
Marcos Marinho
Jornalista, radialista, fundador do ‘Jornal da Paraíba’, ‘Gazeta do Sertão’ e ‘A Palavra’, exerceu a profissão em São Paulo e Brasília; Na Câmara Federal Chefiou o Gabinete de Raymundo Asfóra e em Campina Grande já exerceu o mandato de Vereador.
O “terrivelmente Vereador“ do Sindicato”
Publicado em 1 de abril de 2026Alexandre do Sindicato, aquele que se apresentou ao eleitorado campinense no primeiro pleito a Vereador como “Alexandre de Didi”, e que como meu companheiro de legenda no PTdoB foi um dos vitoriosos chegando ao Legislativo Municipal com expressiva votação, melou ontem – e para sempre – o seu currículo de forma vergonhosa, despudorada, animalesca e principalmente sebosa.
Parodiando seu guru Jair Bolsonaro, poderíamos identificá-lo a partir desse inominável momento como um ser apenas “terrivelmente político”, ou seja, aquele que destaca a intenção de ser um Vereador com valores das mais insanas idéias, e incapaz de entender a liturgia do Poder onde se encontra, ungido pela força do voto popular, o mesmo que elege mas também pode derrotar.
“Terrivelmente evangélico” foi a expressão que Bolsonaro na Presidência da República utilizou para descrever o perfil do ministro que indicara ao Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se a André Mendonça, empossado em 2021.
A frase destacava a intenção de ter um representante com valores conservadores e cristãos na Suprema Corte, levantando debates sobre a laicidade do Estado.
André Mendonça, ex-Advogado-Geral da União e ex-Ministro da Justiça, foi indicado e aprovado pelo Senado, assumindo a vaga com a promessa de separar religião de suas decisões no STF.
Bolsonaro prometera em cultos evangélicos – e cumpriu – indicar um nome “terrivelmente evangélico” ou “terrivelmente cristão”, argumentando que, embora o Estado seja laico, seus representantes devem ter valores cristãos. A indicação foi vista como um passo para aumentar a influência de igrejas neopentecostais no Judiciário e um aceno direto ao eleitorado evangélico. A absurda expressão gerou preocupações sobre a isenção no STF, mas apoiadores celebraram a representatividade.
Mendonça, pastor presbiteriano, bem mais lúcido que o padrinho, teve o cuidado de afirmar em sabatina no Senado que apesar de sua fé sua atuação no tribunal seria pautada pela Constituição Federal e pelo respeito ao Estado laico.
Com o vereador campinense, onde o tanto de inteligência continua diminuto, a coisa toma outros ares…
Empavonado pelo cargo que temporariamente está ocupando, inclusive falando grosso como Líder do prefeito Bruno Cunha Lima na Casa Félix Araújo, Alexandre “de Didi”, “do Sindicato”, ou mesmo “do raio que o parta”, carimba seu registro civil agora com o “Sem Vergonha” que induvidosamente melhor lhe cabe na descabelada carapuça.
Seu lamentável discurso tentando deslustrar o governador João Azevedo com palavras do mais baixo calão que conseguiu encontrar no caixote onde deve botar os poucos livros que nada lhe ensinam ou educam, certamente pelo pouco uso que deles faz, fez muito mal a todo o colegiado da CMCG, por ter igualmente enxovalhado a sagrada tribuna legislativa municipal, “altar” em que homens de bem nele deveriam se ajoelhar…
No Evangelho que Alexandre se diz praticante e conhecedor, o perdão é pregado para aqueles que “não sabem o que dizem”…
Mas, nesse caso, é o caso do Vereador pedir perdão a quem atacou de forma tão vil.
Atacou João Azevedo, mas seu ataque resvala para Pedro Gondim, Tarcisio Burity, Wilson Braga, Ernani Sátyro, Ronaldo Cunha Lima, João Agripino, Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima, José Maranhão, Antonio Mariz, Roberto Paulino etc..
A todos os ilustres paraibanos que já nos governaram e que merecem, mesmo postumamente, nosso respeito e nossa eterna consideração.
Não quero deixar de ter Alexandre como gente do bem. Mas espero sincera e urgentemente que ele reveja seu escabroso discurso, cuspa o ódio que continua escorrendo pela boca ainda fétida e volte à tribuna da Câmara para pedir – e o faça com a humildade que no passado ostentava – desculpas e se retratar perante João Azevedo Lins.
Porque a História costuma ser cruel para quem a maltrata.