
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
ONDA AZUL ALCANÇARÁ TODA A AMÉRICA LATINA
Publicado em 13 de julho de 2026Uma série de eventos – desertos de público – realizados pelo Presidente Lula até 04/07/2026 – último prazo determinado pela legislação eleitoral para pré-candidatos a reeleição participarem de atos públicos – inaugurações; contratações de pessoal; celebrações de convênios -, o pré-candidato do PT inseriu em seus pronunciamentos desabafos apelativos para fortalecer a “bolha ideológica” que o aprisiona, no devaneio que esta militância retrógrada que vem se atrofiando desde 2013 tenha a capacidade de mantê-lo no poder. Durante 16 anos, não acabou com a fome e expandiu a pobreza. Sucateou a indústria brasileira, desestimulou o setor produtivo, achatou a classe média. Multiplicaram os programas sociais e engessaram o sonho de prosperidade. O povo se cansou. Já não bastam mais casa, comida, Luz e gás (gratuito), pagos por impostos dos que trabalham.
Sua equipe de campanha elaborou uma agenda de andanças pelo Nordeste, escolhendo a dedo o Estado de Sergipe – primeiro a ser visitado e governado pelo aliado PSD – imaginando concentrações de grandes multidões, para dar o pontapé inicial de sua campanha, acreditando em pesquisas manipuladas.
Prepararam uma festança para recebê-lo. Em sua visita, anunciaria 70 bilhões de reais em investimentos na Petrobras. Percorreria três cidades inaugurando obras. A grande mídia registrou o evento, exibindo nas redes de TV imagens estranhas e padronizadas.
Lula no palanque, falando de costas para a plateia, dirigindo-se apenas aos convidados (ministros e técnicos do Segundo Escalão do seu governo) membros de sempre, da comitiva oficial que o acompanha em suas jornadas eleitoreiras. A postura excêntrica foi “vazada” por um dos presentes, através de um vídeo que viralizou na internet. Não tinha público para ouvi-lo. A estrutura, montada para 800 convidados, recebeu cerca de 60 pessoas. Decepcionado, externou sua frustração quando bateu de frente com a realidade de sua rejeição e partiu para atacar o presidente Donald Trump (?). “Eu não vou deixar ele interferir nas eleições do Brasil”.
Zé Dirceu ultimamente tem repetido que as eleições presidenciais no Brasil sempre foram realizadas de fora para dentro. Confissão de quem levou o PT ao poder, graças ao apoio da “onda rosa” fundada por Bill Clinton, patrono da globalização da economia, ocasião que as esquerdas comunistas se mascararam de “democratas” e travestiram-se de “Progressistas”. O destino de um país de dimensões continental como o Brasil – potência média regional da América do Sul – que guarda em seu subsolo riquezas minerais ainda desconhecidas pelas novas tecnologias, como por exemplo o Grafeno, atrai os gigantes investidores ancorados nos Estados Unidos.
Terras raras, é o novo ouro do século XXI – sucessor do petróleo – objeto de disputa entre a China e os Estados Unidos. Antevendo o futuro com pesquisas, planejamento e logística, os norte-americanos sempre largaram na frente, desde o pós-guerra de 1945. Reconstruíram as estruturas produtivas que eles mesmos destruíram na Europa. Soergueram a Inglaterra, Alemanha e França. No Oriente, Japão, Taiwan e Coreia do Sul. Libertaram a Ásia colonizada pela Europa. Derrubaram a grande muralha da China, despejando trilhões de dólares em investimentos permanentes. Erraram quando transferiram Know-How e novas tecnologias. Mesmo assim, estão um século à frente dos Dragões, em pesquisas de ponta e domínio da física quântica.
A economia do Brasil, desde o fim do Império, vive sob este ciclo de marés (altas e baixas) movimentadas pelas “ondas”. A onda do Estado forte de Getúlio (1950) culminou com o seu suicídio. Veio a onda de prosperidade do governo Kubitschek, cinquenta anos em cinco. Renúncia de Jânio Quadros, posse de João Goulart, surge a onda comunista, que culminou no Regime Militar.
A onda verde dos Governos Militares alavancou o país do atraso, com rodovias, eletricidade; ferrovias; portos e aeroportos; telecomunicações; petroquímicas; expansão Universitária; reforma agrária, polos regionais e industrialização. Como nada é eterno, surgiu a onda para tirá-los do poder, a redemocratização. A ressaca foi a hiperinflação, que quebrou o país. A onda da Social-Democracia de FHC estabilizou a economia. Mas, as esquerdas voltaram com a onda petista, que estagnou e empobreceu o Brasil por duas décadas. Agora, surge a “onda azul” de Donald Trump (Escudo das Américas) criada para extirpar o crime transnacional e extinguir governos de esquerdas, coiteiros do Narcoterrorismo. O avanço tem sido rápido. Na América do Sul, só resta o Brasil. Faltam apenas 83 dias para o povo decidir se vestirá o azul ou permanecerá no vermelho, isolado como Cuba, com seu povo vivendo na escuridão e morrendo de inanição.

