STIUPB cobra avanço da PEC que põe fim à escala 6×1 e critica demora no Senado

Publicado em 14 de julho de 2026

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB) manifesta preocupação com a paralisação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6×1.

A matéria, aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos no último dia 27 de maio, foi encaminhada ao Senado Federal no dia seguinte. No entanto, passados quase dois meses, a proposta segue sem despacho do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), etapa indispensável para o início da tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Para o STIUPB, a demora representa um desrespeito aos trabalhadores brasileiros, que aguardam o avanço de uma pauta voltada à melhoria da qualidade de vida, da saúde e das condições de trabalho.

O presidente do STIUPB, Wilton Maia Velez, criticou a falta de mobilização da classe política para garantir que a proposta avance no Senado.

“É inadmissível que uma matéria de tamanha importância para milhões de trabalhadores permaneça parada por decisão administrativa.O que falta é compromisso de grande parte da classe política em pressionar o presidente do Senado para que a PEC comece a tramitar. Os trabalhadores não podem continuar esperando indefinidamente enquanto uma pauta tão relevante fica engavetada”, afirmou Wilton Maia.

A proposta estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais e assegura dois dias de descanso remunerado por semana, eliminando, na prática, o modelo de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de folga.

O STIUPB reforça que continuará acompanhando a tramitação da PEC e cobrando dos parlamentares o compromisso com os direitos da classe trabalhadora. Para a entidade, a redução da jornada representa um avanço social importante, alinhado à valorização do trabalho, à promoção da saúde dos empregados e ao equilíbrio entre a vida profissional e familiar.

Diante da proximidade do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho, o sindicato alerta que a falta de encaminhamento da proposta pode adiar ainda mais a discussão da matéria, prolongando a expectativa de milhões de trabalhadores em todo o país.

Fonte: STIUPB