Livro inédito de Marcos Marinho sobre a Campina Grande que “pulsa e se reinventa” já está disponível nas plataformas digitais
Já está à venda nas principais plataformas da internet (Amazon, Magalu, Americanas, Estante Livre e outras) o livro CAMPINA GRANDE, A CIDADE QUE PULSA, do jornalista campinense Marcos Marinho.
Primeira obra do autor, o livro oferece muito mais que datas e fatos. Ele revela como uma cidade do interior paraibano conseguiu se reinventar várias vezes, mantendo sua identidade enquanto abraçava o futuro.
Se você quer entender Campina Grande, seus homens e mulheres, suas festas que atraem multidões, seus hospitais que curam, suas fábricas que empregam, e o espirito comercial que nunca dormiu, encontrará nesse livro a resposta. É uma leitura essencial para quem ama a cidade ou deseja compreender como cidades brasileiras realmente crescem.

O livro de Marinho mostra que a Borborema não se impôs como barreira, mas como convite aos que buscavam o movimento. “O relevo elevado, com seus planaltos que guardam o ar fresco acima da quentura do sertão baixo, tornou-se o destino lógico para as caravanas que carregavam a subsistência colonial. Ali, onde as trilhas indígenas encontravam os caminhos abertos pela exploração dos recursos, formou-se um ponto de inflexão geográfico. Os tropeiros, homens de lombo de besta e paciência de pedra, foram os arquitetos invisíveis dessa malha logística que viria a definir a existência de uma cidade. Eles não buscavam construir um centro urbano no início, mas apenas um lugar de respiro, onde o gado pudesse pastar em segurança e as provisões pudessem ser reordenadas antes de seguir para o litoral ou para o interior profundo”, conta o autor.
Ainda segundo MM, essa necessidade de parada transformou a topografia da serra em um tabuleiro de conveniências. “Cada grupo que chegava trazia uma nova exigência: a ferradura que precisava de reparo, o couro que precisava ser trocado por sal, o feijão que faltava na alforje. O local que hoje reconhecemos como o centro de Campina Grande começou a ser desenhado no chão de barro batido pelos cascos das tropas que ali estacionavam. A convergência não era acidental. O planalto oferecia o ponto de vista perfeito e a altitude necessária para monitorar o avanço das nuvens de chuva e as rotas dos campos de pastagem.
Quando os tropeiros estabeleciam seus acampamentos temporários, estavam, na verdade, validando um ponto de encontro que funcionava como o coração pulsante de um sistema nervoso em formação”, diz ele.
A obra investiga como a cidade converteu sucessivas crises em reinvenção, transformando a riqueza do algodão e a força da monocultura em uma base industrial, tecnológica e de serviços sólida.
O texto detalha a alquimia rara pela qual a fé, a cultura do Maior São João do Mundo e a influência política se entrelaçavam com a inovação digital e o vigor comercial. Através de uma narrativa densa e observadora, MM revela como a cidade utiliza seu passado como lastro para projetar o futuro, recusando o apagamento da memória em nome de uma modernidade genérica.
Ao percorrer suas páginas, o leitor descobrirá a biografia de um povo que entende o tempo como uma espiral de acúmulo, onde cada era sustenta a próxima. É um relato essencial sobre resiliência, visão estratégica e a construção de uma identidade urbana que, ao manter os pés fixos em suas tradições, consegue dialogar com o mundo com autoridade e autonomia.
Na condição de Membro atuante do Instituto Histórico de Campina Grande (IHCG) , Marinho acentua que o luxo desses homens (os tropeiros) conferiu à região uma vocação mercantil que não dependia de decretos reais ou de fundações planejadas. “Era uma dinâmica de sobrevivência que se tornava hábito. Com o passar das décadas, as rotas que subiam a serra começaram a se consolidar. O que era um trilho estreito entre pedras e arbustos passou a ser um caminho batido, demarcado pela passagem recorrente das caravanas. Essas rotas ligavam o sertão ao agreste e, consequentemente, ao oceano, integrando espaços que, de outra forma, permaneceriam isolados. A infraestrutura urbana que viria a surgir séculos mais tarde, com suas ruas largas e traçados pensados para o trânsito, tem seu DNA original nessas linhas de poeira que os tropeiros traçaram seguindo a intuição do terreno e a necessidade do comércio”, ressalta Marinho.
Segundo ainda o autor, o papel desses viajantes foi fundamental para a cristalização de um entreposto que, por sua própria natureza, precisava ser plural.
“Ninguém ali pertencia a um único lugar. O tropeiro era o nexo entre o produtor de gado e o comerciante portuário. Essa intermediação constante criou uma mentalidade de abertura, uma predisposição para o diálogo e para o intercâmbio de mercadorias. A cidade não apenas recebeu esses homens; ela foi moldada por eles. Cada parada era uma negociação, cada noite de descanso ao redor do fogo era um momento de troca de informações sobre o preço dos couros, a escassez de água ou a abertura de novos caminhos. Foi nesse ambiente de constante trânsito que a identidade de uma metrópole regional começou a ser gestada”, explica com particular orgulho.
O livro é múltiplo. Cada um dos seus 12 Capítulos é de fato uma obra à parte.

Marinho informa que está aguardando uma remessa de exemplares físicos da obra para fazer “um simples” lançamento, em data e local e data que serão brevemente anunciados.
Fonte: Da Redação











