Marcos Marinho

Jornalista, radialista, fundador do ‘Jornal da Paraíba’, ‘Gazeta do Sertão’ e ‘A Palavra’, exerceu a profissão em São Paulo e Brasília; Na Câmara Federal Chefiou o Gabinete de Raymundo Asfóra e em Campina Grande já exerceu o mandato de Vereador.

AUTONOMIA E COERENCIA

Publicado em 2 de julho de 2026

Ausente dos poderosos microfones da rádio Arapuan por vontade (e ética) própria, uma vez que profissionalmente está engajado em uma das candidaturas majoritárias do próximo pleito, o premiado confrade Luiz Torres continua nos brindando com excelentes análises sobre o cenário político atual, o que o faz em seu blog na internet.

É dele, pois, o texto a seguir sobre a postura (sem ser de galinhas…) do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima:

Bruno Cunha Lima dá aula sobre autonomia e os seus escutam tudo sem questionar

Nos tempos antigos, quando um professor na sala de aula consistia uma autoridade indiscutível, o silêncio dominava o ambiente e ninguém ousava questionar o preceptor.

Na atualidade, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, ministra há meses uma aula sobre autonomia política e ninguém do seu grupo teve ainda a coragem de dar um pio.

Quando ele resolveu não acompanhar os Cunha Lima na adesão à campanha do ex-prefeito Cícero Lucena ao governo do Estado, Bruno peitou lideranças do clã que nunca havia sido sequer questionadas, a exemplo de Cássio Cunha Lima, por exemplo, introduzindo a primeira premissa, a coerência.

Preferiu ficar com Efraim Filho, que o apoiou em 2024, diferentemente de Cícero que estava no grupo do governo, sequioso para derrubar o prefeito campinense da cadeira.

Falou isso e ouviu o silêncio.

Seguiu a aula. E, depois do capítulo um, foi para o da autonomia. Em mais de trinta anos de Cunha Lima, havia sempre uma ordem apenas a seguir. E todos do clã sempre a seguiram sem pestanejar.

Para este pleito, o prefeito de Campina deu um grito de independência e disse, não. O colégio é meu e eu vou dizer quando é a hora do recreio. Novamente, silêncio. Ninguém ousou dar um pio. Ou furar o pneu do carro do prefeito no estacionamento.

Por que será? Pergunta mais fácil da prova…

Prepara-se para indicar a vaga de vice de Efraim.

E, quando é perguntado que estratégia é esta, costuma responder: Não é preciso seguir estratégia. Só manter a coerência.

VOTO DAS MULHERES…

Neto do ex-“arrochado” Presidente/General João Batista Figueiredo, o bolsonarista e blogueiro-amigo UNHA E CARNE do presidenciável Flávio Bolsonaro, abusou da misoginia em uma live no YouTube e na ânsia de criticar Michelle Bolsonaro, depois da divulgação de vídeo dela contra o enteado, atacou todas as mulheres, afirmando que elas “votam mal”.

O que disse Paulo:

“Mulher vota, estatisticamente, muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras, não”.

E desceu a ladeira, sem rubor, baixando mais ainda o nível:

“Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos, mas eu quero dizer a vocês: isso é estatística”.

Figueiredo declarou, ainda, que, se apenas mulheres votassem, as eleições nos Estados Unidos seriam vencidas por democratas, com exceção de Ronald Reagan, que, de acordo com ele, teria conseguido apoio feminino em sua reeleição.

O discurso machista e misógino faz parte de um movimento que avança, principalmente nos Estados Unidos, contra o voto feminino. Grupos de influenciadores e líderes religiosos de extrema direita no país defendem a revogação da 19ª Emenda, medida que foi confirmada há mais de um século para assegurar o direito de voto às mulheres.

O ataque do blogueiro às mulheres teve foco em Michelle Bolsonaro, que revelou, em um vídeo bombástico, ter sido “humilhada” pelo senador/seu enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, além de ter feito outras críticas veementes.

NÃO PAGOU…

Nas pesquisas divulgadas por Gutenberg Cardoso no seu “PolêmicaPB”, atribuídas a trabalho feito pelo Instituto SETA, o deputado federal Romero Rodrigues, ainda hoje o maior quadro/liderança política da Rainha da Borborema, continua aparecendo como derrotado nas eleições deste ano, o que de fato causa surpresa a quem não conhece o “modus operandi” do gabaritado confrade sertanejo que há anos foi alojado na Capital paraibana para comandar, para si e alguns parceiros, altíssimos NEGÓCIOS no mundo da comunicação do Estado.

Especificamente ao resultado dessas pesquisas, obtive do colega Marcio Rangel uma afirmação/explicação que dá muito o que se pensar: “Romero também não pagou nadinha a Gutenberg…”