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AS ELEIÇÕES PLEBISCITÁRIAS DE OUTUBRO

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O eleitor irá às urnas em outubro próximo não para escolher o novo presidente do Brasil, mas para de modo “plebiscitário” decidir sobre a continuidade do modelo de gestão do governo Lula III, conhecido e inalterado desde 2002. As pesquisas de opinião pública – independentemente de seus métodos próprios adotados por inúmeros institutos – se nivelam por unanimidade na revelação de um índice fundamental e indispensável que permita uma leitura lógica. Um quesito, que inversamente é apresentado em último lugar, quando deveria ser o primeiro: “avaliação geral do governo”.

O presidente Lula (candidato à reeleição), desde 2024 não consegue avançar sobre a barreira de contenção de sua desaprovação, orbitando em torno de 33% (dentro da margem de erro). A pergunta é simples, e a resposta é direta: Como você avalia o governo do presidente Lula? O entrevistado responde “ótimo” ou “bom”, “ruim” ou “péssimo”. Entretanto, para atender ao cliente que o contratou, inserem no questionário a janela de escape do “regular”, eleitor neutro que não quer opinar.

Restando apenas 139 dias para o primeiro turno, Lula é aprovado por apenas 1/3 da população brasileira, que concorda com sua continuidade no Palácio do Planalto. Índice raquítico – estatisticamente impossível de torná-lo competitivo – mesmo tendo sua imagem alavancada pela grande mídia nacional (moribunda) vivendo os estertores de sua credibilidade, antes norteada pela imparcialidade. Os “analistas” políticos, despidos de preparo para comentarem números destas amostragens, comportam-se como militantes, esquecendo que o público os respeitam como formadores de opinião.

As lambanças produzidas pelos institutos de pesquisas, absurdas, contraditórias e ininteligíveis, não conseguem explicar, por exemplo, qual o milagre da multiplicação de 1/3 da população que vota em Lula se transformar em 45% num eventual segundo turno. Sua desaprovação já alcançou 49%, e quando indagaram (há seis meses) se ele deveria concorrer mais uma vez, 56%, 59%, até 62% da população foi contra.

O mais estranho nessas misteriosas metodologias são os números acima de 50% que nem querem Lula, nem Flávio Bolsonaro. Desejam o fim da polarização (?). E por que não escolhem Romeu Zema, Ronaldo Caiado; Aldo Tinoco; Renan Santos; Ciro Gomes, e o mais recente, ex-ministro do STF Joaquim Barbosa? Nomes fora das “bolhas” (esquerda x direita) que não conseguem pontuar acima de 5% na preferência do eleitorado. Quem está mentindo? O povo, ou os institutos de pesquisas?

Levou muito tempo para a população perceber que as “pesquisas” fazem parte das ferramentas de campanhas, usadas por partidos e candidatos na tentativa de consolidar um nome como alternativa inarredável. Se nenhum dos atuais pré-candidatos – exceto Lula e Flávio Bolsonaro – não pontuam além de 5% quando são projetados, por que num eventual segundo turno contra Lula, Zema, Caiado e Ciro empatam tecnicamente? Flávio Bolsonaro – na última do Datafolha – numericamente: 45% x 45%. Onde estão as projeções entre Flávio Bolsonaro e os demais candidatos, sem o nome de Lula? A manobra é clara. Incutir no inconsciente do eleitor que Lula já tem lugar garantido no segundo turno, mesmo com 1/3 das intenções de votos.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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