Campina Grande perde divisas para outros municípios
Até surgir no futebol profissional um time do interior surpreendendo e desbancando o trio formado por América, Atlético e Cruzeiro com a conquista do Certame Mineiro de 2005, eu nunca ouvira falar na palavra Ipatinga. Nos últimos meses, este topônimo tem aparecido mensalmente em meu e-mail timbrado em documento fiscal, deixando-me intrigado e com algumas interrogações.
A rotatividade da NF-e endereçada pela Prefeitura Municipal de Ipatinga ao meu endereço eletrônico tem sido constante desde que eu fiz um plano odontológico e dividi o pagamento em parcelas iguais. O tratamento já foi concluído, e o resultado me deixou plenamente satisfeito, pois executado com rara habilidade pela equipe, tendo à frente o Dr. Sílvio.
O destino do imposto cobrado é que me deixa insatisfeito e cheio de dúvidas. Pouco entendo de tributação fiscal, mesmo tendo passado bastante tempo gerenciando uma empresa familiar, aberta em nome da mulher. Seguíamos a orientação do escritório contábil que nos assessorava e nunca tivemos problemas.
O que eu não entendo e não me conformo é fazer um tratamento em Campina Grande, e o Imposto Sobre Serviços não ser destinado à prefeitura local. Ao contrário, a Prefeitura Municipal de Ipatinga é que leva o valor arrecadado.
Imagino que tem algo errado e alguma regra está sendo burlada. Acho que, mesmo irrisório, esse valor teria que ficar no município onde o serviço foi prestado. Na máxima de que somos nós que pagamos o imposto, fiz o tratamento na minha cidade, não me desloquei para outro Estado, e gostaria que o tributo, mesmo pequeno, nos beneficiasse.
Então, fica o alerta para o setor de arrecadação fiscal – e de fiscalização – da Prefeitura de Campina Grande, que já perde uma soma gritante com as regras atuais do ICMS no Estado. Se o plano pode estar cometendo esse desvio, é de se imaginar que outros possam estar agindo da mesma forma. E a nossa cidade, consequentemente, perdendo divisas.
SAUDADE COLORIDA
Ao ler a matéria sobre a suspensão de uma linha de ônibus na Catingueira, no MaisPB, uma foto antiga me deixou saudade. A imagem de um ônibus da Cruzeiro é do tempo em que cada empresa tinha seu padrão de pintura, antes da sistematização delas em consórcio e a consequente unificação das cores. Além de facilitar a identificação da linha servida, a diversidade de cores deixava a cidade mais colorida.











