
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
VENEZIANO É SUBMETIDO A CIRURGIA E NÃO SE LICENCIA PARA NEY SUASSUNA ASSUMIR
Publicado em 7 de março de 2026O recado está dado. O senador Veneziano Vital do Rêgo não pretende manter como companheiro de chapa o seu atual primeiro suplente, ex-ministro Ney Suassuna. Para a crônica política, que se orienta observando “sinais”, o distanciamento unilateral do senador, ignorando por completo a existência do seu principal “cabo eleitoral” do distante 2018, deixa pistas que sua participação na época foi um “uso oportuno”, descartado após o resultado das urnas, com a vitória de Vené.
Durante oito longos anos Ney Suassuna assumiu apenas uma vez, pelo curto período de dois meses. Veneziano andou por todo Estado, durante todo este tempo, participando de centenas de solenidades, inaugurações, recebendo homenagens e realizando visitas aos 223 municípios da Paraíba. Porém, não teve a cortesia de convidar seu padrinho político Ney Suassuna, para acompanhá-lo apenas numa dessas turnês. No início, foi indagado por muitos onde andava e como estava Ney Suassuna. Tergiversava.
A mídia noticiou que o senador Veneziano Vital do Rêgo foi submetido no último dia 05/03/2026 a um procedimento cirúrgico (blefaroplastia), incisões para remover excesso de pele, bolsas de gordura e flacidez nas pálpebras superiores e inferiores. Por que não se licenciou pelo menos por trinta dias? Ney assumiria num momento desconfortável para o próprio Veneziano, integrante da “tropa de choque” do governo e do PT no Senado Federal, ora em meio a sua pior crise desde a redemocratização, trombando com a opinião pública que cobra a CPMI do Banco Master. Mesquinhez?
Em 2018, Veneziano Vital do Rêgo não dispunha de crédito nos distantes grotões do Estado. Não por ter cometido falhas, mas por ser desconhecido no “mercado”. Diferente de Ricardo Coutinho e seu candidato Luís Couto, que mesmo pechinchando o “acordado” chegava. Como Veneziano venceria essa barreira? A campanha, no “afogadilho” da mídia militante, estava definida. Cássio seria o primeiro e o segundo poderia ser Daniella Ribeiro, ou o candidato de Ricardo Coutinho. Veneziano estava fora do radar. O ministro Vital Filho, que conhecia o potencial de Ney, pediu-lhe socorro. O inimaginável aconteceu. Ney se dispôs a vir e eleger Veneziano Vital do Rêgo. Em apenas 14 dias reverteu o quadro. Os apontados como eleitos, Cássio e Luís Couto, ocuparam a terceira e quarta posição. Veneziano conquistou a primeira vaga, com 13 mil votos a mais que Daniella Ribeiro. Faltou a Luís Couto 52 mil votos para suplantá-lo. Com apenas 39 mil, tomaria o lugar de Daniella Ribeiro.
Segundo Ney, sua tarefa era “arrancar” 200 mil sufrágios. Veneziano estava na posição que ficou Cássio no final da campanha, estagnado com pouco mais de 600 mil votos. Fez uma lista de amigos confiáveis, os chamou e “colou” o voto do cabeludo como segunda opção dos demais: Cássio, Daniella e Luís Couto. Na segunda suplência estava a esposa de Wilson Santiago, hoje já fechado com João e Nabor. Fica a pergunta e cria-se a expectativa, sobre quais serão os suplentes de Veneziano. Pelo tratamento dispensado a Ney e a esposa de Wilson Santiago, a tarefa de encontrar dois companheiros de peso para ajudá-lo na sua empreitada, não será tão fácil.
