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TARIFAÇO: NOS EFEITOS DA CRISE O POVO IRÁ EXIGIR AÇÕES DO GOVERNO

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Tarifas impostas pelos Estados Unidos a todos os países dos cinco continentes, no Brasil ganham contornos político/ideológicos, pelo sentimento de antipatia mútua entre o presidente Donald Trump e Luís Inácio Lula da Silva. Atribuir como único culpado pela “derrama” o ex-presidente Jair Bolsonaro e simultaneamente superestimar a importância de seu filho – Eduardo Bolsonaro – como conselheiro “Mor” de política externa da Casa Branca para assuntos que envolvem o Brasil, é no mínimo ignorância, estupidez, oportunismo das esquerdas, em busca de estancar a sangria da impopularidade do governo petista.

Desde que foi notificado diretamente através de uma carta, a reação de Lula deveria ter sido recebê-la e respondê-la. Os termos a serem usados na missiva ficariam a seu critério. Poderia ser agressivo – mostrando indignação e protestos – ou pacificador e apelativo, sugerindo que o tema fosse debatido pelas vias diplomáticas. Mas, simplesmente a devolveu e determinou que o Itamaraty convocasse duas vezes, num único dia, um diplomata norte-americano para se explicar (?).

A carta foi de Presidente para Presidente. Quando perguntaram a Donald Trump se ele conversaria com Lula, ele respondeu: “agora não, talvez em algum outro momento”. Claro, Lula não respondeu a carta! Ele é que tem de se explicar a Trump.

As provocações de Lula começaram nas eleições norte-americanas. Foi o único Chefe de Estado de um país democrático a se manifestar e tomar posição em favor de um candidato, a “progressista” Camela Harris. Acusou abertamente Trump de ser um nazista. Na posse, enviou sua Embaixadora em Washington. Por que não escalou seu vice? Iniciou uma série de viagens a países hostis aos Estados Unidos. Cancelou uma compra, já realizada através de uma licitação, de 36 tanques de guerra de Israel – com tecnologia de ponta – para substituir os 360 que dispõe o nosso Exército, sucatas da II Guerra Mundial. Indo mais além, acusou Israel de estar praticando um Holocausto contra o povo palestino. Uma gente sofrida, refém do Hamas, um grupo terrorista que atacou, matou, sequestrou e estuprou judeus. Um conflito milenar, que Celso Amorim “meteu” o dedo no governo Lula II e, como resposta, o Brasil foi considerado “anão diplomático”.

Geraldo Alckmin não foi à posse de Trump. Mas, Lula o enviou para a posse do Primeiro Ministro do Irã, onde sentou-se ao lado do Alto Comando da Guarda Revolucionária, Chefes do Hezbollah e do Hamas, hoje todos mortos, após a operação conjunta dos Estados Unidos e Israel para destruir as centrífugas que enriquecem urânio necessário para produzir uma bomba atômica. Permitiu que dois navios de guerra do Irã atracassem no Brasil. Suspeita-se que vieram buscar urânio. O Brasil nunca explicou os motivos desta “visita”.

No encontro do BRICS, há duas semanas, Lula atacou impiedosamente o povo americano pregando a “desdolarização”. O dólar é um dos principais pilares da “soberania” norte-americana, considerada por ele como “imperialismo”. O primeiro a “dedurá-lo” e pular fora do barco foi o ministro das Relações Exteriores da Rússia: “moeda do BRICS é ideia só do Lula”, declarou. Seu novo discurso é em defesa da “soberania” brasileira, segundo suas palavras ameaçada via Poder Judiciário, após apelo feito por Trump para encerrar o processo contra Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.

Lula e a grande mídia esqueceram o que foi feito recentemente no Peru. A primeira dama, condenada por corrupção, pediu asilo na embaixada brasileira, e antes do Poder Judiciário e Governo Peruano tomarem conhecimento a Polícia Federal enviou um avião, para resgatá-la na fronteira. Na Argentina, foi visitar a ex-presidente condenada (cumprindo pena) e posou numa foto com o cartaz “Cristina Livre”. Onde ficou seu respeito a Justiça e a soberania dos peruanos e argentinos? Restam 15 dias para entrar em vigor o Tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras. Ninguém procurou o Departamento de Estado dos Estados Unidos, para pelo menos pedir prorrogação do prazo. Para Lula e o PT, segundo Daniel Rittner, comentarista político da CNN, o clima no Palácio do Planalto é de “comemoração” e euforia.

A pauta da grande mídia, doravante, será só o “tarifaço”. O povo esquecerá o rombo do INSS, e o IOF será cobrado. O Congresso voltou a mendigar por emendas – até o presente as do orçamento de 2025 não foram empenhadas e muito menos pagas – ainda restam 30% do orçamento de 2024. Bem-vindo ao caos.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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