DESISTÊNCIA DE RATINHO JÚNIOR FORTALECE FLÁVIO BOLSONARO
Publicado em 24 de março de 2026O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), pré-candidato à Presidência da República, oficializou ontem sua desistência da corrida eleitoral e permanência no cargo até o final de sua gestão. No Paraná, a disputa pelo Governo do Estado estava acirrada. O senador Sérgio Moro vem liderando as pesquisas, casando seu voto com Flávio Bolsonaro. Ratinho Júnior, temendo duas derrotas – a sua e a do seu candidato à sucessão – considerou ser mais prudente permanecer no governo, enfrentar Sérgio Moro ou persuadi-lo a desistir de sua postulação. O gesto foi um aceno para unir todos.
Este ano, o povo terá a chance de se livrar de velhos corrompidos caciques políticos – estilo Gilberto Kassab e sua legenda PSD – composta por oportunistas, despidos de ética e regido pela “Lei de Gerson”. Estão sempre querendo levar vantagem em tudo, enxergando apenas seus umbigos. Um guarda-chuvas que abriga descontentes de qualquer legenda, quer seja oriundo da esquerda, direita ou centro. Qual o projeto deste partido para o Brasil? Basta observar o perfil de seu fundador, e eterno presidente, Gilberto Kassab. É Secretário do governador de direita Tarcísio de Freitas (SP) e comanda ministérios no governo Lula. Um vigarista político, desagregador e trapaceiro.
O PT delegou a Kassab a missão de dividir a direita, para alcançar o segundo turno. Seu alvo principal foi o Estado do Paraná, maior reduto bolsonarista. Convenceu o bem avaliado governador Ratinho Júnior a ser candidato a Presidente. Aproveitou o momento de fraqueza do governador de Goiás, Ronaldo Caiado – extrema direita fundador da UDR – decepcionado com o União Brasil, deixou a legenda quando percebeu seu presidente envolvido em supostas falcatruas. Deu-lhe o espaço para ser candidato, contra Ratinho Júnior e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. A única legenda que tem três pré-candidatos. O propósito é criar uma briga, clima de desarmonia, levando os insatisfeitos migrarem para a base petista, em siglas como o PSB, PSDB, REDE, dentre outros nanicos.
Na última pesquisa realizada pelo Instituto Genial Quaest (11/03/2026) antes da decisão do banqueiro Daniel Vorcaro concordar em fazer sua delação premiada, os índices (primeiro turno) apontaram Lula liderando com 37%, Flávio 30%; Ratinho Júnior 7%; Ronaldo Caiado 3%; Romeu Zema 2%, Eduardo Leite 2%. A direita conservadora (Ratinho, Caiado e Zema) tirava de Flávio Bolsonaro 12%. Quando o eleitor opinou sobre o segundo turno, entre Flávio e Lula, o resultado foi empate absoluto. Flávio 41%, Lula 41%. A avaliação geral do governo permanece estagnada há um ano, em 33% (?).
Nesta mesma data, o Futura Inteligência – Instituto de Pesquisa da Apex Partners, divulgou sua amostragem, com números diferentes. No primeiro turno – cenário sem Ronaldo Caiado – Flávio Bolsonaro pontua 37,6%, Lula 37,0%; Ratinho Júnior 9,1%; Romeu Zema 2,7%; Renan Santos (Missão) 2,1%; Aldo Rebelo 0,7%. No segundo cenário, sem Ratinho Júnior e com Ronaldo Caiado, a diferença pró Flávio aumentou bastante, acima da margem de erro. Flávio Bolsonaro 41,9%; Lula 35,1%; Ronaldo Caiado 5,7%; Aldo Rebelo 2,1%; Renan Santos 2,0%. Na projeção com vistas ao segundo turno, Flávio Bolsonaro crava 48,8% e Lula 40,5%. Possibilidades de vitória no primeiro turno não estão descartadas.
Outro dado destacado foi sobre a avaliação do governo, 51% desaprovam Lula. Aguardemos as próximas sondagens, sem Ratinho Júnior, desgaste da CPMI do roubo do INSS, e os prováveis vazamentos da delação de Daniel Vorcaro, já em andamento.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
