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Politica

DISPUTA PRESIDENCIAL SERÁ DECIDIDA NO PRIMEIRO TURNO

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O respeitado estatístico/pesquisador Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, economista, doutor em economia e política do setor público; professor da Universidade George Washington; fundador do Instituto IDEIA Big Data, foi entrevistado no dia 01/09/2026 no Podcast Market Makers, pelos jornalistas Thiago Salomão e Leopoldo Rosa. Aqueles que tiveram o privilégio de assistir, receberam uma aula/palestra sobre economia, geopolítica, investimentos e perspectivas futuras da América Latina – se inserindo na formatação da nova ordem econômica mundial – com vistas às mudanças das práticas do mercado até o ano 2050.

No bojo de todo o projeto futurista, o protagonismo pertence às democracias. As eleições brasileiras, a serem realizadas no próximo 04/10/2026, ocuparam espaços em diversas ocasiões da sabatina, oportunidade aproveitada por Maurício para divulgar seus estudos e pesquisas científicas na área – de cunho sociológico e comportamental da sociedade – realizados após eleições, desde a primeira disputa direta para Presidente da República em 1989.

A curiosidade dos entrevistadores era saber sua opinião a respeito de 2026. Maurício foi enfático. “A eleição presidencial será decidida no primeiro turno, e o candidato mais competitivo para vencer é Flávio Bolsonaro”. A resposta não correspondeu às expectativas dos dois jornalistas, que mesmo disfarçados, se esforçaram para demonstrar imparcialidade. Choveu perguntas e alegações, no sentido de contestarem Maurício. A cada indagação, uma resposta precisa, baseada em dados e fatos históricos, comparativos de pesquisas da época, com argumentos incontestáveis.

Terminada as eleições de 2022, Maurício iniciou um minucioso estudo para identificar o que havia levado o povo a mudar de opinião no último momento. Se absteve de comentar sobre as urnas eletrônicas. Todavia, a leitura através do “olhômetro” o havia deixado confuso. Bolsonaro mobilizava multidões superiores às manifestações de Lula. Vinte dias que antecederam o pleito, o Datafolha publicou pesquisa, Lula à frente de Bolsonaro com 12%, conjecturando vitória em primeiro turno. Entretanto, nas suas próprias pesquisas, os números (não revelados) eram outros (?).

Maurício já participou como consultor e estrategista de 12 campanhas presidenciais internacionais. Na Europa, América Latina, na tumultuada Turquia e principalmente nos Estados Unidos. Tem cadeira cativa na CNN, como comentarista no horário de William Waack. Seu raciocínio lógico, nada difere do paraibano professor Cézar, e seu método “Coelho”. A diferença é “geográfica”. Em sua última entrevista no programa Jô Soares, o ator José Wilker indagado sobre qual o papel mais difícil que ele havia interpretado em sua carreira, a resposta deixou o público perplexo: “o de ser carioca. Se a Globo soubesse que ele era baiano, jamais lhe daria a chance de ser personagem principal de uma novela”.

Pedro Cézar há mais de um ano “cantou a bola” que Lula não seria reeleito. Antes, já havia previsto, no mesmo prazo, a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

Maurício iniciou sua carreira no eixo Rio/São Paulo e foi catapultado para os Estados Unidos. Pedro permanece na Paraíba, e na UEPB. Repetindo o que Pedro falou há um ano, Maurício identificou que Lula perdeu 5 milhões de votos, desde seu primeiro ano de governo. Estes votos foram dos anti-bolsonaristas e anti-petistas, porém, com um viés de “esquerda”. No segundo turno (2022) os sufrágios de Ciro Gomes, Simone Tebet e Soraya Thronicke migraram para o PT. O quadro hoje é absolutamente inverso. As esquerdas não têm candidatos alternativos. A direita conta com Zema, Caiado, Augusto Cury e Renan.

Estudos de Maurício detectaram os motivos da eleição de Collor: hiperinflação, caça aos Marajás e a vez com voz dos descamisados. Foi o único dos 16 candidatos que vendeu esperança. FHC duas vezes eleito com o Plano Real promoveu uma das maiores distribuições de renda do País, valorizando a moeda.

Lula (2002) não atacava FHC. Prometia continuar seus programas exitosos e acabar com a desigualdade social. Na reeleição (2006) trouxe o PAC, minha casa minha vida, eletrificação no campo, criação do BPC e ampliação do Bolsa Renda. Elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff, com o Pré-sal. Dilma, por sua vez, foi reeleita com o PAC II, renúncia fiscal na linha branca (subsídios ao setor automobilístico dentre outros); minha casa minha vida; minha casa melhor; doação de eletrodomésticos; reformas habitacionais; seguro-safra – com perdão de dívidas de agricultores em todo o Nordeste. Mas, só foi consagrada no apagão do telão do TSE.

O acidente que ceifou a vida de Eduardo Campos gerou uma comoção nacional. Marina Silva, sua vice, em três pesquisas saltou de um dígito para 34%. A dúvida era quem iria para o segundo turno enfrentá-la: Dilma ou Aécio Neves? O povo não é bobo. Marina no segundo turno não levaria os votos do PSDB de Aécio. Em apenas 10 dias, Aécio cresceu 12% e chegou ao segundo turno. Venceu e não levou. Quando Maurício concedeu a entrevista, a Polymarket (casa de apostas) apresentava Lula em primeiro lugar, com 56%. Ontem, o amigo @wbook (Wellington Lucena) me enviou a virada de Flávio, com 55% e Lula 45%. O Polymarket é a “superpesquisa”.

Fonte: Da Redação por Júnior Gurgel

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.