
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
PREVISÕES DE EFRAIM MORAIS SURPREENDEM: DISPUTARÁ O SEGUNDO TURNO CONTRA CÍCERO LUCENA
Publicado em 24 de abril de 2026O jornalista Padre Albeni, em meio ao círculo íntimo da família Morais – registro fotográfico acima – durante encontro realizado no último 22/04/2026, ouviu do pré-candidato a governador pelo PL, Efraim Filho, previsões ponderadas sobre a disputa em outubro próximo. Chegará ao segundo turno e disputará contra o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB). Não sabemos se ele pediu reserva ao Padre, mas quando o Padre nos relatou o episódio esqueceu de nos advertir sobre seu sigilo. Uma informação privilegiada desta ordem de grandeza não deixaríamos passar em branco.
Um forte aliado do senador Efraim Morais já havia nos enviado alguns resultados de pesquisas feitas para consumo interno, mostrando Cícero à frente, Efraim em segundo lugar e Lucas Ribeiro na última posição, distante de Efraim, considerando uma margem de erro de 2,5%. Não divulgamos porque não tinha registro no TRE-PB, e a legislação eleitoral proibe este tipo de publicação, considerado crime eleitoral.
Conversamos com alguns amigos do ramo, que também ficaram perplexos com a hipótese levando em consideração, principalmente, a escuridão midiática imposta ao Senador pelos principais veículos de comunicações, que compõem a tradicional mídia paraibana, alimentada de informações palacianas, sob controle da SECOM. A fatura está em dia, parentes continuam ocupando cargos comissionados. A Bíblia nos ensina: “onde estiver seu tesouro, ali também estará o teu coração”.
Após cinco décadas vividas no mundo político, aprendemos que numa disputa eleitoral nada é impossível. Todos têm chances, bastam serem candidatos.
Eleições são perdidas no dia da votação, vitórias de azarões – não identificados nas pesquisas como competitivos – tem deixado “profetas do acontecido” boquiabertos. Se Efraim Filho comentou ou confidenciou ao Padre Albeni suas chances de vitória, tem amostragens em mãos que lhes assegura estar bem na “Maratona”. Basta resistência e fôlego para a reta final – últimos metros – para cruzar a linha de chegada em 04/10/2026.
O efeito do dinheiro nas eleições é questionável. Em 2018, o povo pagou para votar em Jair Bolsonaro, fato inédito no país e que talvez nunca mais se repita.
Ricardo Rique não teria perdido seu mandato de deputado federal. Raimundo Lira teria retornado ao Senado em 1994, e Ney Suassuna não perderia para Cícero Lucena em 2006. Poder de caneta? José Maranhão em 2010 foi esmagado nas urnas por Ricardo Coutinho, “sem lenço nem documento”. Alguém talvez ainda lembre do episódio da TV Correio. Governador José Maranhão sendo entrevistado, chamaram o intervalo, mas o operador da mesa de controle deu um cochilo e imaginando que não estava no ar, um dos entrevistadores indagou: “governador! E esta candidatura de Ricardo Coutinho?” Maranhão riu com ironia e respondeu em seguida: “eu tenho até pena”. A campanha que a mídia da Capital desdenhava, afirmando que não cruzaria a ponte do Rio Sanhauá, levou José Maranhão a amargar a pior derrota de sua vida. Mais de 160 mil votos de maioria.
Em 2022, não vimos ninguém apostar na eleição de Efraim Filho para o Senado Federal. Como ele conseguiu este feito? Derrotar um líder da estatura de Ricardo Coutinho, que tinha humilhado nas urnas José Maranhão (2010), defenestrado da vida pública Cássio Cunha Lima, submetendo-o a duas derrotas (20141/2018), que havia se reelegido e elegeu seu sucessor João Azevedo no primeiro turno? Era um desafio de David, contra Golias. Como se não bastasse Ricardo, ainda tinha a máquina “azeitada” do Estado atropelando tudo que tinha pela frente, para eleger a candidata do governador, Pollyanna Dutra. Efraim suplantou os dois e sentou na cadeira de Senador.
Fonte: Da Redação
