos instintivos, como raiva e vingança. Neste caso, o juiz até tenta negar que está com raiva. Finge que está apenas “cumprindo o regulamento”. Mas sua vingança é o combustível oculto. Ele atua como se estivesse isento, mas age como um gladiador ferido.
Ego , que deveria equilibrar razão e impulso, não está operando. Ele não pondera, não busca a justiça do jogo. Em vez disso, é arrastado pela emoção mal disfarçada. O juiz perde o controle da realidade e passa a manipular o jogo como se o campo fosse seu quintal pessoal.

O superego , instância moral, que deveria lembrar o juiz de que ele representa a lei e a ética do esporte, é calado ou deformado. A noção de justiça é substituída por uma pseudojustiça subjetiva, baseada no orgulho ferido.

Diagnóstico do comportamento
O árbitro, nesse caso, não apita a regra do jogo — ele grita a sua frustração. Sua atuação revela:

Desejo inconsciente de se vingar travestido de autoridade;

Narcisismo inflado: precisa mostrar que “ninguém o desafia”;

Desvio de função: usa o poder como instrumento pessoal, não como serviço público.

A função de um juiz é aplicar a regra com equilíbrio, não com raiva. Quando o apito vira arma, o jogo perde o sentido. O campo vira tribunal de exceção, e o juiz, em vez de exemplo de justiça, vira símbolo de desvio.

Conclusão
Nossa conversa no Café Aurora foi mais que um bate-papo — foi um alerta. O mundo está cheio de “juízes” assim. E todos têm algo em comum: o ego frágil disfarçado de autoridade firme.

A justiça não pode ser refém de paixões pessoais. Um juiz que ignora o id, desliga o ego e silencia o superego, não está julgando — está se vingando.
escrito pelo apreciador de Futebol e torcedor do famoso Galo da Borborema- o Treze Futebol Clube, as 19:19 horas do dia 02 de agosto de 2025.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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