Júnior Gurgel

Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.

NABOR ESTÁ CONSOLIDANDO COM ANTECIPAÇÃO UMA VAGA NO SENADO FEDERAL

Publicado em 4 de novembro de 2025

Uma crescente onda de adesões – movimento protagonizado por prefeitos de todas as regiões do Estado – vem robustecendo a pré-candidatura ao Senado Federal do prefeito de Patos, Nabor Wanderley, crescendo acima das expectativas. Neste ritmo alucinante, sua eleição está praticamente consolidada por antecipação. Conquistará uma das duas vagas que serão disputadas nas eleições de 2026. Pequenas lideranças municipais, vereadores, prefeitos, todos estão procurando embarcar no “Trem Indiano” do maquinista Nabor Wanderley, mesmo lotado e sem acomodações disponíveis.

O governador João Azevedo, em campanha há quatro anos, não tem mais espaços para crescer. A tendência é cair e perder redutos para os demais concorrentes, a partir de abril (2026), quando “desapear” do poder e ficar sem a caneta e o tinteiro.

O jornalista Padre Albeni – ouvinte privilegiado dos bastidores da política paraibana – vem repetindo que João Azevedo permanecerá no governo, pela falta de recursos financeiros para enfrentar uma campanha milionária (Senado). A leitura de Albeni se respalda em fatos e episódios que vivenciou e testemunhou ao longo de sua vida na mídia. Ivan Bichara Sobreira, duas derrotas de Wilson Braga, Cássio Cunha Lima; Ricardo Coutinho; Burity que recuou em 1982 e foi derrotado em 1998.

Não é aconselhável subestimar eventos provocados por “fatos novos” (Nabor). Mesmo com apoio de dezenas de prefeitos, João Azevedo precisa avaliar suas performances (do momento) e a capacidade de transferir votos. São “puxados” por vereadores e lideranças locais, que se renovam a cada eleição municipal. A postulação de Nabor tem uma abordagem “fisiológica”, posicionando-o acima das “ideologias”. Acena, acata e se mistura com direita, esquerda e centro. Briga apenas pelo seu voto.

Esta é a concepção pragmática do seu filho, Hugo Motta, que só enxerga a eleição de seu pai para o Senado Federal. Pouco importa quem se eleja governador ou presidente da república. Seu retorno à Câmara dos Deputados já está garantido. A segunda vaga – briga de foice no escuro – João Azevedo (se continuar candidato) enfrentará Veneziano, Marcelo Queiroga, Major Fábio; um outro candidato da direita de Campina Grande. O PT para ficar ao lado de Cícero Lucena, exige vaga para o Senado.

Veneziano e João Azevedo dificilmente obterão o segundo voto da direita. Nabor Wanderley lançou uma “rede de arrasto”, para capturar as segundas opções de todos os concorrentes. Dinheiro não faltará. Seu único obstáculo será a posição em nível nacional de sua legenda. Se Tarcísio de Freitas for candidato a presidente, o Republicanos terá que lhe oferecer palanque na Paraíba. Marcos Pereira, poderá exigir que seu partido tenha um candidato a governador. Adriano Galdino abraçaria a causa?