Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Campina Grande · PB
100%
A Palavra OnlineA Palavra Online
Últimas
Wilson Filho parabeniza Marcus Vinícius pela gestão à frente da CagepaRevista Piauí: enquanto milhares de brasileiros morriam de Covid, Flávio Bolsonaro participava de “suruba” em BrasíliaLucas Ribeiro inaugura ginásio em Patos e acompanha avanços na saúde com novos equipamentosParaíba conquista primeira medalha nos Jogos da Juventude, em Foz do IguaçuHapvida e Elba Ramalho convidam mulheres a cuidar de si em campanha sobre diagnóstico precoce do câncer de mamaBTM 2026: equipe da Prefeitura de Campina Grande participa da maior feira de Turismo do Norte e NordesteSeduc cede 67 unidades educacionais para o segundo turno das Eleições 2026 em Campina GrandeSTTP mobiliza cerca de 70 agentes para operação de trânsito durante segundo turno das eleições em Campina GrandeTCE-PB institucionaliza Programa LiberTCE para incentivar a leitura e a ressocialização nos presídiosNatal Iluminado 2026 abre inscrições para artistas, escolas e grupos culturais de Campina GrandeAluna da Escola SESI é a única medalhista da Paraíba em olimpíada nacional de redação da FGVParaíba se destaca como 3º estado do Nordeste e o 6º do Brasil com menor índice de inadimplência em 2026Wilson Filho parabeniza Marcus Vinícius pela gestão à frente da CagepaRevista Piauí: enquanto milhares de brasileiros morriam de Covid, Flávio Bolsonaro participava de “suruba” em BrasíliaLucas Ribeiro inaugura ginásio em Patos e acompanha avanços na saúde com novos equipamentosParaíba conquista primeira medalha nos Jogos da Juventude, em Foz do IguaçuHapvida e Elba Ramalho convidam mulheres a cuidar de si em campanha sobre diagnóstico precoce do câncer de mamaBTM 2026: equipe da Prefeitura de Campina Grande participa da maior feira de Turismo do Norte e NordesteSeduc cede 67 unidades educacionais para o segundo turno das Eleições 2026 em Campina GrandeSTTP mobiliza cerca de 70 agentes para operação de trânsito durante segundo turno das eleições em Campina GrandeTCE-PB institucionaliza Programa LiberTCE para incentivar a leitura e a ressocialização nos presídiosNatal Iluminado 2026 abre inscrições para artistas, escolas e grupos culturais de Campina GrandeAluna da Escola SESI é a única medalhista da Paraíba em olimpíada nacional de redação da FGVParaíba se destaca como 3º estado do Nordeste e o 6º do Brasil com menor índice de inadimplência em 2026
Uncategorized

Cenas urbanas de uma cidade centenária (II)

100%

Se a aproximação de uma moto atemoriza os jovens e adultos de hoje, na Campina Grande centenária dos anos de 1960 o ruído de motonetas assustava as crianças. A cidade vivia a intensidade do carnaval em todos os cantos, começando nos bairros, seguindo pelo centro, estendendo-se aos clubes; pessoas usando fantasias que também amedrontavam os pequenos.

No bairro da Liberdade e adjacências o ruído ensurdecedor de uma motocicleta provocava nas crianças pequenas a sensação de que tomaria uma injeção em poucos minutos. Esse pressentimento infantil era causado pelo enfermeiro (ou seria farmacêutico?) Zé Silva, que supria a carência pediátrica daquele tempo sobre duas rodas. “Meu filho não pode ouvir a zoada de Lambreta que pensa que vai tomar injeção”, ouvi muitas dessas frases.

José da Silva Chaves, morador da Rua Almirante Barroso, em frente ao antigo Quartel do 40 (hoje Posto Dallas), mantinha um serviço domiciliar de cuidados à saúde infantil. Montado numa Lambreta, veículo popular tipo moto da época, ele atendia aos chamados de pais ou mães, principalmente na aplicação de injeção. Mereceu ser nome de rua no Quarenta, aquela, antes, Beco da Pavoa.

As andanças de Lambretas de Zé Silva diminuíram de quilometragem na Almirante, quando Seu Teles abriu uma farmácia nas proximidades do Grupo Escolar Apolônia Amorim, perto de nossa casa. Sério, alto, permanentemente de óculos de lentes grossas, costumava esperar o cliente na porta estreita do estabelecimento, escorado na esquadria de um lado, prendendo um braço, e o outro esticado para cima, com a mão apoiada no plano oposto. Deixava-se ver e via todo movimento da rua.

O pânico causado aos pequeninos pelo ruído da Lambreta de Zé Silva transferia-se aos dias de Momo, por força do grande número de papangus, pessoas brincando com máscaras que cobriam toda a cabeça. À medida que iam crescendo, entendendo as coisas e perdendo o medo, viviam nesses dias momentos de encanto. Realmente, era muito bonito ver os papangus, em dupla, trio ou bloco, perambulando pela rua.

A brincadeira do mela-mela e do molha-molha também animava a criançada e movimentava as famílias. Outras fantasias enfeitavam os foliões daquele tempo, dando um colorido especial; homens vestidos de mulheres, sem dispensar as sombrinhas, e exageradamente maquiados.

Nada igual, entretanto, as que transformavam as pessoas em papangus. Pena que um homicídio perpetrado por um deles no centro de Campina Grande, e certamente planejado, na primeira metade dos anos 70, motivou a proibição de brincar carnaval com a “cara coberta”, como dizia meu pai.

Os homossexuais aproveitavam o momento à exibição particular, alheios aos xingamentos de então. Nesse time, a dupla mais famosa do bairro, Tuta e Pé Roxo, se destacava. Contrastando-se no físico, um obeso e o outro bem magro, saiam juntos a desfilar ao longo da hoje avenida, causando a repulsa de muitos e tolerância de poucos.

Em tempos de caça, o número de pequenos caminhões, caminhonetes e jipes transformava a Almirante Barroso daquela década, no final das tardes dominicais, em desfile de caçadores. Vestidos de roupas de couro, chapéus, cartucheiras verticalizadas da cintura pra cima, e na cintura o cinto exibindo os “troféus”, atraiam a atenção até de adultos. Codorniz, inhambus, juritis, rolinhas… Nós, meninos já crescidos, próximos a experimentar os encantos da adolescência, nos divertíamos bastante com esses “desfiles”.

BODAS DE CORAL

No domingo, dia oito, eu e Margarida festejamos 35 anos de casados. Nessas três décadas e meia, soubemos superar as diferenças e as dificuldades surgidas, sempre nos deixando levar pelos ensinamentos de Cristo e, assim, como simbolizam os corais marinhos, estamos amadurecidos e fortalecidos neste Sacramento. O presente veio cinco dias antes: a chegada do segundo neto, José, também o segundo filho de nossa Morgana e de Gustavo. Graças!

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

Deixe seu comentário