Lendo Helder Moura – Política na Paraíba em 2026: è onda ou é Partícula
Na política, como já disse em outra ocasião, as vagas não estão “abertas” como se pensa. Elas estão, na prática, previamente asseguradas aos que já detêm poder — seja por mandatos, estrutura partidária, visibilidade na mídia ou acesso ao fundo bilionário que movimenta campanhas.
Quem está fora do círculo de poder, raramente entra. A regra é simples: quem tem estrutura, emenda impositiva, cargos e tempo de TV, domina o jogo. É como diz Helder Moura, citando uma máxima da física clássica : “dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo.” Na política, isso é quase uma lei da gravidade — se alguém entrar, outro vai ter que sair.
Mas… e se entrarmos no mundo da física quântica?
A física moderna, especialmente a quântica, nos apresenta um paradoxo interessante: a dualidade onda-partícula. Uma partícula pode se comportar como uma onda — e vice-versa. Traduzindo isso para o universo político: um pré-candidato pode ser “partícula”, com base concreta e votos garantidos, ou pode ser apenas “onda”, espalhada, difusa, sem densidade eleitoral real.
Ou seja, nem todo nome é viável — ainda que pareça promissor. O que falta a muitos é o que Helder chama de “viabilidade eleitoral”. Isso não é só estar na chapa, mas ter densidade, enraizamento, reconhecimento e lastro político.
O dilema de 2026 na Paraíba
O esquema do governador, como bem apontado, enfrenta um problema : mais candidatos do que vagas. Mas em política assim como não se faz omelete sem quebrar ovos. Em algum momento, o grupo vai ter que escolher: ou acomoda, ou corta. E quem for “onda demais” e “partícula de menos”, provavelmente, será descartado.
A dúvida que fica é: os que sobrarem na curva, continuam no barco ou viram dissidência? Porque se não ocupam espaço político agora, vão buscar um outro — ou tentar provocar interferência na onda dominante. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 05:36 horas do dia 24 de Junho de 2025, dia de São João.











