Marcos Marinho

Jornalista, radialista, fundador do ‘Jornal da Paraíba’, ‘Gazeta do Sertão’ e ‘A Palavra’, exerceu a profissão em São Paulo e Brasília; Na Câmara Federal Chefiou o Gabinete de Raymundo Asfóra e em Campina Grande já exerceu o mandato de Vereador.

Da “merda” à Pérola…

Publicado em 6 de junho de 2026

Certo dia, com indesculpável e gratuito espumante ódio, ele me classificou de UM MERDA em postagem venenosa veiculada em seus perfis de redes sociais.

Relevei, não o respondi e creio que fiz muito bem.

Tempos atrás, ele na condição de vice prefeito de Campina Grande, eu exercendo o meu sagrado direito de crítica, condição aliás inerente ao meu universo profissional, lembro de ter-lhe dirigido censura por atos que não condiziam com o que dele a população campinense esperava na desenvoltura do cargo político que as urnas lhe garantiram. Antes, porém, ressaltei as qualidades que sempre avistei nele, em especial aquelas que o identificam com o saudoso e ilustre genitor, com quem convivi amistosa e fraternalmente por décadas.

E me forço a confessar que não tenho o menor ressentimento por ele, que recorrentemente – em público ou reservado – chamusca o meu viver.

Vida que segue, portanto!

Não serei eu a botar gosto ruim na sua privilegiada inteligência, tampouco no seu admirável talento, seja o jurídico, o político, o musical, o de empreendedor…

E é por isso que hoje tenho a alegria em abrir espaço nesta minha coluna d’APALAVRA para reproduzir o pensamento de Ronaldo Cunha Lima Filho (Ronaldinho) em relação ao nosso Maior São João do Mundo, neste polêmico quesito que envolve a grade musical da festa.

Assino em baixo!!!

E convido você, meu amigo leitor, a comigo “degustar” essa preciosidade gerada pelo filho do poeta, originalmente publicada no portal de Gutenberg Cardoso.

Das aspas pra frente, é com Ronaldinho:

“Viva São João – Por Ronaldo Cunha Lima Filho

Fico intrigado quando ouço alguém criticar o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, por incluir em sua programação, além de artistas de forró, nomes de outros estilos musicais. Este ano, por exemplo, teremos Roberto Carlos, Marisa Monte, Martinho da Vila e Mart’nália, entre outros. E é importante destacar: nenhum desses artistas ocupa o espaço de qualquer forrozeiro.

São 30 dias de festa e dois palcos em funcionamento. Seria praticamente impossível preencher toda a programação apenas com artistas de forró capazes de atrair grande público durante todo esse período. Criticar a presença de um show de Roberto Carlos, por exemplo, revela certa dose de egoísmo social.

Ao contrário de muitos dos críticos, o público de baixa renda costuma receber essas atrações com enorme entusiasmo. Afinal, para grande parte dessas pessoas, essa será a única oportunidade de assistir gratuitamente a um show de um artista que admiram. A esmagadora maioria dos frequentadores do Parque do Povo não tem condições de pagar ingressos caros para grandes espetáculos em casas de shows.

Privar esse público dessa experiência é uma postura que flerta com o elitismo. Muitos dos que condenam essas apresentações têm condições financeiras de assistir aos seus artistas favoritos quando quiserem. Já o cidadão comum depende, muitas vezes, de eventos públicos como o São João para ter acesso a esse tipo de entretenimento e cultura.

Pergunte a um morador simples do José Pinheiro, da Ramadinha ou do Jeremias se ele considera uma ofensa à cultura nordestina a presença, na programação do São João, de artistas do sertanejo, do samba ou da MPB. Provavelmente você ouvirá uma sonora reprovação à crítica. Ele ama o forró e seus grandes representantes, mas também aprecia outros artistas consagrados da música brasileira.

Valorizar o forró não exige excluir os demais gêneros. A cultura é mais forte quando acolhe, soma e democratiza o acesso à arte. E é justamente isso que o São João de Campina Grande tem procurado fazer”.

O SOBRINHO DE ALFREDINHO…

Alfredo Lucas Neto é sobrinho do meu avexado amigo Alfredo Lucas Filho, o dileto “Alfredinho” também tio de Rosália Lucas.

Pra amaciar a alma dele, só um gênio mesmo, figura praticamente impossível da gente encontrar por estas bandas…

Ontem, “navegando” pelo ZAP, encontrei a reprodução de uma postagem de Alfredo Neto no Instagran fazendo especial amaciamento à alma e ao coração do seu homônimo tio. E como quem me mandou foi ele mesmo, Alfredinho, tenho de crer que o nosso estimado anestesista flutuou de alegria.

E o que diz o sobrinho eu agora reproduzo a seguir:

“Mais do que carregar o mesmo nome, carrego também a admiração por uma história bonita, construída com trabalho, respeito e dedicação à medicina.

Anestesista, meu tio faz parte da história de Campina Grande, esteve presente em incontáveis momentos da vida de tantas famílias, sempre exercendo sua profissão com seriedade, competência e humanidade.

Além do médico respeitado, uma figura ímpar da nossa cidade, presença marcante, personalidade forte, boas histórias pra contar e, claro, torcedor apaixonado do nosso Treze”.

Com permissão dos dois, também assino em baixo!!!