DIAGNÓSTICO SUPERFICIAL DO GOVERNO NAS ÚLTIMAS PESQUISAS
Nos últimos dez dias quatro principais institutos de pesquisas – festejados pela grande mídia – estiveram entrevistando a população, para avaliar a aprovação do governo Lula III. No longo questionário apresentado foram inseridas perguntas para colher sugestões, possibilidades de mudanças de opinião, e nível de resistência de decisões já tomadas pelos que rejeitam com veemência a figura do presidente.
Tentando minimizar os efeitos catastróficos a equipe de marketing utiliza recortes, que confundem o leitor, telespectador e principalmente internautas. A Genial Quest mostrou que 53% da população desaprova o governo Lula. Subentende-se, numa leitura superficial, que 47% aprovam. Em um outro recorte, quando indagavam se o Presidente deveria ou não ser candidato à reeleição, 66% não concordaram. Neste percentual se inclui os próprios petistas e setores das esquerdas. Restou 34% e quando deduzido os que não sabem, ou não quiseram responder, Lula “esbarra” em 26%.
O IPSO/IPEC, usando outro tipo de metodologia, detectou a desaprovação do governo em 43%. Resultado que animou o núcleo petista, passando a trabalhar com otimismo a divulgação destes números, mostrando uma distância mínima para atingir os 50%, e dentro da margem de erro, probabilidades de vitória. Mas, tropeçaram quando excluíram o quesito “razoável”, deixando apenas o “bom e ótimo” e “ruim ou péssimo”. Como nos ensina um velho ditado popular, a ordem dos fatores não altera o produto (resultado) da soma. Lula beijou novamente a lona. Seu governo foi conceituado como bom e ótimo por apenas 26% da população. Resultado absolutamente idêntico aos divulgados pela Genial Quest.
O Datafolha foi o último a entrar em campo e postou na última quinta-feira (12/06/2025) seus índices colhidos em todo o país. A desaprovação do governo caiu para 40%. Mas, os que consideraram seu governo ótimo e bom foram apenas 25% dos entrevistados. Fizeram algumas simulações para um eventual “segundo turno” (?) colocando Lula na disputa frente a Tarcísio de Freitas e Bolsonaro. Em ambos, empate técnico. Não inseriram o nome de Michele, que em amostragens anteriores batia Lula.
O curioso é a ardilosa manipulação usada. Uma simulação, colocando Lula no segundo turno. Por que não averiguam sua posição no primeiro turno? Quem está pontuando com apenas 25%/26%, só chega a um eventual segundo turno com outros candidatos competitivos dividindo a oposição. Mesmo assim, Lula teria que alcançar pelo menos 35% dos votos no primeiro turno. Por outro lado, esquecem que PSOL, PSTU, PCO ou outra legenda das esquerdas, podem apresentar candidatos.
Comparando o resultado das eleições de 2022 com os dados das últimas pesquisas divulgadas, constatamos que nos trinta meses do seu governo Lula perdeu a metade do eleitorado. Praticamente 1% ao mês. No primeiro turno de 2022 as “urnas eletrônicas” apuraram 48,43% dos votos em favor do petista, contra 43,20% de Jair Bolsonaro. No segundo turno, Lula levou 50,90% e Bolsonaro chegou a 49,30%. Seus eleitores do momento são apenas aqueles que consideram sua gestão ótima e boa, 25% ou 26%. Se a constante queda de sua popularidade, se mantiver no mesmo ritmo dos últimos 30 meses – restando ainda 16 meses para o primeiro turno de 2026 – Lula desidratará ainda 16%. Fazendo uma analogia a uma barragem, seu manancial evaporará e atingirá o “volume morto” de um, ou pouco mais de um dígito.










