
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
PESQUISA DO INSTITUTO GERP CRIA PÂNICO E PROVOCA MUDANÇAS NO PT E PALÁCIO DO PLANALTO
Publicado em 12 de agosto de 2026Na última pesquisa divulgada ontem (11/08/2026) pelo Instituto GERP, foram disparados o sinal de alerta máximo no Palácio do Planalto e no núcleo petista que coordena a campanha com vistas à reeleição do presidente Lula. A informação foi “vazada” um dia antes e mobilizou a SECOM, que prontamente despachou ordens, impedindo a divulgação dos números, através do Consórcio Midiático. Tarde demais. Alguns jornalões e redes de TV sentiram-se na obrigação de noticiar – mesmo no formato de nota de rodapé – um fato merecedor de manchete de capa.
O Brasil entrou em clima de eleições, com campanhas ganhando as ruas. Doravante, a pauta da mídia será a corrida eleitoral. Fazendo uma analogia ao esporte, em tempos de Copa do Mundo, a notícia é futebol. Os demais acontecimentos ficarão em segundo plano. A primeira mudança, que surpreendeu até velhos caciques do PT, foi a troca imediata do “festejado” marqueteiro Sidônio Palmeira. Distanciaram-no de Lula, porém o deixaram permanecer na SECOM como “Rei da Inglaterra” para rasgar papéis e destruir documentos, que poderão ser utilizados como provas e comprometer o governo numa eventual investigação oficial da PF e MPF. Ninguém quer cair só.
Levantamento feito sobre os gastos com publicidade no Estado da Bahia, nos últimos oito anos, atingiram as cifras de 1,5 bilhões de reais. A Agência de Publicidade (lavanderia) vencedora de todos os certames ou licitações foi a Leiaute Comunicação, cujo proprietário é Sidônio Palmeira. Nos cochichos de bastidores, Palmeira foi, e ainda é, o Marcos Valério de Zé Dirceu, ou o João Santana de Dilma Rousseff. A exoneração de Marcola, chefe de gabinete do Presidente Lula, que tinha suas despesas pagas pela lobista do Careca do INSS, suposto sócio oculto de Lulinha, culminou coincidentemente com o afastamento de Sidônio Palmeira. Quem foram seus padrinhos políticos para chegar ao Palácio do Planalto? Jaques Wagner e Rui Costa. Wagner mergulhado até o pescoço nas investigações do Banco Master. Rui Costa, seria o sócio oculto de Sidônio Palmeira?
Espionagens, investigações sigilosas – sem conhecimento do diretor geral da PF – estão em curso. Os movimentos das placas tetônicas sinalizam possibilidades de um terremoto na Praça dos Três Poderes, acima de 9,5 na escala Richter, superando o maior da história, ocorrido em Valdívia, no Chile, em 1960. Nada ficou de pé. Todavia, as principais forças da oposição, comandadas por Rogério Marinho, preferiram partir para o ataque sem levar em consideração o cenário das probabilidades catastróficas dos escândalos avistados no horizonte.
A vantagem (no momento) do candidato Flávio Bolsonaro sobre Lula da Silva foi o movimento previstos pelo professor Pedro Cézar, há mais de um ano. É confirmada em seguida por uma pesquisa qualitativa encomendada pela CNN Brasil ao Instituto Atlas Intel. Para nosso espanto, 65% dos entrevistados não queriam mais Jair Bolsonaro disputando a presidência. E 67% discordaram da postulação de Lula. Pedro Cézar considera Flávio mais competitivo que o pai. Concordamos plenamente, a partir do discurso, preparo e dicção. No quadro atual, Flávio agrega mais que seu pai. As circunstâncias de 2018 não foram as mesmas de 2022. Em 2018, Bolsonaro não estava no poder. Em 2022, a reeleição teve características de plebiscito, como agora em 2026.
No último podcast (Atualizando) da TV O Norte, realizado no dia 06/08/2026, Artur Bolinha sabatinou o “Cientista Político” nordestino campinense, Pedro Cézar. As respostas foram precisas. “Nada mudou”. Quem está procurando erros (na direita) são os marqueteiros. Flávio é o mais competitivo. Porém, um equívoco saudosista pode atrapalhar o candidato. “Querem vestir Flávio com a mesma roupa de seu pai”. Arrematou o argumento com um fato visto na Paraíba em 2018. Luciano Cartaxo, prefeito bem avaliado em João Pessoa, não se dispôs renunciar e disputar o governo do Estado. Em seu lugar, lançou seu irmão gêmeo (univitelino) Lucélio Cartaxo. São absolutamente idênticos. Rosto, andar, gestos, até corte do cabelo. Mas, ao abrir a boca – apesar da tonalidade da voz também inconfundível – as conexões sinapses diferiam. O povo não aceitou.
Nos debates, principalmente o primeiro, o candidato José Maranhão se dirigiu a ele como Luciano. Não foi maldade, nem orientação do marqueteiro. O septuagenário José Maranhão conviveu com Luciano, que foi inclusive seu vice. Não dava para separar Luciano de Lucelio. Na visão correta de Pedro Cézar, Flávio não pode ser Jair. Muito menos interpretar seu papel. Ele é herdeiro natural do espólio Bolsonarista, da direita patriota e dos cristãos conservadores. O erro está no marketing. Deixe o povo avaliar e observar a capacidade de Flávio. O Instituto GERP está apenas constatando as previsões de Pedro Cézar. Que podem se ampliar, errando menos.