Cejusc de Guarabira movimenta mais de R$ 3,4 milhões e celebra 289 acordos em oito meses

Publicado em 11 de setembro de 2026

A utilização dos métodos autocompositivos, especialmente a conciliação e a mediação, tem se consolidado como importante aliada do Poder Judiciário estadual na efetivação da Política de Pacificação dos Litígios e no enfrentamento à judicialização. Os resultados alcançados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) demonstram a eficiência dessas iniciativas.

No período de oito meses, entre janeiro e agosto de 2026, o Cejusc da Comarca de Guarabira movimentou R$ 3.407.354,15, correspondentes a 23,23% do total dos valores consignados, foram realizadas 889 audiências, que resultaram na celebração de 289 acordos, além do atendimento a 3.701 pessoas.

A unidade registrou, ainda, um total de 265 sentenças produzidas, das quais, a maioria (260) foi homologatória de acordos na área de família, oriundas das 489 audiências ocorridas, o que equivale a 53,17% dos acordos celebrados.

A atuação dos Cejuscs é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça da Paraíba, que tem na coordenação-geral o desembargador Horácio Ferreira de Melo Júnior.

Para o coordenador do Cejusc de Guarabira, juiz Fábio Brito, os resultados alcançados pelo Cejusc da Região de Guarabira demonstram a força da conciliação como instrumento de pacificação social e de efetividade da Justiça. O magistrado destacou os resultados apresentados na área de Família, com um alcance de números expressivos, sobretudo por envolver conflitos marcados por vínculos afetivos e relações que muitas vezes precisam continuar após o processo.

“Esses resultados revelam que estimular o diálogo permite construir soluções mais céleres, consensuais e duradouras. O Cejusc, assim, contribui não apenas para reduzir a litigiosidade, mas principalmente para consolidar uma Justiça mais humanizada e uma verdadeira cultura de paz”, enfatizou.

Já o mediador judicial, Jesiel Rocha, pontuou que as estatísticas servem para mensurar o volume e que a pedagogia da mediação auxilia para resgatar a humanidade por trás dos números. “Por trás das 3.701 pessoas atendidas e das 889 audiências realizadas, existem vidas buscando previsibilidade, encerramento de ciclos e respeito mútuo”, salientou.

Ele evidenciou, ainda, a importância das sentenças prolatadas, especialmente, envolvendo processos de família. “Aprendemos uma lição fundamental: quando o conflito envolve afeto, o Judiciário não deve impor uma decisão, mas construir uma ponte. Os números demonstram que mais da metade das pessoas preferiu assumir a autoria da própria vida a deixar o destino nas mãos de uma sentença imposta”, frisou.

Além de Guarabira, as ações do Cejusc envolvem também as cidades de Araçagi, Cuitegi, Duas Estradas, Pilões, Pilõezinhos, Pirpirituba, Serra da Raiz e Sertãozinho.

Por Lila Santos