
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
QUEM ESTÁ LUDIBRIANDO: LULA OU TRUMP?
Publicado em 7 de outubro de 2025Uma conversa telefônica com duração de trinta minutos, entre o presidente Donald Trump e Lula, causou alívio ao Palácio do Planalto, que vem sendo duramente criticado e pressionado por nossas elites econômicas, reclamando prejuízos bilionários, lucro cessante e falta de perspectivas sobre o futuro. Engessado por uma política ideológica, protagonizada por um governo populista com posições radicais, o Brasil busca ressuscitar um passado superado, vencido pelas grandes conquistas e avanços tecnológicos, se transformando gradativamente numa “sucata” do mundo moderno.
Todas as grandes potências do planeta já foram à Casa Branca. No salão Oval prestaram juramento e fidelidade aos ditames da nova ordem econômica mundial, imposta para nortear os destinos de povos e nações no século XXI. Por que só o governo brasileiro não demonstra interesse, nem boa vontade em negociar o fim do tarifaço?
Neste interregno, segmentos (organizados) do nosso empresariado estão operando de forma clandestina – com margem apertada – na desesperada busca de garantirem sua sobrevivência. As nossas principais commodities estão sendo escoadas, usando a porta dos fundos e usando o quintal dos vizinhos, como por exemplo o Paraguai. Aumentou 971% das exportações de carnes (que eles não têm) para os Estados Unidos, em apenas dois meses. O mesmo está acontecendo com o café, açúcar e frutas nobres, vendidos via Argentina, que se deleita com o tratamento “VIP” – tarifa zero – concedida por Donald Trump a Javier Milei. Não dá mais para fugir da realidade.
A política econômica do atual governo está desempregando brasileiros, usando como pretexto uma propaganda enganosa e anacrônica, convocando o povo para defender nossa “Soberania Nacional” (?). Quando fomos ameaçados de invasão ou ocupação do nosso território? Este movimento ultrapassado é oriundo das esquerdas doutrinadas, com apoio do insepulto sindicalismo insensato, morto no fim da guerra fria, há mais de três décadas. Onde ainda persistem fronteiras econômicas (África, Oriente Médio) perdura a fome, miséria, injustiça social, atraso e violência banalizada.
Estamos gerando emprego e renda na vizinhança, aumentando suas exportações – provocando quedas mensais nas nossas – na ordem de dois dígitos a cada mês, comparado aos números de 2024. Mês passado (setembro 2025) registramos 18% a menos, em relação ao ano anterior. O melhor dos piores resultados, desde abril. Nossas reservas internacionais (dólares) estão se encolhendo, nos expondo a riscos de um ataque especulativo do grande capital transnacional, previsto para 2027, quando 90% do nosso PIB estará comprometido com a dívida pública, pagando juros extorsivos. O Banco Central vem fazendo inúmeras intervenções – vendendo dólares – para segurar a alta da moeda norte-americana, rota de fuga para os especuladores do mercado.
Trump foi tratado por Lula – desde sua campanha – como fascista e nazista. Fez uma longa peregrinação pela Ásia e nos países rotulados como “eixo do mal”, vendendo a desdolarização e defendendo a criação de uma nova moeda para transações internacionais. Finalmente cansou. Não existe sombra para amarrar seu burro. A China negociou com Trump. Cedeu até 50% do Tik Tok, principal joia de sua coroa.
