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O PLANO “B” PARA SALVAR JOÃO AZEVEDO: DEPUTADO FEDERAL

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A estratégia pragmática do Republicanos será repetir o êxito da campanha de 2022.  Reeleger sua bancada para a Câmara dos Deputados, ampliar sua participação na Casa Epitácio Pessoa, e garantir uma vaga no Senado Federal para Nabor Wanderley. Quanto à sucessão estadual o bloco unido, coeso e experiente, decidirá quem será o futuro governador da Paraíba no segundo turno. Este filme foi visto em 2022. Pedro Cunha Lima foi tacanho, mesquinho e sentiu-se eleito. Negou os anéis e ficou sem os dedos. João Azevedo preferiu preservar os dedos. Com eles usaria outros anéis. A “estrutura” no momento do Republicanos, com Hugo Motta na presidência da Câmara dos Deputados, supera o poder de fogo do Governo do Estado.

Restam apenas 162 dias para o primeiro turno das eleições gerais de 2026. O Governo Lula III – para sair das cordas – evitando ser nocauteado no primeiro round pretende despejar um pacote de programas “eleitoreiros”, que dependem exclusivamente do Congresso Nacional, particularmente do presidente da Câmara. Em que pese o prestígio, respeito e amizade do ministro do TCU, Vital Filho, com o presidente Lula, o barco “salva vida” do PT está nas mãos de Hugo Motta, não do TCU.

Informações “vazadas” de uma reunião emergencial realizada no Altiplano, sábado último 25.04.2026, relatam desabafo do ex-governador João Azevedo externando sua insatisfação com o Republicanos – na pessoa do deputado federal Hugo Motta – acusando-o de ter desfalcado trinta e cinco prefeitos de suas bases, contingente que o havia escolhido previamente como o primeiro voto para o Senado. Mudaram de opinião. O primeiro voto, doravante, será o de Nabor Wanderley. E o segundo voto passa a depender de uma “conversa”. Rei posto, rei morto. Se João Azevedo não dispuser de pelo menos metade dos recursos que Hugo tem em caixa, para casar seu voto com Nabor, se engalfinhará com seu principal adversário Veneziano Vital do Rêgo dentro de um espaço espremido. As esquerdas terão no máximo 60% dos votos na Paraíba, que serão divididos por três. Nabor alcançará 30%. O restante, não elegerá outro.

Todas as pesquisas – até as mais pessimistas – indicam a direita alicerçada radicalmente num patamar de 40% do eleitorado do Estado. Um reduto robusto, com votos inegociáveis antipetista, anti-Lula, STF e “Sistema”. Eleitorado pronto para embalar nas campanhas de Marcelo Queiroga e Efraim Morais.

Na guerra política, retirada ou recuo em uma batalha não significa derrota. Brasil, Retirada de Laguna, foi a estratégia que garantiu a vitória da guerra do Paraguai. A retirada de Dunquerque (França 1940) evitou a perda de todo o Exército Inglês, a queda da Grã-Bretanha e a vitória esmagadora da Wehrmacht (Exército) Alemão. Esta analogia justifica uma “retirada” de João Azevedo. Abandonar a disputa para o Senado e disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados. Um fato novo, que salvará sua carreira política. Como candidato a deputado federal, terá uma votação estrondosa, em torno de 300 mil votos. Elegerá o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, e um terceiro postulante nas sobras das legendas. Tomará a vaga de três dos atuais representantes da Paraíba.

Historicamente, repetirá a trajetória do ex-governador Tarcísio Burity (1982). Na dúvida, preferiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Foi proporcionalmente o mais votado da história. Com ele, elegeu mais quatro outros parlamentares. E tornou-se a principal liderança para decidir o pleito de 1986. Optando por Wilson Braga, retornaria ao governo, e Braga teria sido eleito Senador. No PMDB, racharia o PDS de Braga, seria (como foi) eleito governador, reelegendo Humberto Lucena. O movimento foi perfeito. Até o neófito Raimundo Lira elegeu-se Senador, obtendo o dobro dos votos de Braga.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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