EXCLUSIVO: união de dois ex-ministros fortalecerá chapa do PL com Ney Suassuna na primeira suplência de Marcelo Queiroga
Publicado em 12 de março de 2026As fontes são confiáveis, e o diálogo nos bastidores sinaliza que está prestes a ser anunciado a permanência do ex-ministro Ney Suassuna na vida pública paraibana, participando ativamente das eleições de 2026 compondo a chapa do PL como primeiro suplente do atual pré-candidato ao Senado (outro ex-Ministro – Saúde) Marcelo Queiroga.
Em conversas telefônicas deste redator com Ney sobre literatura, arte e cultura, em algumas ocasiões restava espaços para abordagens sobre a política e ele sempre enfatizou sua pretensão de continuar na vida pública, mas nunca escondendo a decepção no tocante à falta do devido reconhecimento de seu empenho pelos interesses da Paraíba e as grandes mudanças (renovações) em seus quadros, patrocinadas por ele.
Em 1982, veio disputar a vaga de Senador da República pelo PMDB. Foi convidado a desistir. O ex-governador Pedro Gondim exigiu sua retirada do pleito. Mesmo assim, financeiramente ainda deu sua contribuição ao partido para a eleição de Mariz (derrotado) e Ronaldo Cunha Lima, vitorioso em Campina Grande. Em 1990, o PMDB estava em vias de extinção. Antônio Mariz, primo de Ney, o convidou para ser seu suplente. Não dispunha de recursos para fazer a campanha. Ney veio, sabendo das adversidades. Wilson Braga era considerado eleito em todos os cenários. Mas, a campanha de Mariz (Senado) não tinha segundo turno. Botou a “faca nos dentes”, elegeu Mariz derrotando o então senador Marcondes Gadelha. Mariz o tratou com respeito, carinho e, como Cristão, valorizou a gratidão.
O grande sonho de Mariz era governar a Paraíba. E a oportunidade surgiu em 1994. Entretanto, Lúcia Braga, em todas as pesquisas, venceria o pleito no primeiro turno. Mais uma vez Ney foi acionado. Mariz o convenceu a mergulhar de cabeça em sua campanha com o argumento de que queria vê-lo no Senado Federal. Mariz venceu. Ney assumiu a titularidade no Senado Federal. Em 12 anos, arrancou as raízes do atraso da Paraíba. Duplicação da BR 230, construção da barragem de Acauã; Faculdade de Medicina para João Pessoa; Shopping Center para Campina Grande; urbanização de favelas como a do Pedregal; licitação e inícios das obras da transposição das águas do Rio São Francisco; emendas e destinação de recursos extra orçamentários para todos os municípios da Paraíba; instalação do INSA – Instituo do Semiárido em Campina Grande.
Elegeu Veneziano Vital do Rêgo prefeito de Campina Grande, após 22 anos sob o comando dos Cunha Lima; Ricardo Coutinho, prefeito de João Pessoa, derrotando Cássio e Cícero Lucena; Vital Filho, deputado federal campeão de votos no Estado; Maranhão candidato único em 1998, derrotando na convenção Ronaldo Cunha Lima. Teve uma participação decisiva para renovação na Casa Epitácio Pessoa, proporcionando o surgimento de novas lideranças políticas. Infelizmente, a “inveja paroquiana” mesquinha e oportunista das lideranças estaduais o boicotavam incomodadas com seu brilho nacional. Não foi governador em 2022, porque não quis. A traição de Maranhão foi a gota d’água. E tornou-se evidente, quando contribuiu para sua derrota em 2006, para Cícero Lucena. O estigma de Ney é semelhante ao de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo. Dono do maior império de comunicação da América Latina, cortejado pela realeza britânica, respeitado em todo o planeta, entretanto desprezado pelas oligarquias paraibanas, que lhes derrotaram para o Senado.
A provável chapa Queiroga/Ney é a mão e a luva. Ambos são desbravadores, não temem desafios, têm propostas para a Paraíba e o Brasil. Queiroga eleito, e a perspectiva de uma provável vitória de Flávio Bolsonaro, voltará ao Ministério da Saúde. Ney será Senador da República no mínimo por quatro anos. Se Flávio for eleito e reeleito, teremos oito anos de Ney no Senado Federal, recuperando a SUDENE – um dos seus sonhos – e trazendo sua sede para a Paraíba. Claro que para Campina Grande.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
