Crise da Saúde Pública leva gestão Bruno Cunha Lima a entrar em colapso
Publicado em 15 de novembro de 2025Passaram-se apenas dez meses da nova gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (reeleito), iniciada em 01/01/2025, para inexplicavelmente sua administração colapsar.
Na UTI, a saúde está em coma, com paralisações e ameaças de greves. Atrasos salariais já acumulam três e quatro meses. Médicos, enfermeiros e prestadores de serviços – esgotados financeiramente – não dispõem mais de meios para locomoção. Como estão chegando a seus postos de trabalho? Por que o prefeito não vem a público discutir, justificar, e com transparência revelar as causas e efeitos deste quadro indigente?
Bruno perdeu a segunda oportunidade de “enxugar” a máquina, dia seguinte à sua segunda posse (02/01/2025), implementando reformas austeras, adequando suas despesas às receitas.
As insanáveis demandas da saúde – originadas na política clientelista de seu antecessor Romero Rodrigues – são comparáveis a um quadro hemorrágico, que por quatro anos tentaram estancar com esparadrapos. O organismo já debilitado requer constantemente do “Hemocentro” (Orçamento Geral da União), bolsas de sangue (emendas parlamentares), paliativo ineficaz para um paciente que carece de cirurgia. Não existe outra cura, senão o uso preciso do bisturi.
Um corte linear, que alcance 30% do grande contingente de prestadores de serviços e contratados emergenciais reduziria os gastos com a folha de pagamentos, que passaria a ser compatível com as transferências constitucionais e outros recursos oriundos dos programas do governo federal. Se existem excessos de PSF, corte-os.
Campina Grande dispõe de uma invejável rede hospitalar, que supera todas as cidades do seu porte. Neste aspecto, podemos deduzir que a “crise da saúde” é má gestão da equipe – despreparada para os cargos que ocupam – falta de vontade política ou coragem do prefeito para usar o poder de caneta, temendo reações de seus correligionários.
Logo após a eleição de Cássio Cunha Lima (2002), eu e meu amigo/irmão José Silvino Sobrinho (o homem do Canaã), nos encontramos casualmente no Manaíra Shopping, com Antônio Castro, o secretário das finanças (de fato) do governo Maranhão e Roberto Paulino. Castro fez uma explanação rápida sobre o equilíbrio das finanças do Estado, comparando-as a um servidor público que tem na poupança três meses de salários guardados. Mas, advertiu: “se o novo governador (Cássio) cumprir duas promessas que fez na campanha a partir de janeiro terminará o ano com a folha de pagamentos atrasada. As promessas foram o aumento salarial dos professores e o fim da cobrança do imposto antecipado.
Em dezembro (2022) o governo Cássio Cunha Lima sangrou. A folha era paga dez dias fora do mês trabalhado, e não tinha recursos para quitar o décimo terceiro salário. O servidor fazia um empréstimo em seu nome, para se pagar. No ano seguinte, voltou o imposto antecipado. Mas, para compensar o aumento salarial dos professores, pressionado, usou o artifício das “gratificações” nos contracheques. Tinha casos da gratificação ser quatro vezes maior que o salário. Reeleito em 2006, seu primeiro ato foi extinguir todas as gratificações. Um ano depois, sobrava dinheiro no tesouro estadual. Todos os municípios tinham uma obra do Estado. Deu aumento salarial, autonomia financeira a UEPB; Defensoria Pública; Corpo de Bombeiros; corrigiu o piso salarial dos Engenheiros (SUPLAN, DER, CAGEPA, CEHAP e SAELPA; CDRM) estagnados em 1.500 reais, saltaram para 7 mil. Cassado pelo TRE/TSE, o povo não o esqueceu. Candidato ao Senado – pendurado numa liminar – proibido de fazer campanha, as urnas lhe conferiram 1.004.000 votos. A contagem foi realizada um ano e meio após sua eleição. O exemplo e coragem de Cássio poderá salvar Bruno
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
