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FALTA UNIÃO NA OPOSIÇÃO

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Nos últimos 20 dias o governo Lula III vive momentos de aflição, agonizando na tentativa de escapar, se debatendo num desespero convulsivo, só comparável a via-crúcis dos momentos finais do Dilma II, período antecedente ao impeachment. O escândalo do INSS, seguido de um aumento de impostos – reduzindo o poder de compra da população – atingiu em cheio o setor produtivo, provocando estragos irreparáveis na popularidade do presidente, atingindo o PT e partidos aliados.

Como timoneiro de um barco à deriva, com leme danificado e sem bússola – castigado por tempestades ininterruptas – Lula não sabe se chegará em terra firme, ou se seu batel se arrebentará num rochedo. Atacado em todas as frentes pelas redes sociais, o governo petista sofre um massacre impiedoso, e não encontra meios de sair de um “bolsão” de isolamento. Sem tropas para sustentar o combate (debate) no Congresso, nos cochichos conspiratórios começa a surgir uma nova palavra de ordem. Bater em retirada. Deserção em massa, implicará na perda total da governabilidade. Mas, como se livrar de Lula?

Atabalhoada, a oposição continua claudicando e dispersa, perdendo oportunidade ímpar de aprofundar a crise do governo, ampliando a corrosão que destrói as estruturas das esquerdas.

Nunca foi tão oportuna a realização de uma pesquisa, aferindo a popularidade do presidente. Todas as siglas da direita dispõem de fundos partidários, dinheiro suficiente para realizar amostragens, através dos principais institutos de pesquisas. Talvez sequer disponham de “ensaios” amadores, com dados e índices para consumo interno, orientando o tipo de “munição” recomendável para a ofensiva. A carência de um comandante, ou uma coordenação suprapartidária, é um erro primário dos líderes das principais legendas conservadoras, que egoisticamente agem em blocos separados, muito embora convergentes no mesmo propósito.

As grandes mudanças políticas do Brasil só ocorreram com união e criação de “Frentes Amplas”.

Lula submergiu, emudeceu, e na ausência de anunciar “boas novas”, permanece mergulhado no mais profundo silêncio. Chegou da China calado, e permanece mudo. Seu “marqueteiro” entrou no governo com a missão de encontrar uma saída para recuperar o prestígio da gestão. Terminou se perdendo no labirinto do Palácio do Planalto, hoje visto como “mesa de pouco pão”, onde todos gritam e ninguém tem razão. Na procura de culpados pelo fiasco da gestão, já trocaram onze Ministros. Fato que passou despercebido pelo pela população, por desconhecer completamente a maioria destes nomes, função e respectivas ações. O povo talvez identifique meia dúzia, dentre os trinta e oito gestores das mais diversas pastas, criadas no improviso anacrônico para acomodar e atender o superado “peleguismo” sindical. Restam apenas 16 meses para as eleições, e se não ocorreram mudanças milagrosas a popularidade de Lula em 2026 se nivelará a de Sarney, Dilma e Michel Temer, no apagar das luzes de seus mandatos.

Em sua última aparição pública – Marcha dos Prefeitos – Lula foi vaiado de forma humilhante, levando-o a desistir de fazer sua costumeira preleção quimérica, sobre sonhos não materializados. Acuado, observando o declínio “progressista” em todo o mundo, de prateleiras vazias, não tem mais nada para vender. O seu principal Ministro, Fernando Haddad, caiu em desgraça, perdendo a credibilidade do “mercado”, bancos e classe política. As contas não fecham, e o risco de não cumprir as metas do “Arcabouço Fiscal” no exercício de 2025 já são visíveis. As consequências? O país quebra. Instala-se uma longa recessão – falências e desemprego – que traz a reboque a ausência do crédito, paralisando setores empreendedores.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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