DEBATES NA TV: A GRANDE MÍDIA CRITICA MODELO E COBRA PROPOSTAS DOS CANDIDATOS
Hoje 23/10/2026) a Rede Globo de Televisão exibirá ao vivo o último (de apenas dois) debate entre os candidatos a presidente, durante todo o período eleitoral. As probabilidades de troca de votos, dos 94% do eleitorado já decididos, é algo absolutamente impossível. Um bolsonarista trocar seu verde-amarelo pelo vermelhão das esquerdas? Petista doutrinado e radical, mudar de opinião em apenas 02:00hs de uma refrega?
No primeiro debate realizado pela BAND TV a velha mídia tradicional criticou o modelo, nivelando por baixo o desempenho dos candidatos, e acrescentou a falta de propostas dos postulantes. Atitude que deixou todos perplexos. Trata-se de ignorância, hipocrisia ou manipulação?
Os envolvidos no embate defendem pautas que nortearam seus programas de governo, registrados no TSE, postados nos seus respectivos sites e disponibilizados na internet; temas que foram questionados detalhadamente nas sabatinas realizadas por todas as emissoras do Rádio e da TV; dezenas de Podcast’s de grande audiência; ideias “marteladas” na propaganda gratuita e obrigatória, com inserções diárias em toda a programação de milhares emissoras de Rádio (comercial e comunitárias), serviço concessionário do governo, nos últimos quarenta e cinco dias.
Cortes precisos, minimizando o tempo de visualização dos ansiosos usuário das redes sociais, Instagram, “X”; Facebook; pulverizados nos grupos do WhatsApp, anteciparam as preferências dos eleitores. O enfrentamento dos dois principais candidatos, escolhidos para disputarem o segundo turno, representa o oposto do esperado pela “velha mídia”. Diferente dos Estados Unidos, onde a atividade política partidária é constante e não tem período específico ou regras proibitivas estabelecidas por uma Justiça Eleitoral, as candidaturas, no berço da democracia ocidental, crescem e consolidam-se a partir dos debates.
Existem as eleições primárias, ocasião em que cada partido, através dos debates, escolhem seus candidatos. Donald Trump em 2016 teve que vencer oito concorrentes em sua legenda para tornar-se candidato. Em cada Estado, um debate com todos os concorrentes, seguido da escolha pela maioria. Quem vence nos debates consolida sua candidatura. Neste interregno, vários comícios são realizados, tendo como alvo principal motivar o eleitor e criar uma militância. Só após a escolha dos dois candidatos – muito embora exista a prerrogativa de candidaturas avulsas e dezenas de outros partidos como o Independente – a disputa se restringe entre Democratas e Republicanos.
No Brasil, pretendentes a candidato são “acorrentados” a uma legislação casuística e absorta. Passam a ser alvos de fiscalizações, como se fossem criminosos. Atropelando a vontade popular, literalmente desprezada, as regras improvisadas são ditadas por “togados” não eleitos. A hipocrisia é aberrante. Com campanha nas ruas, postulantes “rotulados” como pré-candidatos. Proibidos de pedir votos (?). Entre as convenções partidárias e o dia da eleição, são apenas 60 dias. Se este tipo de conduta imposta pelo TSE existisse nos Estados Unidos, Jimmy Carter; Bill Clinton; Ronald Reagan; George Bush (pai) Barack Obama e Donald Trump, jamais teriam sido eleitos presidentes.
No debate da BAND TV selecionaram aleatoriamente eleitores de Lula, Flávio, indecisos, nulos e brancos, para acompanharem e interagirem permanentemente com uma equipe de 30 jornalistas. Não ocorreu nenhuma mudança. Principalmente nos indecisos, nulos e brancos, que permaneceram em suas posições. O que de fato mudou no debate? Nada.
Hoje na Globo veremos o mesmo comportamento da “Torcida Organizada” do futebol. Que não vão ao campo para ver o jogo. Armados de porretes, soco inglês, pedras e outros objetos, a motivação é brigar, antes e depois da partida, independente do resultado do confronto das equipes.











