Presidente do Treze concorda com Série E, mas sinaliza necessidade de investimentos
Publicado em 14 de agosto de 2025A criação da Série E está movimentando os bastidores da Confederação Brasileira de Futebol nas últimas semanas. Na Paraíba, o Treze é um dos times que pode ser beneficiado com a nova divisão no futebol brasileiro, já que disputará apenas o estadual em 2026. O presidente do clube, Artur Bolinha, aprovou a iniciativa, mas destacou a necessidade de investimentos por parte da CBF.
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Artur Bolinha, presidente do Treze — Foto: Divulgação/Serra Branca
Após disputar a Série D do Campeonato Brasileiro por duas temporadas consecutivas, o Galo voltará a ficar sem calendário nacional em 2026. A última vez havia sido em 2023, quando o clube conquistou o título paraibano e garantiu vaga na 4ª divisão nacional do ano seguinte. O presidente do Alvinegro ressaltou a importância de uma Série E para todos aqueles que vivem o futebol.
— É muito importante ampliar, criando uma nova série para o futebol brasileiro, haja vista a quantidade de clubes que nós temos. Essa Série E vai dar a oportunidade de manter o maior número possível de clubes em atividade, sendo importante para os clubes, jogadores e torcedores, que ficam privados de ver seu time jogando no segundo semestre por não terem conseguido calendário — afirmou Bolinha.
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Sede da CBF, no Rio de Janeiro — Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Bolinha, porém, fez algumas ressalvas em relação ao possível novo campeonato. Segundo o dirigente, caso a Série E realmente saia do papel, a CBF deverá melhorar as condições financeiras oferecidas aos clubes, já que a grande maioria das equipes enfrenta muitas dificuldades para investir.
— Uma vez criada, é preciso dar condições aos clubes para que possam disputá-la. Porque criar e jogar os clubes aos “leões” não faz sentido, como muitas vezes acontece. A própria Série D já foi mais deficitária, mas ainda continua. A diferença de investimento que os clubes da Série D recebem em relação aos da Série C é muito grande. Manter um clube hoje no Brasil apenas com bilheteria é muito difícil — disse.
Fonte: Globoesporte
