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Brasil

Homem mais alto do Brasil amputa segunda perna mas sonha em voltar a jogar vôlei

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Joelison Fernandes da Silva, o ‘Ninão’, 40 anos de idade, a pessoa mais alta do Brasil e que está passando por um novo desafio na vida, foi motivo de reportagem esta semana no UOL. Ele precisou ter a perna esquerda amputada em cirurgia no Hospital de Clínicas de Campina Grande (PB) no último dia 17, procedimento que veio quatro anos após ter retirado a parte direita.

Homem mais alto do Brasil amputa a segunda perna: 'Vou superar mais essa  barreira'

Ninão tem 2,37 metros e, pelo tamanho, sofre com pé de Charcot, uma condição grave que afeta os ossos e articulações de pés e tornozelos causada principalmente pela neuropatia diabética. O problema tem relação direta com o seu crescimento e levou à perda de sensibilidade do pé, o que leva a fraturas e destruição óssea sem que a pessoa perceba.

– “Uma infecção de partes moles do corpo não tratada adequadamente pode evoluir para uma infecção no osso, e foi o que ocasionou a situação do nosso Ninão”, explica Alisson Mendes, coordenador médico do Hospital das Clínicas.

Paraibano Ninão, o homem mais alto do Brasil, treina com Seleção de Vôlei  Sentado após amputar

Joelison terá de voltar ao hospital para retirar os pontos na próxima semana e, a partir de então, terá apenas acompanhamento ambulatorial.

HISTÓRICO

A história de Ninão é de desafios desde sua adolescência, quando foi diagnosticado com gigantismo. Aos 14 anos ele já tinha 1,95 metro e precisou tomar remédio para retardar o ritmo de crescimento.

– “Quando o médico foi amputar a perna direita, falou para ter cuidado com a esquerda porque ela tinha o mesmo problema, a osteomielite, porém ela estava ‘dormindo’ quietinha”, explica o médico.

Ninão conta que há três meses voltou a sofrer com grandes úlceras que tomaram conta do pé, repetindo os sintomas que ocorreram anos atrás e resultou na primeira amputação.

– “Como eu já tinha sido diagnosticado há quatro anos, já sabia o que estava acontecendo. Muita gente ficou dizendo: ‘vamos tratar que vai dar certo’, mas eu disse que infelizmente não teria como retroceder nem recuperar esse osso porque ele estava todo infectado”, revela o gigante.

Ele ainda ficou fazendo curativos paliativos no posto de saúde por alguns dias, mas percebeu que a situação foi se agravando. “Eu sabia que a infecção poderia subir e ter que cortar mais de cima e decidi procurar logo o Hospital das Clínicas”, relata.

Quando Ninão chegou no hospital, no começo deste mês de outubro, já apresentava sinais de necrose e comprometimento do tecido. “Após avaliação do cirurgião vascular decidimos fazer para eu ter uma qualidade de vida melhor. A vida de um amputado, de um deficiente, não é fácil. Mas estou sem dor e não estar indo a hospitais é uma vitória”, diz conformado.

Ele diz que agora tem como objetivo arrecadar valores para comprar uma cadeira de rodas motorizada e uma prótese para a perna esquerda — ele já tem da direita que conseguiu também por doação. Hoje, ele recebe aposentadoria do INSS de um salário mínimo apenas.

Quem quiser ajudar Ninão, pode fazer doação via pix para a conta dele pela chave: 83998965901.

– “De agora em diante vai ser um pouco mais difícil. Eu tinha só uma perna e já era difícil, agora sem as duas? Mas vou seguir em frente”, diz confiante.

VOLTAR AO VÔLEI

Ninão também pretende voltar com uma de suas paixões: o vôlei sentado. Entre 2022 e 2024 ele esteve na seleção brasileira da modalidade e também jogou pelo Clube Atlético Paulistano, onde foi vice-campeão no Campeonato Paulista da modalidade.

– “Infelizmente eu tive de sair do vôlei por motivos de doença no ano passado; mas penso em voltar, se Deus quiser”, diz.

Fonte: Da Redação (Com UOL)

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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