RADICALISMO INSANO
Alguns “blogueiros” paraibanos, internautas itinerantes na busca permanente de baterem metas, atingindo no mínimo quatro mil acessos mês para continuarem credenciados junto às Agências de Publicidades que distribuem a propaganda governamental, enveredam perigosamente pela precária via do sensacionalismo, paradoxalmente, caminho mais curto para alcançarem a descredibilidade.
Na última quarta-feira (17/01/2024) meia dúzia de blogueiros do jornalismo claudicante, maculados pela inverdade, de forma insensata e espalhafatosa abriram manchetes contra o presidente da FIEPB, Buega Gadelha. Título e conteúdo confuso, foram o mesmo: “Buega amarga mais uma derrota na Justiça”, (?) Fake News.
O tumultuado processo que ocorreu na sua reeleição, e a insatisfação da chapa derrotada, levou seus integrantes a “judicializarem” em diversas ocasiões – litigando de má fé – a legitimidade da elegibilidade de Buega Gadelha. Ações procrastinatórias, liminares precárias, culminaram em diversas decisões colegiadas do TRT-PB. Buega não perdeu nenhuma destas ações.
Infelizmente, um dos “blogueiros” do Tribunal das Fake News, “monocraticamente” lhes impôs uma condenação. É cômico se não fosse trágico – por se tratar de tema tão sensível para a Instituição e a sociedade – o inconfundível nível de desinformação praticado, senão por ignorância, por pura maldade de alguém que não tem compromisso com a verdade, como recomenda o bom jornalismo. Buega Gadelha até hoje (19/01/2024) não foi condenado por quaisquer das instâncias, das mais diversas Justiças (Comum ou Estadual, Federal ou do Trabalho).
A proclamada derrota de Buega trata-se de uma sentença da Juíza do Trabalho Adriana Lemes Maracajá Coutinho, datada de 16/01/2024, onde determina que o ex-conselheiro fiscal Edson do Ó Filho tenha acesso às contas de 2021, já devidamente aprovadas. O setor Jurídico da FIEPB deverá notificar a Magistrada, que este pleito remete ao mandato anterior de Buega, encerrado em 24/09/2023. E que Edson do Ó Filho não compõe mais o Conselho Fiscal da FIEPB.
Misturando “alhos com bugalhos” o autor da matéria “requentou” uma velha notícia, e fez alusão a uma denúncia acatada pela Procuradora do MPT, Marcela de Almeida Maia Asfora – no texto mal elaborado mudaram o sobrenome para “Mais” Asfora – referente ao placar da aprovação das contas de 2021, por 14 x 11, favorável a Buega. Os presidentes dos Sindicatos demandantes do contencioso alegam que dois Conselheiros estavam impedidos de votarem. A defesa deve ter sido feita à luz do estatuto da entidade. Ainda não existe sentença sobre este processo.
Como após o combate, entre mortos e feridos escaparam todos, seria prudente doravante iniciar-se um período civilizado de trégua, em nome do bem maior que é a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba. Buega foi eleito num pleito conduzido pela Justiça do Trabalho. Foi empossado, e seu mandato vai até 2027. Já assumiu a Diretoria na CNI, participou ativamente dos debates sobre a Reforma Tributária, defendendo o setor industrial, sobretudo o da Paraíba; SESI e SENAI ocupam espaços na mídia, mostrando diariamente suas conquistas, como referências nacionais… Até quando o “cachorro vai correr contra seu próprio rabo”? É chegado o momento de estabelecer-se uma distensão e amainar este radicalismo insano.
Sem revanchismo, despido de mágoas e rancores, Buega Gadelha nunca atacou, nem desqualifica seus adversários. Democraticamente os derrotou, contando com a maioria dos presidentes dos 26 sindicatos que compõem a FIEPB, atestando mais uma vez, que confiança não se transfere, se conquista.











