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O susto da linha 444

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Confesso que tomei um susto daqueles pensando nos moradores do Jardim 40 quando li que a linha 444 seria suprimida da Enfermeira Maria de Lourdes, como inicialmente entendi. “Outra lapada no bairro”, cismei, lembrando de quando o acesso pela rua ficou limitado a quem vem do centro ou da Liberdade pela Almirante Barroso, após o fechamento do canteiro central da avenida, há cerca de 18 anos.

Concluídos os trabalhos, os veículos que vinham do Cruzeiro e bairros adjacentes – até mesmo os conduzidos por moradores das ruas por trás do atual Parque da Liberdade – ficaram impossibilitados de acessar a Enfermeira Maria de Lourdes pela lateral da Rainha do Cruzeiro. A opção era seguir pela Odon Bezerra e fazer um contorno retornando.

Eu mesmo, morando no Paulistano e tendo comércio no início da rua, vinha pela Rua Pedro Brasil e saia no beco da Casa do Pão, logo em seguida manobrava à esquerda e já estava no meu ponto. Com o fechamento, fiquei obrigado a seguir pela Odon Bezerra, contornar a Neco Belo e voltar pela Almirante Barroso, dobrando à direita ao lado da pracinha. Haja fôlego! Até para narrar esse trajeto…

A restrição à entrada do bairro foi um tiro certeiro no comércio local. A diminuição no fluxo de veículos na rua impactou nas vendas e todo comerciante sentiu a pancada. Foi o início da minha derrocada comercial, cujo desfecho aconteceu 11 anos depois, quando me convenci de que não dava mais.

À época, fizemos três reuniões com o pessoal da STTP. Na última, o superintendente Salomão Augusto sequer dignou-se a comparecer, mandando um representante. Nada foi feito. Mais tarde, na administração de Romero, abriram o canteiro em frente ao trailer de Gilsão, colocando um semáforo, e o acesso às ruas daquela área, do Paulistano e de Rosa Cruz melhorou um pouco. Mas o estrago já estava concretizado.

A notícia de que os ônibus da linha 444 não passariam mais pelo Jardim 40, como eu entendi nas leituras iniciais, me assustou. Se agora vai pela Rua Santa Rita, imaginei, toma o sentido Santa Rosa pela Rua do Sol e deixa os moradores do bairro sem opção de transporte coletivo.

Dias depois, falando com amigos de lá e vendo a entrevista da representante da STTP, fiquei certo de que os ônibus continuariam circulando pela rua onde morei 16 anos e comercializei 27.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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