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COMO CHEGAREMOS A 2025?

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A prisão do general Braga Neto hoje (sábado 14/12/2024), embasada numa narrativa fantasiosa absurda e atemporal sobre um plano de “golpe do golpe”, é mais um ato de força do ministro Alexandre de Moraes criando nova “cortina de fumaça”, desviando o foco da mídia – ora varrendo com sensacionalismo para debaixo do tapete – a crise institucional e a perda da governabilidade do governo Lula da Silva, versão III.

Nos deixa perplexo, o modo como estão conduzindo um fato pretérito, superado, sem nenhuma ameaça no presente às instituições democráticas em pleno funcionamento no país, e só ameaçadas quando entra em cena o “Ativismo Judiciário”.

Se for para julgar o passado, que se comece revisando o Mensalão, Petrolão, Anões do Orçamento ou até mesmo Dilma Rousseff, que pegou em armas, seu grupo matou pessoas, assaltou bancos e queria tomar o poder através de uma guerra civil, usando a guerrilha. Um ser humano esquecido pela história, ex-presidente Figueiredo, anistiou todos. O jornalista Fernando Gabeira, Zé Dirceu, Aluízio Nunes, Aldo Rebelo… Dentre tantos outros que lutaram para implantar no país a Ditadura do Proletariado.

Esta gente nunca discutiu, nem defendeu a democracia. O objetivo era tomar o poder, como bem enfatizou o saudoso Eduardo Jorge, fundador do PV, num debate frente a frente com Dilma Rousseff. Doutrina que permanece viva, expressada após a vitória de Bolsonaro, por Zé Dirceu: “perdemos uma eleição, mas tomaremos o poder”.

Ironicamente, estes antidemocratas chegaram ao poder. Passaram 16 anos nomeando sob critérios ideológicos, Ministros das Cortes Superiores de Justiça (STJ, STF, STM e TST), Desembargadores Federais, Procuradores Geral da República… Aparelharam a Polícia Federal – que ultimamente deixou de ser um órgão comandado pelo Ministério da Justiça e tornou-se um braço policial do STF. Qual a democracia do mundo onde a Suprema Corte tem um aparato policial? Nem nas ditaduras como China, Irã, Coreia do Norte, Nicarágua ou Rússia. A exceção no planeta, é só o Brasil e a Venezuela.

Fatos marcantes nos últimos dias nos levam a fazer uma analogia: o país é um caminhão sem freios, descendo uma serra com curvas sinuosas. Só Deus nos livrará de um tombo, despencando num abismo abaixo. Comecemos pelo ministro Flávio Dino, irresponsavelmente sabatinado e aprovado pelo Senado Federal. Invadiu a Constituição, interrompendo o pagamento das emendas parlamentares. Rasgou a Lei. Em seguida, um Decreto Presidencial, referendado por unanimidade pelo Congresso Nacional, não satisfez as exigências do vaidoso ministro. Mas, atendendo uma simples “Portaria”, o Ministério da Fazenda começou a liberar. Num país onde “Portarias” tem mais força que Leis Constitucionais, constata-se a existência de uma anomalia institucional. E o mais grave: quem assinou a portaria? O presidente estava cirurgiado na UTI.

No encontro de governadores para tratar do projeto de segurança e combate ao narcotráfico, Ronaldo Caiado mostrou a relação de 54 traficantes escondidos nos morros do Rio de Janeiro, protegidos por uma decisão do ministro Edson Fachin. Estão sendo monitorados pela PM de Goiás, que conseguiu prender dois que desceram o morro. Da região Norte, são 86. Faltam os do Nordeste, Sul, Sudeste… Um paraíso do crime organizado, protegido pela Justiça, deixando a população exposta a seus atos bárbaros. Crimes hediondos, assaltos, roubos, estupros…

A médica capitã da Marinha, Gisele Mendes de Souza e Mello, numa solenidade na sede do Comando da Instituição Militar, foi atingida na cabeça por uma bala perdida e faleceu instantaneamente. Dia seguinte, a Marinha pôs seus tanques em frente à favela de onde partiu o tiro. As tropas subiram o morro, chegaram à casa de onde partiu o disparo. Não esperaram pelas Polícias Civil e Militar, porque sabiam que ninguém desobedeceria o ministro Fachin. A grande mídia, comprometida, não divulgou os fatos. Já identificaram os bandidos e prenderam. Chamaram a perícia apenas para identificar a arma, e quem a usou.

A prisão de Braga Neto veio para abafar o estado de saúde de Lula, o desrespeito constitucional em não permitirem o vice-presidente assumir, o Congresso congelado, sem votar a LDO e o Orçamento Geral… Uma verdadeira balbúrdia provocada pelo STF. Como iniciar 2025 sem sequer fixarem o salário mínimo? Isto nunca aconteceu na história do país.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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