SUCESSÃO ESTADUAL: JÁ COMBINARAM COM ADRIANO GALDINO?
Publicado em 31 de outubro de 2025Laboratórios da “engenharia política” palaciana diariamente elaboram uma chapa governista, projetando numa “maquete” a sucessão de João Azevedo e sua postulação ao Senado Federal. Curiosamente, nunca inseriram o nome do presidente da ALPB, Adriano Galdino, que continua como pré-candidato, subindo e descendo ladeiras Paraíba afora, posicionando-se como alternativa viável para ocupar o espaço.
A sucessão estadual inevitavelmente passa pelo Republicanos, e principalmente pelo deputado estadual Adriano Galdino. Hugo Motta, presidente da legenda no Estado, no momento figura como estrela de quinta grandeza no cenário nacional, comandando a Câmara dos Deputados. Entretanto, na Paraíba quem está à frente da ALPB é Adriano.
Cumpridor de compromissos, seu pacto com o governador João Azevedo se encerra no dia 04/04/2026, após sua renúncia. Lucas Ribeiro é um novo governo que será instalado. Terá o mesmo apoio da ALPB, desfrutado por João Azevedo? A ALPB poderá engessá-lo até o último dia do seu mandato, 31/12/2026. De prefeito a Presidente, no Brasil é impossível governar sem apoio do Parlamento.
O amadorismo dos atuais “caciques” da política paraibana – cegos pelo poder – é uma aventura considerada pela lógica como uma ação ingênua ou insana. Imaginemos Lucas Ribeiro no governo e “pipocar” uma ou duas CPI’s ? Os efeitos serão devastadores. Jamais chegará ao segundo turno. Michel Temer quando assumiu a presidência, em seis meses seu nome figurava como potencial candidato à reeleição. Dois pedidos de impeachment acatado por Rodrigo Maia o deixou com 8% na corrida presidencial. Enxugou a máquina, fez grandes reformas, recuperou o PIB, mas não conseguiu escapar da gravação de Wesley Batista, que o levou até a prisão após concluir seu mandato.
Para aqueles que não conseguem ler e interpretar os “fatos”, o aniversário de Adriano Galdino (65 anos) comemorado em Campina Grande no último 25/10/2025 foi uma demonstração de força. Toda a classe política se fez presente, para parabenizá-lo. Exceto o governador João Azevedo, e seu núcleo conspirador. Um gesto grosseiro. Cássio, Cícero Lucena, Veneziano Vital do Rêgo; Lucas Ribeiro; Nabor Wanderley; Hugo Motta; dezenas de deputados estaduais e a maioria da bancada federal, despertaram para um momento de lucidez ao reconhecerem o peso da liderança política de Galdino.
Este roteiro ou “script” do momento na Paraíba é absolutamente semelhante à campanha do Rio Grande do Norte de 2014. Candidato a governador, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. O obstáculo era a governadora Rosalba Ciarlini, que queria disputar a reeleição. Todos os “caciques” unidos, o senador José Agripino Maia lhes negou a legenda. Robinson Farias era presidente da ALERN e estava em campanha. “Vão chamar Robinson? Não, deixa pra lá. É um Dom Quixote”. Lula pedia votos para Henrique, e o PT tinha uma candidata isolada para o Senado, Fátima Bezerra, atual governadora, sem palanque. Juntou-se a Robinson Farias (PSD), com aval de Dilma Rousseff. O pleito milagrosamente foi para o segundo turno. Henrique foi derrotado com mais de 160 mil votos.
Robinson Farias estava presidindo a ALERN há oito anos ininterruptos. Dos 26 deputados estaduais, 18 dividiram seus votos entre Henrique e Robinson. Robinson tinha 10, dos 173 prefeitos, que não conseguiram levar seus vereadores. No segundo turno – expectativa de poder – os prefeitos de Henrique debandaram.
Adriano Galdino hoje é bem-vindo em todas as alas e correntes políticas do Estado. Para onde for – caso não consolide sua candidatura a governador – decidirá a eleição.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
