Segunda-feira, 12 de outubro de 2026 Campina Grande · PB
100%
A Palavra OnlineA Palavra Online
Últimas
Feriadão de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças deve ter tempo quente e temperaturas de até 38°C na Paraíba; veja previsãoBotafogo-PB se despede de mais uma temporada com frustração na luta pelo acesso à Série BSeduc encerra vivência circense com participação de 1.450 estudantes em Campina GrandeDeputado da Educação – Lei de Wilson Filho cria Estatuto do Estudante-Paciente Oncológico na ParaíbaCMCG atende recomendação do TCE e aprova projeto para regularização de cargos efetivosTCE-PB participa de projeto-piloto da Atricon para aperfeiçoar avaliação dos Tribunais de ContasOperação Queimadas: Corpo de Bombeiros mobiliza força-tarefa para combater incêndio florestal na serra de LagoaPrefeitura de Campina Grande, por meio do Ronda da Mulher, já registrou mais de 1.300 atendimentos às mulheresPP Food Festival especial do aniversário de Campina Grande começa nesta sexta (9), com entrada gratuita e música ao vivoOutubro Rosa: Saúde amplia ações de prevenção, diagnóstico e cuidado às mulheres na ParaíbaSaúde intensifica ações de vacinação no estado e promove Dia D com foco no sarampo e meningiteLucas Ribeiro entrega apartamentos e assegura moradia digna a famílias de PatosFeriadão de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças deve ter tempo quente e temperaturas de até 38°C na Paraíba; veja previsãoBotafogo-PB se despede de mais uma temporada com frustração na luta pelo acesso à Série BSeduc encerra vivência circense com participação de 1.450 estudantes em Campina GrandeDeputado da Educação – Lei de Wilson Filho cria Estatuto do Estudante-Paciente Oncológico na ParaíbaCMCG atende recomendação do TCE e aprova projeto para regularização de cargos efetivosTCE-PB participa de projeto-piloto da Atricon para aperfeiçoar avaliação dos Tribunais de ContasOperação Queimadas: Corpo de Bombeiros mobiliza força-tarefa para combater incêndio florestal na serra de LagoaPrefeitura de Campina Grande, por meio do Ronda da Mulher, já registrou mais de 1.300 atendimentos às mulheresPP Food Festival especial do aniversário de Campina Grande começa nesta sexta (9), com entrada gratuita e música ao vivoOutubro Rosa: Saúde amplia ações de prevenção, diagnóstico e cuidado às mulheres na ParaíbaSaúde intensifica ações de vacinação no estado e promove Dia D com foco no sarampo e meningiteLucas Ribeiro entrega apartamentos e assegura moradia digna a famílias de Patos
Policial

Violência escolar mais do que triplica em 10 anos; discursos de ódio impulsionam aumento

100%

O número de casos de violência no ambiente escolar mais do que triplicou em 10 anos, atingindo o ápice em 2023, mostra uma análise de dados nacionais da Fapesp, divulgada nesta segunda-feira (14).

Creche em Blumenau sofreu ataque violento em 2023; quatro crianças morreram — Foto: Luíza Morfim/Divulgação

Creche em Blumenau sofreu ataque violento em 2023; quatro crianças morreram — Foto: Luíza Morfim/Divulgação

Naquele ano, segundo o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), 13,1 mil pacientes foram atendidos em serviços públicos e privados de saúde, após se automutilarem, tentarem suicídio ou sofrerem ataques psicológicos e físicos no contexto educacional. Em 2013, houve 3,7 mil episódios.

🔴Quais tipos de violência foram mais comuns em 2023? Metade dos casos notificados foi de agressão física. Em seguida, aparecem os de violência psicológica/moral (23,8%) e sexual (23,1%). Em 35,9% das situações, o agressor era um amigo ou conhecido da vítima.

🔴Como esses comportamentos se manifestam na escola? O Ministério da Educação (MEC) classifica quatro categorias principais de violência que afetam a comunidade escolar:

  • agressões extremas, com ataques premeditados e letais, como a tragédia em uma creche de Blumenau em 2023, quando quatro crianças morreram;
  • violência interpessoal, com hostilidades e discriminação entre alunos e professores;
  • bullying, quando ocorrem intimidações físicas, verbais ou psicológicas repetitivas;
  • episódios no entorno, como tráfico de drogas, tiroteio e roubos/furtos.

🔴Por que os casos aumentaram tanto em 10 anos? Segundo a Fapesp, os seguintes fatores explicam o pico de violência entre 2022 e 2023:

  • desvalorização dos professores no imaginário coletivo;
  • relativização de discursos de ódio, como se fossem menos prejudiciais do que realmente são;
  • precarização da infraestrutura das escolas;
  • agressões sofridas ou vistas pelos alunos no ambiente doméstico;
  • falhas nas ações de mediação de conflito;
  • despreparo das secretarias estaduais de educação para lidar com casos de misoginia e racismo.

Parte da elevação de casos também pode ser explicada pelas melhorias nos processos de registros dos hospitais e pelo crescimento das “comunidades mórbidas virtuais” (grupos on-line que se estruturam com base em ideias destrutivas).

🔴Quais iniciativas podem ajudar na redução de casos de violência na comunidade escolar?

Especialistas ouvidos pela Fapesp listam alternativas:

  • políticas contínuas, intersetoriais e integradas;
  • parcerias com os setores de saúde, de justiça e de assistência social;
  • transformação estrutural da cultura escolar (em vez de projetos isolados);
  • gestão escolar com representatividade racial e feminina;
  • acionamento dos conselhos tutelares em casos graves (prática incomum em escolas particulares).

Fonte: G1

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

Deixe seu comentário