Emir Gurjão

Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.

Palmari, Lula e a guerra contra o bom senso

Publicado em 29 de julho de 2025

Sou leitor assíduo do Blog de Hélder Moura e acompanho com atenção os artigos ali publicados. Hoje, escrevo para comentar o texto assinado por Palmari de Lucena, que, mais uma vez, age como defensor fiel do grupo que governa o país — um grupo cujo foco maior parece ser a manutenção do poder a qualquer custo, mesmo que isso prejudique o povo brasileiro.

O Artigo tenta livrar Lula da responsabilidade pela crise tarifária com os Estados Unidos, distorcendo os fatos e lançando a culpa em parlamentares que — segundo sua retórica — seriam “submissos a interesses estrangeiros”.

A verdade, no entanto, é clara: Lula transformou um impasse comercial em uma guerra ideológica. Enquanto mais de cem países buscaram diálogo e negociação com os EUA, o presidente brasileiro preferiu o confronto direto e provocativo. Suas próprias declarações confirmam:

“A guerra tarifária vai começar quando eu der uma resposta a Trump.”

“Se o americano estiver trucando, ele vai tomar um seis.”

“Brasil acima de tudo, inclusive dos EUA.”

“Trump representa o nazismo e o fascismo com outra cara.”

Essas não são frases de um chefe de Estado comprometido com a diplomacia — são provocações de um líder preso a um palanque ideológico.

Enquanto o povo sofre com tarifas, queda nas exportações e incertezas no mercado, o governo ataca o dólar, vilaniza as big techs e se alinha com regimes autoritários como Irã, Rússia, China e Cuba. Essa guinada antiocidental não fortalece o Brasil. Apenas nos isola e enfraquece.

O artigo, em vez de analisar esse cenário com seriedade, escolhe florear — como um guia turístico que omite os buracos e exagera as flores. Mas a realidade é dura: o Brasil não tem mais uma política de Estado — tem uma cruzada de partido.

O artigo acusa opositores de “deserção moral”, mas ignora que a verdadeira deserção é abandonar os interesses do povo em nome de uma ideologia atrasada.

Enquanto Lula trucava, os EUA tarifavam.

Enquanto o Artigo escrevia floreios, a economia sangrava.

Enquanto o governo fazia discursos inflamados, o povo perdia empregos e oportunidades.

O Brasil tem tudo para crescer — agricultura, energia, água, minerais e um povo trabalhador. Falta apenas uma liderança que negocie, una e construa. O país merece mais. E a verdade precisa ser dita. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 04:53 horas do dia 29 de Julho de 2025