HUGO MOTTA NEGOCIOU APOIO IRRESTRITO AO GOVERNO EM TROCA DA VAGA DE AROLDO CEDRAZ NO TCU
Nada acontece por acaso, sonhos custam caros e para realizá-los (no mundo político) o idealista tem que pagar um alto preço por sua altiva ambição – no leilão da disputa – oferecendo o maior lance, a melhor oferta. A mudança repentina do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, vem causando perplexidade, espanto e desconforto entre seus pares – pertencentes a todas as legendas – que o sufragaram com 444 votos, posicionando-o como o segundo presidente mais votado da história da câmara, perdendo apenas para Arthur Lira e sua estonteante “aclamação” por 464, dos 513 deputados votantes. Usando um adágio popular nordestino/sertanejo, a mudança brusca de Hugo “é de vaca desconhecer bezerro”.
Obstinado em chegar ao comando da Mesa Diretora do Plenário Ulisses Guimarães, Motta contou com a desistência e o apoio incondicional do presidente de sua legenda (Republicanos) Marcos Pereira, vice de Arthur Lira, candidato natural do bloco eclético, que luta para fortalecer o Parlamento e recuperar seu prestígio junto à população, correspondendo às expectativas do eleitor, como seus legítimos representantes. Ao deputado federal Wilson Santiago – patrono da candidatura de Hugo Motta – coube a missão de abordar e conquistar o apoio do ríspido e retraído Marcos Pereira. Desconhece-se o argumento usado por Santiago. Porém, Marcos Pereira anunciou sua decisão com alegria e serenidade. Impôs o nome de Motta.
Arthur Lira, para apoiar Motta, exigiu empenho do seu sucessor na indicação para o TCU, na vaga de Aroldo Cedraz, que alcança a compulsória em seis meses (fevereiro de 2026). Concorrem contra Lira, Danilo Fortes e Elmar Nascimento (União Brasil); Pedro Paulo e Hugo Leal (PSD); Hélio Lopes e Roberta Paloma (PL); Odair Cunha (PT). No concorrido jantar em homenagem a Edinho Silva – novo presidente do PT – a jornalista Tainá Falcão (CNN Brasil), conversava com a ministra Gleisi Hoffmann quando chegou Odair Cunha, indagando se o futuro Ministro do TCU já havia chegado ao ambiente. Tainá prontamente perguntou se era algum da relação dos cotados mencionados. “Não, é o presidente da Câmara Hugo Motta”. Em seu comentário, a jornalista citou o gesto de descontentamento de Gleisi, pelo segredo “vazado” por Odair.
Até fevereiro de 2026, nenhuma pauta que venha atender os interesses do centrão, da direita, e da maioria do próprio Parlamento, não será levada a plenário. A Câmara só apreciará matérias de interesse do Palácio do Planalto. A semana que se encerra hoje (30/08/2025), teve seu início (25/08/2025) bastante promissor. A vitória da CPMI do INSS deixou o Congresso eufórico, para conseguir com uma única cajadada eliminar três coelhos. PEC que extingue o Foro Privilegiado; PEC que impede STF de processar ou prender deputados, sem autorização do Parlamento, culminando com a pacificadora PEC da Anistia.
Após assegurar a vaga de Hugo Motta no TCU, Lula, Gleisy e Rui Costa quebraram o protocolo e o respeito institucional. Hugo é “chamado” para ir ao Palácio da Alvorada dar satisfações. No sábado, logo após a derrota da CPMI do INSS, Hugo foi chamado. Após ouvir um “esporro” de Lula, ficou pactuado que “a partir daquele dia, nada seria pautado sem antes conversar com Lula, Gleisy e Rui. Cabisbaixo, Motta entendeu o recado e, submisso, ainda quis se desculpar. Sua vaga no TCU vale qualquer sacrifício. Se o “foguete” de Efraim não tem marcha ré, Motta aprendeu a dar “cavalo de pau”.
O deputado Sóstenes Cavalcanti, na segunda-feira (25/08/2025) pela manhã, foi cercado pela mídia e garantiu que a PEC do fim do Foro Privilegiado seria votada em dois turnos naquele dia. Antes, Hugo convocou o “Colégio de Líderes”. O ministro Flávio Dino tinha puxado o “freio de mão” das emendas”. Trancados durante todo o dia, Sóstenes – final da tarde e início da noite – com cara de choro não soube explicar o que ocorreu na reunião. Apenas, lastimou a falta de compromisso de Motta com os partidos e o País. Deveria ter aberto o jogo. Gleisy foi clara. Para abortar a pauta, a liberação de 100 milhões de emendas aos líderes que obstruíssem. Sóstenes foi o único a não topar. As PEC não foram, e nem serão votadas. Na próxima postagem, a nova missão de Hugo, e seu fortalecimento junto ao governo e STF.











