O APAGÃO NOS NOTICIÁRIOS DAS REDES DE TV
Publicado em 22 de agosto de 2025Ontem (21/08/2025), final da tarde, todas as plataformas da internet e milhares de canais do Youtube noticiaram a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos em revogar os passaportes do ministro da Justiça do Brasil, Ricardo Lewandowski, e do ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco. O ato é extensivo a todos os seus familiares. Um acontecimento de tamanha relevância seria a principal manchete – em qualquer veículo de imprensa – na distante época do jornalismo informativo. Entretanto, não houve sequer pequeno registro em nenhum canal das redes de TV.
A existência de cartéis no mundo empresarial – organizações criminosas defraudadoras da economia popular – ignoradas e não combatidas no Brasil, através do CADE, tornou-se um delito comum, praticado abertamente contra a nossa população analfabeta, ignorante e resignada. Principalmente por ainda confiarem no Ministério Público, institucionalmente fiscal da lei, com poderes para defender o Estado e os abusos cometidos contra o cidadão comum, contribuinte e pagador de impostos. Um cancro que corroe vísceras de países do “terceiro mundo”, porém curável através de procedimentos (meios legais) capazes de extirpar a corrupção banalizada, instalada e enraizada dentro dos poderes constituídos.
A partir de 2019, quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência do Brasil, os conglomerados compostos pelos grupos que comandam as maiores redes de televisão do País entraram em pânico. Eleito pelas redes sociais, tendo como seu principal adversário a mídia tradicional, Bolsonaro cortou todas as verbas publicitárias que sustentavam uma “elite” composta por canastrões, batizados como “cientistas políticos”, formadores de opinião e donos da verdade. Os efeitos foram devastadores. A reação foi criar um flagelante consórcio midiático para garantir suas sobrevivências. A propaganda “cavada” pelas agências de publicidade no mercado de anunciantes era insuficiente para bancarem supersalários.
Começaram acabando com a saudável concorrência, onde os verdadeiros profissionais da informação brigavam pelo “furo”, para levarem em primeira mão a notícia ao telespectador. Instituíram a uniformidade ou padronização dos temas, impostos às redações. As principais notícias dos telejornais da TV aberta – Globo, Band, Record, SBT – são as mesmas. Não precisa trocar de canal.
Nenhuma rede de TV comentou sobre a revogação dos passaportes do ministro da Justiça e do ex-presidente do Senado, até o momento. Nem as TV’s (fechadas) pagas por assinantes. O Jornal Nacional da Rede Globo de ontem (21/08/2025) só mostrou ao telespectador três notícias. Quase trinta minutos dedicados a Jair Bolsonaro, Eduardo e Silas Malafaia. Três minutos mostrando números de uma pesquisa da Genial Quest, com índices contraditórios: 51% desaprovam o governo; 46% aprovam; 56% não querem mais Lula como candidato (?). Neste caso, 5% dos que aprovam Lula não irão mais votar nele? Quinze minutos sobre as homenagens do Congresso aos 100 anos do Globo, e finalizando flash sobre esportes.
Após 24hs da derrota do governo na escolha do presidente e relator da CPMI do INSS, as redes de TV (acanhadas) noticiaram o fato, sem detalhes, como por exemplo seus efeitos que cairão como uma bomba no colo do governo Lula, a partir da convocação do seu irmão, Frei Chico. A PGR apressou-se e pediu ao presidente do STF a troca do relator, ministro Dias Toffoli, que fez acordos espúrios com todos os ladrões envolvidos, para devolução dos valores. Ninguém foi preso, processado, e nem esclareceram como foi operada a “maracutaia” que envolve bancos, partidos políticos, líderes sindicais e toda a diretoria do INSS. São tempos de escuridão, só comparáveis ao auge do AI-5.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
