Emir Gurjão

Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.

Quando o Topo Afunda, Todo o Bolo Desaba: Por que Tributar a Produção é Caminho para o Fracasso

Publicado em 13 de julho de 2025

Nas últimas décadas, enquanto o mundo reduziu os impostos sobre empresas para estimular inovação, empregos e desenvolvimento, o Brasil decidiu seguir o caminho oposto: aumentou a carga tributária sobre quem produz. Como alertou o ex-ministro Paulo Guedes, os impostos corporativos no mundo caíram, em média, de 45% para 26% nos últimos 40 anos. No Brasil, fizemos o inverso: saímos de menos de 25% para cerca de 45%.

Essa escolha não é apenas um erro técnico. É uma ameaça estrutural à sociedade, à economia e, a longo prazo, até ao meio ambiente. E podemos entender isso melhor aplicando a lógica do “bolo de casamento”

O bolo tem três camadas:

Base: a natureza, que fornece os recursos;

Meio: a sociedade, que se organiza e vive;

Topo: a economia, que impulsiona inovação, renda e serviços públicos.

Se o topo (economia) é sufocado por impostos e perde força, o meio começa a esfarelar — surgem desemprego, perda de arrecadação, pobreza. E a base (natureza) pode ser explorada de forma predatória por quem luta pela sobrevivência.

Vamos ao caso prático: uma cidade cuja economia depende de um grande complexo industrial. Ele gera empregos, impostos e movimenta o comércio local. Mas, ao ser sufocado por tributos, regulamentações excessivas e falta de incentivos, esse polo fecha.

Resultado?

A economia local entra em colapso.

A sociedade enfrenta desemprego, migração, criminalidade e colapso dos serviços públicos.

E a natureza, sem fiscalização e diante do desespero social, vira alvo de exploração predatória.

Esse cenário real se repete em muitas regiões do Brasil, onde a indústria perde espaço, o empreendedor se vê punido por tentar crescer, e a cidade paga o preço da estagnação.

Paulo Guedes propõe — e por que ele está certo, ele propõe uma lógica clara e moderna:

Enquanto o dinheiro está na empresa, criando empregos, inovação e desenvolvimento, deve ser menos tributado.

O lucro pessoal, usado para luxo ou consumo improdutivo (ilhas, iates, aviões), pode e deve ser tributado com mais intensidade.

Essa lógica estimula o capital produtivo, não o capital especulativo. E mais: valoriza o empreendedor que arrisca, gera empregos e movimenta a economia local.

O que o Brasil faz hoje é exatamente o contrario , está penalizando quem produz:

Aumentos no IOF, ICMS, IPI, PIS/Cofins ou “reformas” que mantêm o peso sobre quem gera valor.

Falta de segurança jurídica, burocracia sufocante e tributação cumulativa.

Isso desestimula a industrialização, empurra empresas para a informalidade ou para fora do país, e impede o surgimento de novos polos econômicos nas cidades médias e pequenas.

O caminho certo: incentivos, não penalidades
Se queremos cidades resilientes, precisamos:

Diversificar as bases econômicas, com mais indústrias, startups, cooperativas e centros de serviços.

Reduzir a carga sobre quem produz e aumentar a eficiência da gestão pública.

Valorizar o empreendedorismo como solução e não como problema.

Como no bolo de casamento: sem um topo saudável (economia), o meio afunda (sociedade) e a base racha (natureza).

Conclusão
O Brasil não pode mais tratar o empreendedor como culpado. Precisa tratá-lo como parceiro estratégico para a saúde da sociedade e para a sustentabilidade do país. Tributar menos a produção e mais o luxo não é proteger o rico — é proteger o que sustenta o bolo inteiro.

Se o topo do bolo continuar sendo esmagado por impostos, tudo desmorona — e o que sobra é crise, pobreza e destruição ambiental. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 07:51 horas do dia 13 de Julho de 2025, um dia após dois grande acontecimento ; O 4º encontro da Família Gurjão, que ocorreu ontem na cidade de Gurjão, no Rancho do Peru, foi muito bacana, um momento memorável, vamos repetir no ano que vem; E o segundo foi a vitória do Galo da Borborema sobre o Sousa FC, viva o Galo