
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
VINTE DIAS: CONTAGEM REGRESSIVA PARA GARANTIR PROVISORIAMENTE A GOVERNABILIDADE DO LULA III
Publicado em 10 de abril de 2026Alguém acredita que foi a forte pressão exercida pela oposição, o motivo que levou David Alcolumbre desistir de continuar postergando a convocação do Congresso, para apreciar o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos de 08/01/2023? Ledo engano. Alcolumbre atendeu a Lula e convocou para o dia 29/04/2026, a sabatina de Jorge Messias para o STF, ocupando a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Passando pela sabatina da CCJ, Messias, no mesmo dia, terá que ser aprovado em votação secreta pelo plenário do Senado.
Somente no dia seguinte (30.04.2026) e em pauta única, o Congresso decidirá se manterá, ou derrubará o veto presidencial, que ora impede a redução do tempo de prisão de Bolsonaro, Braga Neto, Heleno e mais de uma centena de condenados, encarcerados ou detidos em regime domiciliar. Militares de alta patente do Exército, Marinha e Aeronáutica; Oficiais da Polícia do Governo do Distrito Federal e Policiais Federais, estão em vias de perderem seus empregos. Serão expulsos das corporações. No caso dos Oficiais das Forças Armadas, ainda podem ser salvos por decisões do STM – Superior Tribunal Militar. Os demais ficarão sem salários, e na cadeia.
Nos corredores do Congresso, dominam as “teorias conspiratórias”. O gesto de Alcolumbre foi uma “decisão de Pilatos”? Lavou as mãos, e abriu um espaço de vinte dias para o governo “trabalhar” a aprovação de Jorge Messias? Conhecendo os mais vulneráveis da Casa, Alcolumbre fez sondagens, e indicou nomes, prontos para negociar seu voto, em troca da liberação de velhas emendas parlamentares “congeladas”. Calculam algo em torno de três bilhões de reais. Como o voto é secreto, a população não identificará os votantes em favor de Messias, para levá-los a julgamento popular, através das redes sociais. Suspeitam também de acordos escabrosos. Os governistas votariam para derrubar o veto presidencial, em troca do cargo de Jorge Messias.
Para observadores das estratégias do Palácio do Planalto, os dois eventos serão testes, que determinarão a continuidade, ou o final antecipado do governo Lula III. Se Jorge Messias for rejeitado, e em seguida derrubarem o veto da dosimetria, fica patente que o Congresso não aprovará mais nenhum projeto de benesses eleitoreiras, capaz de estagnar a popularidade do governo Lula, ora em queda livre. Alcolumbre não marcou outra sessão do Congresso, que permita instalar a CPMI do Banco Master.
A resistência de Alcolumbre, levará a oposição mais uma vez bater na porta do STF. Esperam desta feita, conseguirem aprovação dos Ministros, ao seu legítimo pleito. A pesquisa do Instituto Veritá acendeu uma “luz vermelha” na Suprema Corte. Não pelo fato de Flávio Bolsonaro está empatado com Lula. Todos os demais Institutos, já constatam seu favoritismo. O que causou perplexidade à Corte, foram as projeções para o Senado Federal. Se as urnas confirmarem o atual quadro exposto pelo Veritá, a direita conservadora dominará 2/3 do Senado. O alvo em 2027, será o STF. Impeachment de Ministros, revisão de processos com anulação de condenações; imposição de um código de conduta; limitação de poderes, com sua transformação em Corte Constitucional. O Senado fará ampla reforma no Judiciário, para recuperar a “segurança jurídica” usurpada, através de decisões monocráticas, Jurisprudências; interpretações e reinterpretação das leis vigentes, e as constantes violações à Constituição Cidadã.
