ELEMENTO SURPRESA: FLÁVIO BOLSONARO SE LANÇA CANDIDATO A PRESIDENTE PELO PL
Publicado em 6 de dezembro de 2025Após a última visita a seu pai, preso na sede da Polícia Federal em Brasília, o Senador Flávio Bolsonaro revelou à imprensa que foi o escolhido para sucedê-lo na corrida presidencial de 2026. A notícia surpreendeu todos, inclusive o presidente da legenda Valdemar da Costa Neto. A única pessoa que poderia contestá-lo seria a ex-primeira dama Michelle, a última da família que esteve por meia hora com o ex-presidente. Seu silêncio foi sintomático. Quem cala, consente.
Flávio Bolsonaro pegou a grande mídia de calças curtas. Habituados a influenciarem nas grandes decisões partidárias – com informações de bastidores – levando e trazendo fuxicos, alimentando e ferindo egos e vaidades exacerbadas que se desdobravam em enlaces ou rompimentos intempestivos, ninguém ousou desmenti-lo. Para as esquerdas, a escolha foi melhor do que era esperado. Temiam o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Mas, o Planalto tem errado em todos os seus prognósticos.
Jair Bolsonaro nunca foi um gênio político. Soube aproveitar uma “janela” de oportunidade propiciada pela Lava-Jato, prisão de Lula e do reincidente Zé Dirceu; Impeachment de Dilma Rousseff e a delação de Joesley Batista, com gravação comprometendo o então presidente Michel Temer, envolvido com corrupção e mancomunado com Eduardo Cunha, já encarcerado também por lavagem de dinheiro e conta secreta em banco suíço. As imagens de Rodrigo Rocha Loures (operador de Temer) correndo nas ruas de São Paulo com uma mala de dinheiro foram vistas e repetidas vezes, a cada minuto na TV, por um longo período. Joesley Batista só poupou seu padrinho (sócio?) Henrique Meirelles. Enterrou até Aécio Neves, comprovando que pagava propinas à irmã do “tucano”. Meirelles ao ser abordado confessou que se limitou a “ajudar” os irmãos Batista a fundarem um Banco Digital. Mas, como Ministro da Fazenda?
A realidade insofismável é que a liderança de Bolsonaro se resume apenas em seu papel de ser um combativo antipetista, perseguido pela grande mídia e STF. Está evoluindo de vítima para “mártir”. Flávio Bolsonaro, pode até ser um “balão de ensaio” para medir o alcance do Bolsonarismo. Como nada acontece por acaso, as últimas pesquisas tem sinalizado estagnação e queda de Lula. Principalmente a do Atlas Intel, não divulgada. A Genial Quest, embrulhando índices para confundir o povo, mostra Lula competitivo. Mas, não esconde que 59% da população não o quer como candidato. Com 41% não se vence uma eleição. Na avaliação geral, o governo permanece emperrado em 28%. A Globo News há dois dias bate sem piedade no STF, e na absurda liminar de Gilmar Mendes para se blindar em 2027, contra um inevitável impeachment. Um barco quando começa a naufragar os ratos são os primeiros a fugirem. Gilmar Mendes antevê derrota do PT. É o mesmo que usou uma liminar impedindo Lula de assumir a Casa Civil do governo Dilma, ato que teria evitado sua prisão.
A economia estagnou. O PIB, segundo o Banco Central, crescerá apenas 1,7%. O governo já admite 2,1%. Lula não tem mais coelho na cartola, e para fechar um quadro totalmente pessimista, toda decisão do STF respinga no presidente, que desaprendeu por completo lidar com o Congresso, como o fez com maestria nos seus dois mandatos. Coincidência ou não, o programa de governo do presidente Trump, divulgado ontem, deixou claro que trocará a Europa pela América Latina. Inevitavelmente, terá uma participação ativa e direta nas eleições do Brasil, como fez recentemente na Argentina.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
