O homem- o Irmão, o Filho e o Amigo – quem serão?
A figura sombria surgia sempre disfarçada: primeiro como “o amigo do amigo do meu pai”, depois como “o amigo do amigo do meu irmão” e, por fim, “o amigo do amigo do meu filho”.
Mudavam os laços, mas o nome era o mesmo — um personagem oculto nos bastidores da construção civil, dos sindicatos que desviavam dos aposentados e, sobretudo, da telefonia. Um poderoso invisível que atravessava gerações, enriquecendo com a corrupção sistêmica.
Era como se estivéssemos presos ao eterno retorno de Nietzsche: os mesmos erros, os mesmos esquemas, repetidos infinitamente, com novos rostos e velhas práticas.
E, para completar o ciclo, o velho truque do complexo de Homer Simpson: “a culpa é minha, e eu coloco em quem eu quiser”. Sabemos quem são os culpados — mas é mais fácil rir, transferir, e deixar tudo como está. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 15:32 horas do dia 05 de maio de 2025











