Nabor enganou ou foi enganado?
Quando ouvi o colega Vereador-amigo Tertuliano Maracajá anunciar que seria coordenador da campanha de Nabor Wanderley em Campina Grande & Região (colegiado que ultrapassa 500 mil votos), de logo senti pena de Veneziano e da própria Rainha da Borborema, que ficaria orfã no Senado da República.
Tertuliano e seu filho Renan, que conseguiu em eleição anterior antes da que botou o pai na Casa Félix Araújo ser o Campeão de votos em Campina Grande, garantiam ao ex-prefeito de Patos pelo menos metade dessa montanha de votos da região, o que não seria para ninguém botar dúvidas. E a dupla botou a mão na massa com ousadia. De cara, a cooptação de pelo menos 17 edis campinenses, de todas as siglas partidárias. A cada dia um almoço com lideranças de bairros e de municípios limítrofes a Campina, onde a sobremesa era logo divulgada na mídia e nas redes sociais: apoio fechado a Nabor!.
É óbvio que operação de tamanha grandeza tem seus custos, principalmente em mercado tão sedento como esse da política partidária. E tanto Tertuliano quanto Renan não são “meninos” para entrar em empreitada de tal monta sem que tenham as mãos bem molhadas…
Mesmo porque, fechada a operação, deixariam a secura do verão pela fartura do inverno que, no roçado da política por estas paragens, só garante bons frutos com ótima irrigação.
Só que o “árduo” trabalho da dupla Maracajá deu chabu e Naborzinho virou CACARECO no roçado aqui da serra: tão somente 38.874 votos (9,54%), um décimo do que lhe garantiram. Votação que lhe deixou em quarto lugar, abaixo inclusive do Major Fábio com seus 44.138 votos (10,84%) sem ter dado as caras pelo Açude Velho, Jeremias ou Bodocongó.
Confesso que não posso imaginar o que houve, mas peço ao meu sábio e bem informado leitor que me ajude nessa investigação.
DERROTA DOS “ASTROS”
As urnas foram impiedosas com ‘astros’ nacionais:
Nossa Rachel Sheherezade: minguados 22.453 no gigantesco colégio eleitoral de São Paulo;
Antônia Fontenelle: apenas 3.863 votos;
Inês Brasil: 3.145 votos, ficando como suplente no Rio de Janeiro;
José Luiz Datena: 51.078 votos em São Paulo, mas igualmente sem eleição; e
Silvia Abravanel, a filha de Silvio Santos: apenas 22.472 votos em São PauloA b.
ALGOZES DE ROMERO

A “turma” que derrotou Romero Rodrigues em Campina Grande igualmente não se deu bem nas urnas. Alexandre do Sindicato teve 5.194 votos, Nelson Gomes, o da Vidrobox, 5.173, Dona Gerana Gouveia, a digna consorte do Vereador Pastor Luciano Breno, 4.478, e Nágila, a mulher do Chefe de Gabinete do prefeito Bruno, apenas 1.177 sufrágios.
PENALIZADO PELAS MULTAS DA STTP
Quero crer que o queridinho do prefeito Bruno, Vítor Ribeiro, com seus parcos 10.705 votos, foi penalizado pelo eleitorado porque era o homem da STTP, maior indústria de multas do Nordeste brasileiro na atualidade. Na hora de emplacar o carro quem se deparava com dois a três mil reais de multas, que é a média por aqui para quem tem automóvel rodando, não tinha como não associar a pancada ao nome de Vítor. E deu no que deu, manchando inclusive o currículo político do seu ilustre padrinho.
VOTOS DE ROSÁLIA
A baixíssima votação da querida Rosália Lucas (2.604) deixou muita gente triste, a começar pelo seu amado tio Alfredinho Lucas, o homem-memória da política nacional. É unanimidade a aprovação dela na área empresarial paraibana, sobretudo nos segmentos do turismo e do comércio, onde a sua digital tem feito diferença. Credite-se o desastre à falta de experiência no manejar da vida partidária, em que pese a sua afinidade quase familiar com o clã Ribeiro, especialmente o governador Lucas, que a tem como segunda mãe. Mas entendo que ela não sepultará seus sonhos na seara e poderá vir a ser vitoriosa em pleitos futuros. Para o bem do nosso sofrido e indigesto mundo atual da política tupiniquim.
ANINHA JOGADA ÁS BRUXAS…

Mais uma derrota eleitoral na vida de Ana Claudia, algo improvável para muita gente. Ela é um doce de pessoa, coração largo e alma profundamente generosa e não merece esse tipo inexplicável de reprovação. Não quero mexer no “dentro de casa” dela, mas é indesculpável que o marido, atuante Senador da República há oito anos, provedor de polpudas emendas parlamentares para prefeituras de cabo a rabo da Paraíba, não lhe tenha conseguido um único alcaide para nela votar, quando até a turma neófita sabe que Campina Grande sozinha não consegue eleger ninguém para os Parlamentos – nem estadual e nem federal. Aninha foi jogada às bruxas, sem dó e sem piedade, é essa a verdade que precisa ser dita ao pai dos filhos dela, para doer na parte onde sua vasta e vistosa cabeleira cobre os malvados neurônios.
VOZ GROSSA DO MINISTRO
A reviravolta de Veneziano sobre Nabor teve a marca de Vitalzinho, mesmo ele de mãos quase atadas pelo fato de ser conselheiro (Ministro) do Tribunal de Contas da União, Corte que atualmente preside e que regimentalmente lhe impede de pedir votos para quem quer que seja. O marido de Vilauba sentou praça em sua fazenda Campo de Boi desde a semana anterior ao pleito quando festejou aniversário, e realmente fez e foi a diferença. Nas CONVERSAS de “pé de ouvido” com próceres de gravata e até os de “bons bolsos” que chamou ao seu encontro, não fez arrodeios e nem perdeu tempo. Até ameaças houve, me contou um passarinho do Cariri que faz ninho por lá. De prefeito meio graduado ou graduado total até secretários – de Saúde e de Finanças -, dentre outros que se arrepiam com medo de cadeia, a voz agora grossa do ministro deu resultado.










