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Lula empobrece o trabalhador por meio do consignado

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No Brasil : o endividamento das famílias atingiu 80,9% em abril de 2026. Ou seja, não estamos falando de um problema isolado, mas de uma engrenagem nacional de dependência financeira.

O crédito consignado funciona como uma armadilha sofisticada: entrega alívio imediato e cobra depois, com anos de comprometimento da renda.

O consignado foi institucionalizado por Lula pela Lei nº 10.820, de 17 de dezembro de 2003. A lei autorizou o desconto direto em folha de pagamento de empréstimos e financiamentos.

Com a “Bondade” de Lula os bancos recebam antes mesmo que o trabalhador tenha liberdade plena sobre o próprio salário, cria-se uma espécie de “penhora consentida” da renda futura ( penhora de salario que é proibido por lei). O salário, que deveria proteger a sobrevivência da família, passa a ser tratado como ( Penhora) garantia automática do sistema financeiro.

Lula amplia ainda mais o consignado para trabalhadores privados por meio do chamado Crédito do Trabalhador. Além disso, as parcelas podem ser descontadas em folha por meio do eSocial, respeitada a margem consignável de 35% do salário.

Lula sabe que o FGTS foi criado como proteção do trabalhador, especialmente em caso de demissão, compra da casa própria, aposentadoria e situações excepcionais. Ele não deveria telo transformado em colchão de segurança dos bancos, mudando silenciosamente a natureza do FGTS: de proteção social do empregado para instrumento de redução de risco do credor.

O dinheiro é do trabalhador, mas passa a servir para dar tranquilidade ao banco. O risco da operação diminui para a instituição financeira, mas o trabalhador continua pagando juros muito superiores à remuneração básica do próprio FGTS, que é formada por TR + 3% ao ano, além da distribuição eventual de resultados.

Lula olha para o consumo imediato e vê arrecadação: mais crédito, mais compras, mais vendas, mais impostos. Mas esse consumo não nasce de renda nova; nasce da antecipação do futuro. A família compra hoje porque vendeu uma parte do amanhã. Parece crescimento, mas, muitas vezes, é apenas fôlego artificial.

É como uma pessoa que, para parecer saudável, toma estimulante todos os dias. No começo, sente energia. Depois, vem a exaustão.

Assim que o trabalhador recebe aumento, reajuste, margem nova ou quita parte da dívida antiga, surgem novas ofertas. O cliente não é tratado como alguém que precisa sair do endividamento, mas como alguém que precisa permanecer dentro dele. O objetivo não é libertar o devedor; é mantê-lo girando dentro da roda.

O crédito rápido demais para entrar e longo demais para sair também pode ser uma armadilha.

Portanto, a crítica à postura do governo Lula não está apenas no fato de ter legalizado ou ampliado instrumentos de consignação. Está em transformar a renda futura do trabalhador em combustível para bancos, consumo artificial e arrecadação pública e alivio fictício na economia do pais. Lula ao invés de proteger o assalariado contra o super endividamento, passa a fazer a ponte entre o salário e o credor.

Quando o consignado se torna política pública permanente, vira dependência institucionalizada. E, quando o FGTS entra como garantia, a situação se agrava: o trabalhador passa a usar sua própria rede de proteção para garantir lucro e segurança ao sistema financeiro.

Facilitar o crédito para quem já está endividado é inclusão financeira ou aprofundamento da dependência?

O Brasil não precisa apenas de mais crédito. Precisa de mais renda real, educação financeira, fiscalização bancária, juros civilizados e proteção efetiva do salário. Sem isso, o consignado deixa de ser ferramenta de emergência e passa a ser uma máquina legalizada de capturar o futuro financeiro do trabalhador.

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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