Seleção argentina na Copa do Mundo é alvo de investigação do FBI

Publicado em 9 de julho de 2026

O FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriram uma investigação sobre as movimentações financeiras da Associação de Futebol Argentino (AFA) durante a Copa do Mundo, com o objetivo de apurar contratos internacionais geridos pela empresa TourProdEnter LLC, que podem ter servido a operações suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude bancária.

Segundo o jornal argentino La Nacion, agentes federais americanos estão reunindo depoimentos e solicitando documentos para compreender como a AFA transferiu recursos pelo sistema financeiro dos EUA. As autoridades analisam se essas transações se enquadram em crimes previstos na legislação norte-americana, como lavagem de dinheiro e fraude bancária.

A primeira pessoa ouvida foi o empresário Guillermo Tofoni, que prestou depoimento por videoconferência durante aproximadamente três horas, detalhando sua atuação nas transações ligadas à AFA em conversas com promotores e agentes do FBI sediados em Washington e Miami.

A investigação também mira o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, e o dirigente Pablo Toviggino, além do produtor teatral Javier Faroni, dono da TourProdEnter LLC. A empresa teria sido responsável pela negociação e arrecadação de receitas comerciais internacionais da entidade.

Fontes ouvidas pelo La Nacion informam que a investigação preliminar foi estruturada em meados de 2025 e conta com promotores federais dos Estados Unidos. Há expectativa de que também sejam convocados ex-integrantes do governo de Javier Milei com acesso a relatórios sobre as finanças da AFA.

Os documentos obtidos indicam que a TourProdEnter LLC movimentou centenas de milhões de dólares em diferentes bancos norte-americanos — Citibank, Bank of America, JP Morgan, PNC Bank e Synovus — por meio de transferências registradas em extratos e planilhas financeiras.

A reportagem do La Nacion aponta que a empresa administrou cerca de 260 milhões de dólares (equivalente a R$ 1,3 bilhão) em receitas da AFA. Do total, aproximadamente 57 milhões de dólares teriam sido destinados a entidades e beneficiários sem justificativa econômica clara, segundo os documentos.

Até o momento, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos não se manifestou oficialmente sobre o andamento do inquérito, que ainda pode incluir pedidos formais de documentos a instituições financeiras e novas oitivas de envolvidos.

Fonte: MSN