EXCLUSIVO – A chegada mambembe de Cícero Lucena ao “circo sem lona” do MDB
Publicado em 22 de outubro de 2025A chegada – ou volta, como querem afirmar – do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao MDB, não poderia ter sido menos vergonhosa do que foi: um espetáculo frio, inodoro e insosso, como se diz no nosso linguajar nordestino sobre coisas mal ajambradas.
Faltou tudo, principalmente calor humano e alegria.
O velho MDB que por anos comandou a política paraibana com vitórias e muitas histórias consagradoras, protagonizando momentos que permanecem eternos na memória popular, de Cabedelo a Cajazeiras, amiudou-se de tal modo que a figura do CABOQUIM acabou sendo ofuscada, sem nenhum tipo de brilho.

Era de se esperar que a chegada de um prócer do quilate de Cícero aos quadros da legenda tivesse estampidos de fogos, banda de música, confetes e bolas de sopro… Ou bem mais: prefeitos de todas as regiões do Estado, deputados, vereadores e o POVO, de modo geral.
Caravanas do interior deveriam ter sido formadas para aplaudir o homem, afinal ele alí estava entrando pela porta da frente não somente para anunciar sua filiação, mas sobretudo para ser anunciado como futuro candidato a levar o partido mais uma vez ao Palácio da Redenção.
Lamentavelmente, o que se viu foi um encontro mambembe em um “circo sem lona” de fundo de quintal onde o palhaço atende em um “puleiro” chamado presidência, que já não tem mais a qualidade, nem o fervor, dos idos de outrora.
Lá atrás, quando o atual presidente do MDB da Paraíba assinou sua ficha de filiação, em Campina Grande, para ser anunciado candidato a prefeito da cidade, ele um nanico vereador com mandato chinfrim, a festa que o partido lhe deu foi de arromba!
Mas…
Era o MDB de Zé Maranhão, de Ney Suassuna, de Roberto Paulino… O MDB que ainda exalava o perfume e a saudade de Raymundo Asfóra, Aluízio Campos, Tarcisio Burity, Humberto Lucena, Antonio Mariz, Ronaldo e Ivandro Cunha Lima…
Não esse partido de agora com suas salas cheias de mofo e a retórica abominável desse linguajar prolixamente vazio que só se empresta a enganar o eleitor.
Cícero merecia muito mais. E talvez aí também resida culpa nele. Certamente por ainda não ter acreditado que aquele MDB onde ele foi eleito vice de Ronaldo também jaz nos túmulos daqueles que lhe deram vida bela e profícua.
Difícil imaginar que a maldade do senador Veneziano chegue a tanto, porque fazer Cícero embarcar em tal desfeita só pode mesmo ser isso: MALDADE.
Porque, para quem se apresenta em todas as pesquisas com confiáveis números de aceitação ao seu nome em todo o Estado, como os que ora estão sendo atribuídos a Cícero Lucena, a falta de uma festa à sua altura só pode ter sido ‘caso pensado’, o que em se tratando do cabeludo campinense, que abomina quem ouse a ele se emparelhar com luz própria, a palavra dúvida não existe.
E assim, com Cícero na largada da corrida dando chabu e o Senador levando-o a desmentir as pesquisas, por falta de povo no anúncio da sua filiação ao MDB, o prenúncio é de que a campanha eleitoral do CABOQUIM empanque já nas lamas fétidas do rio Sanhauá.
O desastre está nas ruas.
Na foto oficial, apenas o mais baixo do BAIXO CLERO estadual: a vereadora licenciada de Campina Grande e sobrinha do presidente, Pâmela Vital; a mulher do presidente, Ana Cláudia Vital; o incansável ‘carregador de piano’ do presidente, ex-vereador campinense Galego do Leite; o vereador pelo MDB de Campina, Severino da Prestação; o suplente de vereador de CG, Balduino, o deputado estadual Anderson Monteiro, o ex-vereador de Campina, Rodolfo Rodrigues… Na verdade, um séquito mais familiar do que partidário.
Cadê Fátima Maranhão e sua filha médica, filiadas à legenda? Cadê Roberto Paulino e seu filho Ranieri? Cadê Benjamin Maranhão? Cadê Glauce Burity? Cadê o vereador pessoense Fernando Milanez Neto?
Onde esconderam os verdadeiros emedebistas do Estado?
Só sei que ontem o vereador Severino da Prestação deu à imprensa duas informações impactantes: a primeira de que foi a João Pessoa atendendo ao “gentil” convite do Senador Veneziano, mas que fazia questão de dizer que não escolheu ainda em quem votar e apoiar para governador ano que vem; e a segunda de que quem lhe botou no MDB foi Bruno Cunha Lima, a quem deve obrigações, uma delas a votar para governador no nome que o prefeito de Campina Grande mandar.
Ou seja, mostrou que Veneziano preside, mas não governa!
E em João Pessoa, embora uma nota tenha sido divulgada na imprensa pela Comissão Municipal do MDB, assinada por Clovis Moreno Gondim Neto (Tesoureiro, membro da Comissão Provisória e primo do presidente), Camilo Franco Filho e ASSIS Freire (Membros da Comissão Provisória), saudando “com satisfação” a chegada de Cícero à legenda, o vereador Fernando Milanez Neto abriu profunda dissidência no partido, revoltado com a entrada de Cícero na sigla.
Melhor logo traduzir: Longe de ser solução, a chegada de Cícero ao ninho emedebista paraibano revelou o “balaio de gatos” em que se transformou o partido de Ulysses Guimarães em nosso Estado.
E isso, convém não deixar de registrar, depois que o próprio presidente improvisou uma “homenagem” aos saudosos José Maranhão, Humberto Lucena, Antonio Mariz e Ronaldo Cunha Lima, exibindo suas fotografias em gigante moldura, em espécie de “mea culpa” pelo desastre do momento.
Voltarei ao tema!!!
Fonte: Da Redação (Por Marcos Marinho)
