SABATINA DE LULA NA GLOBO NÃO MOTIVOU O ELEITOR INDECISO E GEROU CONFLITOS NA ALA RADICAL DO PT
O presidente Luís Inácio Lula da Silva foi sabatinado ontem após o Jornal Nacional – horário nobre da Rede Globo de Televisão – pela jornalista imparcial Renata Lo Prete, que desde 2017 tem demonstrado que seu “partido” é a notícia. Jamais demonstrou preferências por candidatos ou sua posição ideológica. Muito embora como cidadã faça sua escolha no dia da eleição e vote naquele que julgue ser o melhor, para o Município, Estado; Parlamento e país.
Bastante preparada, elaborou e seguiu o roteiro de uma pauta voltada exclusivamente para o momento eleitoral, com perguntas pertinentes que interessam ao eleitor, principalmente os indecisos ou aqueles que não acompanham a crônica política do cotidiano.
Destacamos algumas de suas abordagens, colocadas com precisão. “Caso o senhor vença a disputa, como conseguirá governar com uma maioria da direita?”. Lula respondeu que vencer uma eleição “é uma coisa”, governar “é outra”. Em 2022, seu partido elegeu apenas 77 deputados federais dos 513. E, 09 senadores dos 81. Mesmo assim, aprovou 99% de todos os seus projetos, enfatizando sua habilidade de um exímio “negociador”. Mas, Renata Lo Prete no contraponto o deixou de calças curtas. “Por que o senhor não conseguiu que o Senado aprovasse seu indicado Jorge Messias para o STF? Sem resposta.
Sobre economia, justificando os juros altos, taxa Selic e sua posição inarredável contra cortes nos gastos públicos, Lula surpreendeu o telespectador com um improviso que deixou a audiência perplexa. Apresentou uma nova tese ou modelo (inédito), desconhecido pelos meios acadêmicos. “Só se cresce se endividando” (?). Não mostrou o milagre de como pagar as contas.
Lo Prete trouxe dados oficiais que indicam o endividamento de 82% das famílias brasileiras, inadimplentes e no SERASA, por atraso de pagamento até da conta de energia. Sem acesso ao crédito, milhões de brasileiros estão fora do mercado de consumo, gerador de impostos, que sustenta a máquina pública. Alegando que já está no desenrola 3.0, sacando dinheiro do Tesouro Nacional para cobrir o calote da população Lula deixou transparecer que o perdão virou vício.
Lo Prete cobrou de Lula suas ações intempestivas em plena corrida eleitoral, na busca de uma vitória. “O governo no período proibitivo pela legislação eleitoral anunciou um pacote de benefícios, que não estão previstos no orçamento, como por exemplo o reajuste acima da inflação do Bolsa Família, engessado há três anos”. Lula não esperava esta pergunta. Não encontrou uma saída capaz de tergiversar. “Eu não sabia que o programa não vinha sendo reajustado”. Impossível! O principal programa de toda sua história política, está alicerçado no Bolsa Família, que sustenta sua popularidade no Nordeste e durante os últimos três anos, o número de beneficiados duplicou. Ele sequer teve a curiosidade de averiguar quanto estava pagando a cada família?
Não se deve subestimar a resistência biológica de um homem com 81 anos, numa pista de maratona, disputando uma prova. Corpo e mente estão acima dos seus limites físicos mortais. As duas últimas perguntas revelaram seu cansaço. “O senhor confirma que o STF é um ambiente de promiscuidade?” Tentou ponderar, mas não conseguiu. Comungou com o discurso da direita. “Ministros do STF não estão acima da Lei, tem que ter mandato e responder por seus delitos”. Fogo amigo? “E quanto à redução da maioridade penal para 16 anos, o senhor concorda?” Tentou escapar por três vezes. Mas, a insistência de Renata o levou a responder que “sim”. Quem tem 16 anos, roubando, traficando, assaltando e assassinando, tem que ir para cadeia.
Os efeitos eleitorais da sabatina só poderão ser aferidos nas urnas. Mas, Lula desencantou o STF, o movimento dos Direitos Humanos do PT; os líderes do crime organizado, e famílias envolvidas na bandidagem que domina a periferia das grandes cidades. Seus eleitores cativos.










