Júnior Gurgel

Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.

O BRASIL PRÉ-CUBANIZADO A CAMINHO DO ISOLAMENTO

Publicado em 7 de agosto de 2026

A criação do Escudo das Américas pelos Estados Unidos, com 62 países signatários deste amplo e novo acordo, mesmo convidado, o Brasil não compareceu ao encontro inaugural, e posicionou-se ao lado de Cuba, Nicarágua; Coreia do Norte; Rússia e Irã. Porém, já não consegue esconder a existência da censura, presos políticos e liberdade de expressão controlada pelo Estado, através do STF. Réus são condenados por crime de opinião, brasileiros estão procurando e obtendo asilo em outros países, fugindo da perseguição da Justiça por contestarem o regime.

O Parlamento, legítimo representante do povo – atento aos seus anseios – votam leis, que são vetadas pelo poder executivo. Quando derrubadas pelo Congresso, o STF invalida sua aplicação, com decisões “monocráticas” de seus Ministros. Nada difere da ditadura “Teocrática” do Irã. Lá, é apenas um, aqui são onze Aiatolás, que interpretam as leis, segundo suas convicções e interesses corporativos e pessoais. Na Rússia todos os adversários de Putin são vítimas de acidentes. Na China, Xi-Jiping não tem data para renovar seu mandato. Em Cuba as eleições tem chapa única do Partido Comunista. Na Nicarágua o processo foi extinto. A Venezuela saiu da lista. Diariamente desembarcam centenas de militares norte-americanos, ocupando espaços estratégicos, para garantirem as eleições livres de 2027. Quatro bases militares estão sendo projetadas para serem construídas em torno da Amazônia Azul. O objetivo é desbaratar o grande crime transnacional. Narcotráfico; contrabando de madeiras nobres; extração de ouro e pedras preciosas; minerais raros como o grafeno, uma das maiores descobertas da última década, cuja maior reserva é o Brasil.

O velho discurso da “Soberania” anti-imperialista, exumado pelo senil Celso Amorim – viúva da antiga Moscou antes da queda do Muro de Berlim – encontrou eco no mitomaníaco Lula da Silva, que se sentiu perdido após as eleições de 2022, e até hoje não sabe como foi descondenado e eleito. Tudo que ele queria era sair da cadeia. Jamais imaginou ser candidato, muito menos vencer. O pleito não foi realizado com transparência. Hoje já se sabe, através da CIA, que foi um golpe.

Sem programa de governo, nem saber o que fazer, Lula aceitou interpretar o papel que lhes impôs o STF, No campo político retroagiu ao distante 2002. A única alternativa para enfrentar sua impopularidade, foi interpretar o papel de líder itinerante, viajando mundo afora, pregando uma nova ordem econômica mundial, batendo de frente contra os Estados Unidos e se mantendo distante do Brasil por quase três anos. Em solo guarani, onde chegava era vaiado. Seus encontros eram fechados, desde a campanha. Teme ambientes públicos e abertos. Seu partido não se renovou. Sem alternativas, teve que procurar os ancestrais companheiros da corrupção – indultados pela ex-presidente Dilma Rousseff, protagonistas do Mensalão, CPI dos Bingos, Correios; Petrolão e tantos outros escândalos, como o pouco divulgado, a Caixa Preta do BNDES – comandada pelos campeões, como JBS frequentador do Palácio do Planalto.

Pregou a desdolarização da ecomimia global, bajulando a China; em todas as posses e sepultamentos dos terroristas Iranianos, teve um representante brasileiro em Teerã; acusou Israel de praticar genocídio, e em troca recebeu o título de “persona non grata” em solo Judeu. O único presidente do Brasil, a sofrer a maior desfeita diplomática em toda a história da nossa diplomacia.

O cerco ao Narcotráfico está se fechando. Impiedosos criminosos estão correndo da Venezuela, Bolívia; Colômbia; Chile; Peru; Equador, Argentina, Paraguai… Onde estão se homiziando? No Brasil. Estamos vendo repetir a decisão do Ministro Edson Fachin, quando proibiu a Polícia de subir e prender traficantes nos morros Cariocas. Todos os líderes estaduais do crime organizado, se instalaram no Rio. De lá, comandavam suas operações.

Operações conjuntas com os Estados Unidos e todos os países que compõem o Escudo das Américas, virão ao Brasil para prenderem a bandidagem. E como deixou claro ontem o Ministro da Defesa José Múcio Monteiro, “é melhor abrir a porteira. O país não tem equipamentos (armas), munição, contingente e nem dinheiro, para sustentar um dia de guerra”.